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FRANÇOIS BESSE
A França de cara nova
por Adriana Mori
fevereiro/2003

A responsabilidade é grande. Se François Besse já estava envolvido com o agility, agora carrega consigo as expectativas de um país de agiliteiros. Presidente da Entente Cynophile Havraise, um clube de educação canina e agility em Le Havre, na Alta Normandia e um condutor renomado, vencedor de várias provas importantes, como o campeonato europeu por times em 1994, a primeira colocação no Championnat de France 2001 (grau 2), no Masters France 2001 e a terceira colocação no Grand Prix de France 2000; nessas duas últimas competindo com as feras do agility francês, muitas das quais estarão sob a batuta de Besse em Lienvin. Novo selecionador e capitão da equipe francesa, ele promete mudanças - tudo para fazer bonito no primeiro Mundial sediado pela França. "A equipe deve uma bela apresentação aos inúmeros torcedores franceses que com certeza estarão lá para nos apoiar", diz.

Teremos uma filosofia de trabalho diferente da de Gilles Thiriet, o técnico anterior?

FRANÇOIS BESSE: Certamente. Eu não conheço bem a filosofia de trabalho de Gilles, mas cada um tem obrigatoriamente um estilo diferente. A respeito da equipe francesa que estará em Liévin, é um pouco cedo para defini-la, mesmo que algumas das duplas de base das seleções anteriores fiquem como base,

Quais as novidades que podemos esperar?

FRANÇOIS BESSE: Acho que eu dividirei mais igualmente as duplas entre as diferentes categorias. No individual, havia uma dupla mini, uma midi e sete standards em Dortmund! Acho que há um desequilíbrio nessa divisão...

Quais serão os critérios que você seguirá para formar a equipe?

FRANÇOIS BESSE: Antes de tudo, o mental do condutor é uma coisa muito importante para mim. É necessário que o condutor tenha uma mente forte e seja ao mesmo tempo fácil de lidar e abordável. Além disso, as duplas devem estar nas provas importantes para serem observadas.

Você estará em todas as FARs (Fête d'Agility Regional) e também em todas as grandes provas?

FRANÇOIS BESSE: Nas grandes finais, com certeza! Tentarei estar presente também a todas as FARs.

Você é um condutor de destaque, vencedor de FARs e também de grandes finais. Você esperava ser convocado para a equipe francesa?


FRANÇOIS BESSE: Hoje em dia eu compito no grau 2, embora meus cães sejam nível grau 3. Nos últimos dois anos eu ganhei duas finais mas por diversas razões nunca esperei por uma convocação para a pré seleção da equipe francesa.

É importante ser condutor para ser um bom selecionador / técnico? Em sua opinião, o que é necessário para se sair bem nessa função?

FRANÇOIS BESSE: Efetivamente é necessário ter um bom nível de condução para ser o selecionador, mas as duplas pré-selecionadas são normalmente formadas por bons cães e condutores. O que eu tenho a acrescentar para eles é minha visão de percurso, o posicionamento que pode ajudar a economizar centésimos de segundos e, sobretudo, estar ao lado deles para que eles saibam que podem contar comigo e se sintam seguros no dia D, em Liévin.

Como você começou a praticar agility?

FRANÇOIS BESSE: Comecei em 1988 quando me associei ao clube de minha cidade e uma das disciplinas oferecidas era o agility. Adorei o esporte tanto que comecei a praticar com Diana, uma Groenendael e Cléo, uma Pastora Alemã. Fiquei com as duas até 1994, quando comecei a treinar a Malinois Inês e o Cavalier King Charles Ghnocchi. Em 1996 veio Lucille, uma Border Collie preta e branca e dois anos depois, Naomi, outra Border Collie blue merle. Na metade de março começo a treinar também Sen, uma outra fêmea Malinois e tenho ainda mais um Border Collie de sete meses chamado Thaï. Infelizmente, no ano passado, perdi Cléo e Diana com poucos meses de diferença. Elas tinham 15 e 14 anos e foi muito difícil.

Como é a vida de seus cães?

FRANÇOIS BESSE: Tenho cinco cães, as duas malinois e os três Border Collies. Até tem um canil em casa, mas todos eles vivem comigo, dentro de casa e acho que esse contato faz com que tudo que fazemos juntos seja bem feito, principalmente o Agility!

Seus cães praticam outros esportes?

FRANÇOIS BESSE: Eles praticam pastoreio, que é bom para seu equilíbrio e também para melhorar a relação comigo. Além disso, saímos sempre para passear, a pé ou de bicicleta e no verão eles adoram nadar comigo. O bom é que moramos pertinho da praia!

O Agility mudou sua vida?

FRANÇOIS BESSE: Sim, principalmente porque vivo viajando, quase todos os fins de semana, para participar de provas e eventos de Agility. É sempre um prazer, mas um pouco cansativo! Mas acho importante que o Agility não seja mais do que uma certa parte de minha vida com meus cães, nós compartilhamos muitas outras coisas e posso viver sem Agility, mas não sem meus cães.


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