Home
O Agility
Entrevistas
Internacionais
The Journal
Treinamento
Raças
Saúde
Videos
Nós, Agiliteiros
Direito dos Animais
Galeria de Eventos
Crônicas e Contos
Indicações
Links
Jogos
Chat
Quem somos
Fale Conosco
 
Parceiros
 
Compare produtos, lojas e preços
Digite produto ou marca
 
 
.
www.flickr.com
This is a Flickr badge showing public photos from MIBSASHA tagged with sasha. Make your own badge here.
Roger Coor
Por Adriana Mori

Em seus seminários pelos Estados Unidos, Roger Coor se especializou em ensinar aos alunos como fazer o trajeto que mais beneficia o cão e também como conduzir cães pequenos. O know how para isso é dos melhores: com seu cão Moso, um papillon de sete anos, Coor já conquistou diversos títulos e representou os Estados Unidos por duas vezes no Campeonato Mundial de Agility (Dortmund 2002 e Lievin 2003).

Sua carreira vitoriosa começou em 1999, quando o cão conquistou o Campeonato Nacional Pré-Elite de 12"da NADAC .Além disso, Moso foi o "Cão Toy do Ano" em 2001 e 2002 pelo International Agility Link (IAL), campeão regional e nacional de Agility do "Purina Incredible Dogs" em 2002 e campeão da "AKC National Agility Championsghips" em 2003. Se os resultados são impressionantes, o título e a proficiência da dupla não deixam por menos. Afinal, os títulos que Moso ostenta são uma verdadeira sopa de letrinhas: NATCH, S-EJC, S-EGC, TN-N, WV-N, MAD, JM, GN, SM. MX, MXJ, CDX e CGC, o que significam títulos e certificados ganhos pelo cão em três entidades diferentes, AKC, NADAC e USDAA, tanto em Agility como em Obediência.

Apesar da profusão de títulos, Roger Coor não se considera profissional do Agility. "Eu dou alguns seminários de Agility, mas ainda não me considero profissional. Na maior parte do tempo, sou arquiteto", diz. E Moso, na maior parte de seu tempo, é um cão de família em Phoenix, no Estado do Arizona, Estados Unidos. "Moso é, antes de mais nada, um super pet. Antes de ser um grande campeão, Moso é nosso cão, um membro da família Coor", diz Roger.

Agiliteiros: Como você se envolveu com o Agility?

Roger Coor: Tudo começou há 17 anos, quando comecei a praticar treinamento de cães de performance. Entrei em contato com o Agility uns dois anos depois, com Papi e Mijo, um casal de papillons. Naquela época, o Agility era bem diferente do que é hoje. O esporte cresceu tão rapidamente e se desenvolveu tanto! Há 15 anos, só havia a USDAA e uma classe, se seu cão percorresse um percurso que hoje é considerado nível Masters e se conseguisse zerar a pista, tanto em percurso como em tempo, ele ganhava um título. Uma vez que na época todos os cães vinham das provas de obediência, parecia até um grande feito conduzir de ambos os lados e longe do condutor!

Agiliteiros: Você começou com Papillons e até hoje possui cães dessa raça. Por que essa escolha?

Roger Coor: Quando eu estava na faculdade, tinha um Australian Shepherd mestiço e muitos gatos. Minha namorada na época conhecia uma pessoa que tinha tido uma ninhada de Papillons, um deles não tinha crescido o suficiente e o dono não sabia o que fazer com ele. Ela achou que eu ia gostar desse cachorro e me deu de presente. Apesar do porte minúsculo, eu me apaixonei por sua personalidade. Mais tarde, ele foi roubado e com estudos e trabalho, acabei indo morar em um local que não permitia animais. Uns 14 anos depois, com o fim dessa fase, imediatamente fui procurar outro Papillon e comecei a treinar esportes caninos, primeiro Obediência e depois Agility. Os Papillons são ótimos nesses esportes e, embora não sejam tão populares como os Shelties e Border Collies, estão ganhando cada vez mais fãs nos Estados Unidos.

Agiliteiros: Naquela época, o treinamento era muito diferente?

