Home
O Agility
Entrevistas
Internacionais
The Journal
Treinamento
Raças
Saúde
Videos
Nós, Agiliteiros
Direito dos Animais
Galeria de Eventos
Crônicas e Contos
Indicações
Links
Jogos
Chat
Quem somos
Fale Conosco
 
Parceiros
 
Compare produtos, lojas e preços
Digite produto ou marca
 
 
.
.
www.flickr.com
This is a Flickr badge showing public photos from MIBSASHA tagged with sasha. Make your own badge here.

GILLES, SYLVIE E REYNALD

PREPARAÇÃO PARA UM DESEMPENHO EXEMPLAR

Conheça a equipe responsável pela preparação e concentração da equipe francesa antes e durante o Mundial. O depois, nos últimos anos, tem sido festa

Desde 1999, o trio Gilles Thiriet, Sylvie e Reynald Muller vêm compondo o staff técnico da equipe francesa nos mundiais de agility. Gilles é o técnico, responsável pela seleção e treinamentos da equipe, enquanto Sylvie e Reynald cuidam para que os condutores da seleção tenham apenas em mente sua boa performance em pista. Os resultados têm mostrado que se trata de uma alquimia vencedora: a equipe francesa, além de se preocupar sempre com um desempenho não menos que perfeito em pista, se esforça para que o trabalho da comissão técnica seja respeitada. Tanto que mesmo o desempenho de 2001 ter sido inferior ao de 2000, o trio está praticamente garantido à frente da equipe da França em Dortmund 2002.

A seleção de 2001 foi evidentemente uma mistura da velha guarda com as novas forças do agility francês. Isso é uma forma de deixar a equipe equilibrada para os próximos Mundiais?

GILLES THIRIET: Como em todos os esportes e em todos os times, não se muda uma equipe do dia para a noite. Levei três anos para construir uma base sólida. Cabe a mim convocar as novas duplas e formá-las adequadamente para que possa haver o progresso deles de forma harmoniosa

Quais os critérios de escolha para as novas duplas?

GILLES THIRIET: Estou presente em muitos eventos em toda a França. Não falto em nenhuma seletiva, final, campeonato e encontro importante. Mas independente de ser uma prova simples, eu procuro sempre estar presente onde haja uma nova dupla se apresentando, que conforme seu potencial, serão testados, e porque não, projetados em nível nacional por meio de uma pre seleção para a equipe francesa.

Por que em 2001 foram pré-selecionadas mais duplas (normalmente eram 15, em 2001 foram 19)?

GILLES THIRIET: Porque houve uma evolução muito grande das duplas, esse ano a briga estava mais difícil e eu tinha um leque maior de opções sabendo que a pré-seleção esse ano foi antecipada praticamente em um mês por causa da mudança do Campeonato da França, e por conseqüência, do estágio da pré-seleção. Os campeonatos regionais também não haviam terminado ainda.

Há algum motivo pelo qual Carcassone seja sempre escolhida para o estágio da equipe francesa?

GILLES THIRIET: A cidade é perfeita, com local e estruturas técnicas adequadas e à nossa disposição, sem contar a equipe de apoio, sob coordenação de nosso amigo René Villela, que são muito importantes para nossa preparação. René e sua equipe, aliás, merecem nossa consideração por sua presteza, principalmente tendo em vista as constantes mudanças em cima da hora de nosso calendário de provas.

Essas mudanças prejudicam muito a preparação da equipe?



GILLES THIRIET: Não é tão grave assim. Com os anos de experiência, pudemos observar que um cão não derrapa no carpete, ele se acostuma muito rapidamente, muito mais rápido que o condutor. Por isso, para não dar margem ao azar, nosso último estágio é sempre no carpete.

Grama - e não carpete - durante o estágio de pré-seleção não prejudica?

REYNALD MULLER: Na verdade, não incomoda embora eu adorasse ter visto os minis no carpete. O pessoal do norte tem hábito de trabalhar no carpete, o que é menos comum para os condutores do sul, mas quando temos condutores excepcionais como Patrick Servais, o aprendizado é muito rápido. Eu lembro que a primeira vez que fui a um Campeonato Mundial, meu cão nunca havia estado sobre um carpete!

