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A
responsabilidade é grande. Se François Besse
já estava envolvido com o agility, agora carrega
consigo as expectativas de um país de agiliteiros.
Presidente da Entente Cynophile Havraise, um clube de educação
canina e agility em Le Havre, na Alta Normandia e um condutor
renomado, vencedor de várias provas importantes,
como o campeonato europeu por times em 1994, a primeira
colocação no Championnat de France 2001 (grau
2), no Masters France 2001 e a terceira colocação
no Grand Prix de France 2000; nessas duas últimas
competindo com as feras do agility francês, muitas
das quais estarão sob a batuta de Besse em Lienvin.
Novo selecionador e capitão da equipe francesa, ele
promete mudanças - tudo para fazer bonito no primeiro
Mundial sediado pela França. "A equipe
deve uma bela apresentação aos inúmeros
torcedores franceses que com certeza estarão lá
para nos apoiar", diz.
Teremos
uma filosofia de trabalho diferente da de Gilles Thiriet,
o técnico anterior?
FRANÇOIS
BESSE: Certamente. Eu não conheço bem a filosofia
de trabalho de Gilles, mas cada um tem obrigatoriamente
um estilo diferente. A respeito da equipe francesa que estará
em Liévin, é um pouco cedo para defini-la,
mesmo que algumas das duplas de base das seleções
anteriores fiquem como base,
Quais as novidades que podemos esperar?
FRANÇOIS
BESSE: Acho que eu dividirei mais igualmente as duplas entre
as diferentes categorias. No individual, havia uma dupla
mini, uma midi e sete standards em Dortmund! Acho que há
um desequilíbrio nessa divisão...
Quais
serão os critérios que você seguirá
para formar a equipe?
FRANÇOIS
BESSE: Antes de tudo, o mental do condutor é uma
coisa muito importante para mim. É necessário
que o condutor tenha uma mente forte e seja ao mesmo tempo
fácil de lidar e abordável. Além disso,
as duplas devem estar nas provas importantes para serem
observadas.
Você
estará em todas as FARs (Fête d'Agility Regional)
e também em todas as grandes provas?
FRANÇOIS
BESSE: Nas grandes finais, com certeza! Tentarei estar presente
também a todas as FARs.
Você
é um condutor de destaque, vencedor de FARs e também
de grandes finais. Você esperava ser convocado para
a equipe francesa?

FRANÇOIS
BESSE: Hoje em dia eu compito no grau 2, embora meus cães
sejam nível grau 3. Nos últimos dois anos
eu ganhei duas finais mas por diversas razões nunca
esperei por uma convocação para a pré
seleção da equipe francesa.
É
importante ser condutor para ser um bom selecionador / técnico?
Em sua opinião, o que é necessário
para se sair bem nessa função?
FRANÇOIS
BESSE: Efetivamente é necessário ter um bom
nível de condução para ser o selecionador,
mas as duplas pré-selecionadas são normalmente
formadas por bons cães e condutores. O que eu tenho
a acrescentar para eles é minha visão de percurso,
o posicionamento que pode ajudar a economizar centésimos
de segundos e, sobretudo, estar ao lado deles para que eles
saibam que podem contar comigo e se sintam seguros no dia
D, em Liévin.
Como você começou a praticar agility?
FRANÇOIS
BESSE: Comecei em 1988 quando me associei ao clube de minha
cidade e uma das disciplinas oferecidas era o agility. Adorei
o esporte tanto que comecei a praticar com Diana, uma Groenendael
e Cléo, uma Pastora Alemã. Fiquei com as duas
até 1994, quando comecei a treinar a Malinois Inês
e o Cavalier King Charles Ghnocchi. Em 1996 veio Lucille,
uma Border Collie preta e branca e dois anos depois, Naomi,
outra Border Collie blue merle. Na metade de março
começo a treinar também Sen, uma outra fêmea
Malinois e tenho ainda mais um Border Collie de sete meses
chamado Thaï. Infelizmente, no ano passado, perdi Cléo
e Diana com poucos meses de diferença. Elas tinham
15 e 14 anos e foi muito difícil.
Como
é a vida de seus cães?
FRANÇOIS
BESSE: Tenho cinco cães,
as duas malinois e os três Border Collies. Até
tem um canil em casa, mas todos eles vivem comigo, dentro
de casa e acho que esse contato faz com que tudo que fazemos
juntos seja bem feito, principalmente o Agility!
Seus cães
praticam outros esportes?
FRANÇOIS
BESSE: Eles praticam pastoreio, que é bom para seu
equilíbrio e também para melhorar a relação
comigo. Além disso, saímos sempre para passear,
a pé ou de bicicleta e no verão eles adoram
nadar comigo. O bom é que moramos pertinho da praia!
O Agility
mudou sua vida?
FRANÇOIS
BESSE: Sim, principalmente porque vivo viajando, quase todos
os fins de semana, para participar de provas e eventos de
Agility. É sempre um prazer, mas um pouco cansativo!
Mas acho importante que o Agility não seja mais do
que uma certa parte de minha vida com meus cães,
nós compartilhamos muitas outras coisas e posso
viver sem Agility, mas não sem meus cães.

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