Roger Coor: Extremamente! Quando comecei a treinar meus cães em Obediência, foi no velho método de trancos e puxões. Com o tempo, comecei a pensar qual seria o preço que eu pagaria no futuro, em termos do cão e do relacionamento. Eu me questionava e ao mesmo tempo, lia muito a respeito e assistia seminários e assim, descobri que tinha um cão muito sensível que não tolerava métodos mais duros e isso me levou a uma abordagem muito mais positiva. No final, meus métodos para a Obediência funcionaram muito bem para o Agility também. Eu trabalhava com a relação, motivação, atenção, drive e interação, depois escolhia a qual esporte me dedicaria. Eu não coloco meus cães na guia, a não ser em condições muito específicas e apenas no começo do treinamento. Se o cão não está ao meu lado no começo, então a relação ainda não foi trabalhada o suficiente.

Agiliteiros: Como foi a escolha de Moso?

Roger Coor: Não foi fácil, quando decidi ter um novo cão fiquei uns dois anos procurando uma ninhada que me agradasse. Saúde, estrutura, inteligência, atitude, energia, socialização precoce, desejo de atenção dos humanos e treinabilidade eram características que eu procurava. E precisava ser macho, pois além de eu sempre ter tido machos, não queria me preocupar com eventuais filhotes nem cios um dia antes de uma competição importante. Eu peguei o padreador dessa ninhada, que nunca tinha sido treinado, e em cinco minutos eu o treinei para cumprimentar. Ele passou as quatro horas seguintes comigo, sentado em meu colo. Achei que seria muito divertido treinar um filhote desse cachorro. A ninhada tinha três cães, dois deles machos, cheios de energia, que interagiam muito mas que a cada minuto paravam tudo para ver o que as pessoas estavam fazendo. Fantástico! Apliquei nos três um pequeno teste de temperamento e todos se saíram muito bem. Depois fiz um teste de inteligência para ver as reações.

Agiliteiros: Como foram esses testes?

Roger Coor: Eles eram bebês, então propus coisas simples, como mostrar um petisco, escondê-lo em uma xícara com a boca para baixo e então observar as reações. Muitos cães esqueceriam logo do assunto, alguns tentariam pegar o petisco por algum tempo e pouquíssimos ficariam "trabalhando" até que descobrir como virar a xícara. Quando uma toalha é jogada sobre eles, ficam assustados, desistem ou pensam que é uma brincadeira e tentam escapar, e quão rápido eles conseguem? Os Paps foram surpreendentes! No final, é como qualquer relacionamento: você tem de gostar realmente do cão, porque se você quer ser muito bom em alguma coisa com ele, vai ter de passar muito tempo com ele e nesse caso, é melhor adorá-lo. Minha esposa gostou da fêmea, mas eu gostei do macho mais dominante. E ele nunca me decepcionou...

Agiliteiros: Com que idade Moso começou a treinar Agility?

Roger Coor: No começo, a idéia era praticar Obediência mas achei que ele poderia se sair muito bem também no Agility. Começamos a treinar quando ele tinha oito semanas, mas barras nos saltos, só quando ele tinha 12 meses. Aos 17 meses, ele participou de sua primeira prova e trouxe para casa sua primeira roseta.

Agiliteiros: Como foi a evolução de vocês como dupla?

Roger Coor: Levamos cerca de dois anos para aparecer no cenário norte-americano e competir de igual para igual com os melhores condutores dos Estados Unidos. Quando fomos para a final nacional da USDAA em 2001, ninguém fora de nossa cidade sabia qualquer coisa de Moso. Participamos do Steeplechase, cujo primeiro round tinha 450 cães de todos os tamanhos, entre eles os melhores dos Estados Unidos, entre Border Collies, Shelties e demais raças. No final, Moso tinha sido o mais veloz de todos. No segundo round, ele correu com os cães de sua categoria (12"), entrou por último e ganhou a prova, de forma tão absoluta que o juiz o chamou de novo à pista para repetir a atuação. Dessa vez, ele só não foi o mais rápido pois dois border collies haviam marcado 0,3 segundos menos que ele, mas mesmo assim nada mal em relação aos 50 melhores cães americanos. Essa foi sua primeira aparição no cenário nacional.

Agiliteiros: Como ele consegue ser tão veloz?

Roger Coor: Não acho que um cão saiba do que se trata um equipamento até que ele rotineiramente cumpra o obstáculo na velocidade que você quer. Então, se um cão faz devagar, o condutor tem de fazer exercícios para acelerar o cão e não se satisfazer com performances lentas. Executar o obstáculo em velocidade máxima representa metade de tudo que eu espero de meu cão no Agility.

Agiliteiros: E a outra metade?