Como foram os trabalhos durante o estágio de 2001?

REYNALD MULLER: Desde a chegada, na quinta-feira, impusemos uma rotina para que se recuperassem da viagem até Carcassone. Eles precisavam correr um pouco, se divertir em um campo de agility. Logo em seguida, propusemos de cara dois percursos bem longos para ver quem eram os mais fortes. Na sexta-feira, após o café da manhã, mais trabalho nesses mesmos termos: caminhada e depois trabalho nos obstáculos para podermos avaliar as zonas e a velocidade. Tentaremos melhorar os pontos fracos, pois um cão um pouco pior hoje poderá estar em seu máximo depois de quatro ou cinco meses, sobretudo se esse pouco que precisa ser trabalhado para melhorar for feito. No fim de semana, tivemos a seletiva para o Masters da França. É uma bela oportunidade para ver se esses dias de estágio puxado foram úteis em alguma coisa.

Esse ano, no meio do estágio a equipe participou de uma prova grande. Para vocês, foi uma vantagem ou um inconveniente?

GILLES THIRIET: Foi bom, pois as duplas entraram determinadas a se classificar bem nessa prova, que serviu como seletiva para o Masters da França e também queriam mostrar o melhor de si para serem escolhidos para a equipe francesa. Do ponto de vista psicológico, foi um bom teste, pois apenas os mais fortes suportaram essa pressão.

Pelo visto, os homens cuidam da parte física. Qual o papel de Sylvie no staff técnico?

SYLVIE MÜLLER: Meu trabalho é principalmente durante o Mundial. Eu gerencio todas as informações para a equipe francesa durante os Campeonatos Mundiais, tanto individualmente como para o time. Eu sei a que horas cada um entra em pista, se haverá atrasos, se está adiantado, quanto a resultados, se precisamos correr atrás do resultado ou se vamos com calma para garantir o resultado. Esse trabalho é em total simbiose com Gilles, com quem me comunico por meio de sinais, gestos, olhares.

Como você controla as entradas de cada membro da equipe?

SYLVIE MÜLLER: Normalmente sabemos a ordem de entrada cerca de dez dias antes da competição, o que nos permite fazer um plano de ação mais preciso. Mas sempre precisamos estar ligados: em Dortmund não recebemos essa ordem de entrada e no dia anterior ficamos sabendo que Christine seria a primeira a competir. Isso não a incomodou, tanto que ela ganhou o Campeonato do Mundo. Mas há pessoas que precisariam se preparar para serem os primeiros a entrarem. No segundo dia é mais sossegado, as duplas entram em ordem inversa à que se classificaram.

Você é um tipo de secretária?

SYLVIE MÜLLER: Podemos dizer que sim. Tenho sempre todos os resultados, individuais e por equipe. Às vezes tenho que brigar para estar em uma posição favorável, mas como temos conseguido estar sempre nas primeiras posições, preciso dar sempre um jeito.

Qual o papel humano do staff técnico?

SYLVIE MÜLLER: Acho que é essencial. Faz parte de nosso trabalho fazer com que se sintam bem e relaxados. Para eles é mais fácil chegar em Reynald ou em mim do que em Gilles, para ter um ombro para chorar após um fracasso, por exemplo.

Quais as suas principais lembranças dos campeonatos mundias?

GILLES THIRIET: Na Finlândia, tivemos o coroamento de todo o trabalho que vínhamos desenvolvendo desde a Eslovênia.

REYNALD MULLER: Realmente foi emocionante. Além do bi-campeonato individual de Christine Charpentier, tivemos o vice-campeonato de Patrick Servais e ainda a vitória do time standard (Reynald fez parte da equipe standard campeã na Eslovênia, conduzindo um husky siberiano).

SYLVIE MÜLLER: Já eu não vi absolutamente nada! Estive completamente absorta durante os dois dias, do primeiro ao último cão do campeonato, com meu cronômetro, minha caneta, meus papéis. Mas tenho a sorte de nossos condutores saberem primeiro por mim se foram os campeões, pois eu sei antes de todo mundo.

Fonte: © agility-france
Edição: Adriana Mori


© Agiliteiros.com- 2001-2008 . Todos os direitos reservados