Roger Coor: É a dança entre o cão e o condutor que acontece entre os equipamentos. Se você aprende a despertar a atenção de seu cão, a interação se torna possível sem nenhum tipo de acessório e simular muitas das situações que acontecem em pista treinando essa brincadeira entre cão e dono por alguns minutos diariamente. Outra coisa que faço é olhar o percurso e calcular o percurso do cão, qual o melhor caminho, como ele deve ser percorrido e como deixá-lo mais suave possível em alta velocidade e então, como eu, enquanto condutor, influencio essa trajetória. Aí, é possível descobrir que até mesmo o mais feio dos percursos pode fluir bem se você criar o fluxo, não apenas sobrevive, mas o trabalha e o domina. Seu posicionamento na pista pode ficar bem diferente por causa disso.

Agiliteiros: O que você tem em mente quando está em pista?

Roger Coor: Procurar o fluxo da pista, acreditar que você é capaz de fazer, aproveitar o momento, nunca parar e muito drive. Surpreendentemente, eu me sinto mais confortável enquanto estou competindo na frente das pessoas, aquilo é tudo que eu treinei e aquele ambiente é minha zona de conforto.

Agiliteiros: O que ainda tem para melhorar em você e em Moso?

Roger Coor: Eu acho que sempre podemos melhorar. Eu sempre vejo minha forma de conduzir, de treinar e tento ver formas de fazê-lo melhor. Moso é ótimo em vários aspectos, mas às vezes se dispersa e eu passo algum tempo me perguntando o que eu estou fazendo para não manter seu foco em mim. Por que ele faz uma passarela perfeita 8 vezes em 10 tentativas? O que estou fazendo nas duas outras? O que eu posso fazer para torná-lo mais confiável na subida da rampa quando eu já estou na descida? E para que ele seja 0,1 segundo mais rápido? Pode não importar na prova do meu clube, mas vai fazer diferença no próximo Mundial.

Agiliteiros: A seu ver, como deve funcionar o treinamento de Agility?

Roger Coor: Minha prática no Agility sempre foi treinar por pequenos intervalos de tempo escolhidos aleatoriamente, mas intensamente em pontos determinados do treinamento. Essa indefinição quanto à hora do treino faz com que meu cão esteja sempre antecipando momentos de diversão comigo. Eu sempre tento transformar tudo em brincadeira e então integrar isso no percurso de Agility.

Agiliteiros: Qual é sua freqüência normal de treinos?

Roger Coor: Treinamos nos equipamentos duas vezes por semana e dou aula uma vez por semana, das quais ele participa também. Porém, várias vezes por dia fazemos brincadeiras que têm a ver com Agility, que no final dão algumas horas, mas que contadas individualmente, não passam de cinco minutos.

Agiliteiros: Você aprende muito vendo outros conduzirem?

Roger Coor: Sim, e há vários condutores que eu páro para assistir em pista: Nancy Gyes, Elicia Calhoun, Terry Smorch, Linda Kipp, Sharon Nelson, Jen Pinder, Kathy Leggett, Barb Davis, Joan Myers e Erin Shaffer, para mencionar alguns.

Agiliteiros: Você reconhece o seu estilo de conduzir em alguns desses condutores que admira?

Roger Coor: Eu acho que meu estilo é um pouco diferente do desses condutores, com meu cão posso mesclar a velocidade e a proximidade ao cão, cada qual exigido em pontos distintos do percurso. Percebi isso claramente no Mundial de Lievin. Lá, a maioria dos percursos exigia proximidade ao cão, mas no segundo percurso por times posso afirmar que meu cão estava muito ligado em mim e que poderia conduzi-lo à distância desde o começo. Quando chegamos no slalom, onde todos estavam optando por ficar muito próximo ao cão para evitar que saídas do obstáculo antes da hora, eu o mandei a uns cinco metros de distância e surpreendi os espectadores, que não esperavam por esse tipo de condução naquela parte do percurso. Ao invés de ficar ao lado dele no slalom, eu sabia que havia um obstáculo complicado na saída, então me distanciei mais ainda enquanto ele fazia o slalom. De novo, as pessoas se surpreenderam, foi ousado mas me ajudou a controlá-lo na seqüência seguinte do percurso. Acho que tenho meu estilo próprio: fazer o que funciona melhor para meu cão. Muitas vezes me dizem que apesar de Moso ser pequeno, eu o conduzo como um cão grande. Não tenho medo de tirar o "grande cão" de um cão pequeno e então deixá-lo correr. Eu gosto de conduzir esse cão!

Agiliteiros: É muito diferente competir fora dos Estados Unidos?

Roger Coor: Sempre que vamos de uma organização a outra, há uma visão levemente diferente da abordagem em relação às seqüências e aos obstáculos e isso vale também em relação à FCI. Leva um certo tempo de treinamento para nos acostumar, mas é ótimo para estimular minhas habilidades de condução, então gostei muito das experiências. Acho que o Campeonato Mundial da FCI é fantástico, junta o mundo do Agility e difunde o esporte em todos os sentidos. Todos podem observar o que há de melhor no mundo e levar para casa idéias para melhorar seu próprio desempenho. É também uma ótima oportunidade de conhecer os condutores do resto do mundo, o que eu gosto muito. A altura dos saltos na FCI é diferente das associações de Agility dos Estados Unidos. Temos cerca de cinco grandes entidades de Agility que estão em crescimento, sendo a AKC a maior e cada uma delas tem um formato diferente para conduzir seu campeonato: um deles tem quatro ou cinco provas, combinadas com percursos longos, com 30 a 40 obstáculos, outro tem provas preliminares qualificatórias por todo o país, que coroa seu vencedor em uma prova que reúne os melhores de cada regional.

Agiliteiros: O que o Mundial tem de melhor?

Roger Coor: Foi uma agradável supresa conversar com pessoas de diferentes países e elas me dizerem o quanto nós nos saímos melhores como dupla em relação ao ano anterior. Ainda recebo a mesma quantidade de convites para apresentar seminários, tenho que fazer hora extra para me organizar para não perder o controle na minha empresa de arquitetura. Depois do Mundial, fiquei dois meses correndo atrás do atraso, se bem que com toda essa coisa de seminários, de julgar e de competir todo fim de semana, fica difícil manter as coisas em dia.

Agiliteiros: Como foi a primeira vez que vocês representaram os Estados Unidos em uma competição fora do país?

Roger Coor: A primeira vez foi o Mundial de Agility de 2002, na Alemanha, em que ele participou da prova individual. Ao fim do primeiro dia, estávamos em terceiro lugar, mas nos desclassificamos na outra prova. Eu estava muito nervoso antes, mas me senti aliviado quando vi os percursos. Não é nada do que você nunca tenha visto na vida. Estranhamente, o local em que me senti mais confortável foi na pista. É onde estou em meu ambiente e em minha zona de segurança.

Agiliteiros: Ver o percurso alivia sua ansiedade?

Roger Coor: Fico muito nervoso quando chego ao local da competição, mas quando vejo o percurso sendo montado e logo que está terminado, não importa o quanto difícil seja, eu sei o que eu preciso fazer, estou em meu ambiente e aí relaxo. Quanto mais complicado o percurso, maiores as minhas chances de ficar entre os primeiros, pois confio em minha capacidade de encontrar o melhor fluxo em qualquer percurso. Quando me acalmo, vou aquecer meu cão e basta ele ver os obstáculos para ficar excitado. Seu aquecimento normalmente é com saltos, um pouco mais alto em comparação aos da prova, para ele se lembrar de recolher as pernas. Faço também um exercício entre vários saltos, porém treinando apenas curvas sem abordá-los, para que ele se lembre que não deve pular tudo que encontra pela frente. Aí, faço um exercício de Obediência para fazer com que ele se concentre em mim. Aí, estou pronto para ir à linha de partida e lá, digo a mim mesmo "às favas quem não sabe brincar" e "nós estamos participando disso pela diversão", que é um lema tradicional no Gambling.

Agiliteiros: Então, Agility é basicamente diversão...

Roger Coor: Sim! Para mim, Agility significa entrar em pista pela vitória, não no sentido de evitar a derrota, mas sim de viver bons momentos, fazer o que gosto de fazer, me divertir e se der certo, deu - essa é a vitória! Depois da prova, sempre podemos ver qual foi nossa classificação e isso não deve nos assustar quando entramos em pista. Eu me sinto muito feliz e relaxado quando entro em pista, pois entro focado no prazer do percurso. Quero que meu cão goste de treinar e de participar de provas, e que seja bom para que as pessoas sintam prazer em vê-lo em pista. Se eu concentrar na minha diversão, tudo mais perde a importância... Não posso controlar o desempenho dos outros condutores, mas tenho controle sobre o quão bem eu posso me sentir, então se nós vamos lá e damos o melhor de nós mesmos, isso é o importante. O melhor prêmio, sempre, é no fim do dia voltar para casa feliz com meu cão feliz.

Agiliteiros: Você esperava resultados melhores no Mundial de 2004?

Roger Coor: Eu esperava bons resultados. Moso raramente volta para a entrada do túnel, se isso não tivesse acontecido, teríamos ganhado o Mundial! Nos times, ele foi o mais rápido entre todos os Mini e Midis na segunda pista, mas infelizmente meus companheiros do time não tiveram a mesma sorte. Prova de times é assim mesmo, faz parte.

Agiliteiros: A sorte conta muito?

Roger Coor: Sorte é importante, mas quanto mais você consegue ver seu cão e trabalhar com ele, mais você faz sua própria sorte. Nos Estados Unidos, para entrar no time do Mundial, é necessário se qualificar para poder competir. Achei muito interessante observar os condutores que entraram com dois cães. Todos os que competiram com dois cães acabaram ficando com eles em colocações seguidas, assim se um cão ficou em primeiro, o outro ficou em segundo ou se um ficou em 14º. e o outro, em 15º. Isso mostra que o condutor tem muito a ver com isso, principalmente, ou especialmente, entre os condutores top.

Agiliteiros: Você teve um treinamento diferenciado para o Mundial do ano passado?

Roger Coor: Faz muito calor nos meses que antecedem o Mundial, mais de 40 graus, então treinávamos cerca de uma hora de três a seis vezes por semana, ao pôr do sol, por vários meses. Por causa do calor, nessa época do ano não temos provas nas redondezas e como não há nada como uma boa competição para treinar para outra competição, em diversas ocasiões viajamos diversas vezes para a Califórnia para competirmos por lá.

Agiliteiros: Como é a vida dele em casa?

Roger Coor: Em casa ou na pista, antes de mais nada, ele é um membro de nossa família, tanto que ele costumava dormir comigo e com minha esposa, mas ultimamente tem preferido dormir na sua própria caminha, ao meu pé de nossa cama. Como não tenho muito espaço em casa, invento diversas brincadeiras para ele. Tenho alguns obstáculos miniatura que cabem em minha caminhonete e que algumas vezes por semana levo ao parque para ele se divertir. Eu também dou aulas em nosso clube e claro, ele tem a oportunidade de demonstrar os exercícios das aulas no equipamento padrão. Moso tem muita energia, requer bastante atenção e muitas pessoas nem sempre estão dispostas a dar. Atualmente, temos outro cão, mais velho, que praticamente só fica deitado, então estamos procurando uma noiva para Moso, para ficarmos com um filhote. Ele já está com sete anos e é realmente um cão que vale por uma vida inteira. Se um dia eu tiver um cão quase tão legal quanto ele, serão duas vezes uma vida inteira na minha vida.

Agiliteiros: Que outras atividades ele faz além do Agility?

Roger Coor: Moso é CDX (Companion Dog Excellence, segundo grau em) e está trabalhando para obter o Utility, que é o grau máximo em Obediência. Ele também faz longas caminhadas, de uns 20 km e de uma a três vezes por semana, ele nada por 45 minutos.

Agiliteiros: O que é o pior do Agility?

Roger Coor: Ver pessoas abusando da rudeza com seus cães. Não acho que seja necessário e não aprovo. Nós somos uma dupla e se eu for agressivo ou rude com meu cão, estarei minando o relacionamento e vou pagar o preço disso muitas vezes no futuro. Em ocasiões muito raras, se o cão está sendo verdadeiramente hostil, é necessário tomar medidas para resolver essa questão antes de entrar em pista, mas sem agressões! Se um cão faz algo de errado, provavelmente porque o condutor errou ou foi displicente, e mesmo que não tenha feito, é uma questão do treinamento. Corrigir é uma coisa, agressão é outra. Se estiver em dúvida, não faça. Se você estiver bravo com seu cão, deixa-o de lado e acalme-se até ter de novo controle de si mesmo, ou você vai tomar atitudes das quais se arrependerá no futuro. Os condutores top têm diferentes idéias a respeito de treinamento, mas todos, sem exceção, respeitam muito seus cães - ou não seriam condutores top.

Agiliteiros: Qual é a melhor coisa do Agility?

Roger Coor: É aquele encanto mágico que existe entre mim e meu cão que faz com que tudo dê certo na pista.

 

© Agiliteiros.com- 2001-2009 . Todos os direitos reservados