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O Agility
chegou à Itália pela fronteira com a França,
em outubro de 1988, quando treinadores de obediência
de alguns clubes de Turim viram o Agility pela primeira
vez. Logo, esse novo esporte se tornou uma disciplina alternativa
com rápido crescimento, reconhecida pela Italian
Kennel Club (ENCI). Nicky Rowley conta como foi.
As coisas realmente começaram
a acontecer quando três clubes de Turim receberam
conjuntos oficiais de obstáculos da Royal Canin.
No mesmo ano, em outubro, Peter Lewis foi convidado pela
Escola GARU, de Turim, para vir à Itália.
Muitos outros instrutores
de nível internacional foram convidados para vir
ministrar sessões de treinamento. Atualmente, a Itália
tem mais de dois mil praticantes com uma grande representatividade
de raças, mas essa marca não foi alcançada
sem dificuldades.
Em dezembro de 89, a Itália
enviou representantes para a competição European
Agility Masters, em Paris, que voltaram para casa com muito
mais experiência e conhecimento, tendo assistido com
atenção condutores de países com muito
mais tempo e experiência de Agility. O esporte recebeu
reconhecimento oficial pela ENCI em 1990, o que queria dizer
que era possível começar as primeiras competições
oficiais. A partir desse momento, entrou em um crescente
até atingir seu tamanho atual, com cerca de dois
mil participantes desde o norte da Itália até
Bari, no sul.
Divisão
Norte-Sul
Embora o Agility tenha crescido
aos pulos e em tão pouco tempo, a maioria das escolas
apareceu sobretudo no norte da Itália e na região
de Roma. Há poucas no centro do país e apenas
três em todo o sul da Itália, das quais duas
abriram há, no máximo, dois anos. Há
até pouco tempo, as pessoas do sul da Itália
que quisessem aprender e participar de provas tinham de
ir a Roma, que era o centro agiliteiro mais próximo.
Além do problema estratégico
da alta concentração de escolas no norte da
Itália, caindo para apenas três em todo o sul
do país, os condutores italianos ainda tinham de
enfrentar o problema geográfico, pois a Itália
é comprida e estreita, o que significa que os que
vivem na metade meridional precisavam viajar grandes distâncias
para irem a qualquer prova, incluindo pernoites e tudo mais,
enquanto os condutores do norte podiam competir praticamente
toda semana, com muito pouco tempo e espaço de viagem
a ser vencido. Infelizmente, devido à falta de escolas
e, por conseqüência, baixo número de praticantes,
eram poucas as provas realizadas no centro e sul da Itália.
Felizmente, essa situação está mudando
pois o número de clubes está aumentando e
muitos organizam provas em suas próprias pistas.
Patrocínio
Outro problema que retardou
o desenvolvimento foi a falta de patrocinadores oficiais,
como a Pedigree e a Royal Canin. Atualmente, a Pedigree
é a única e patrocina duas ou três provas
por ano.
Raças
populares
Apesar de todos esses problemas,
o Agility cresceu rápido em termos de popularidade
nos últimos três anos e com ele, o número
de Border Collies. Quando eu comecei a praticar Agility,
há três anos, havia apenas 33 Border Collies
registrados na ENCI. Hoje, há mais de 300 - todos
muito rápidos e bem treinados. Isso levou a uma queda
no número de representantes de outras raças
nas competições, a tal ponto de cerca de 70%
dos competidores das classes "A" e "A3"
serem Border Collies e 15% pertencerem a outras raças
velozes, como Belgas Tervueren e Malinois.
Nas classes Mini, ainda não
há uma raça propriamente "popular"
e muitas delas, desde Dachshund, Buldogue Inglês e
Cocker Spaniel até diversos Terriers, como Yorkshire
Terrier, Welsh Terrier, Parson Jack Russell e Staffordshire
Bull Terrier, podem ser vistas competindo e ganhando.
Competições
Para tentar compensar esse
fenômeno, várias escolas criaram troféus.
A GARU tem o Masters, baseado em um sistema de pontos acumulados
em níveis Regional e Nacional durante o ano de competições,
e a Biancospino criou um sistema em que são computados
pontos obtidos em provas nacionais realizadas em toda a
Itália. Seu principal atrativo é a divisão
entre cães Junior e Sênior, considerando a
categoria de acordo com a experiência do cão,
e não à sua idade ou à do condutor.
Há também uma divisão por raças,
sendo que os cães de cada raça representada
no Agility italiano compete apenas com cães da mesma
raça, nas classes Senior e Junior. Há também
um troféu para a escola que acumular mais pontos.
Em agosto de 99 foi formada
uma associação de condutores de Agility para
dar voz a todos os membros do Agility italiano na resolução
de várias questões, como regras indefinidas
ou injustas, e para resolver situações que
acontecem inevitavelmente em um esporte jovem e em crescimento.
Todas as nossas provas oficiais
seguem as regras da FCI, com todos os juízes reconhecidos
pela ENCI. Os eventos são eletronicamente cronometrados
por cronometristas oficiais e todas as colocações
e pontuações podem ser conferidas em um computador
operado por uma pessoa experiente e qualificada. Não
há filas para a pré-pista, pois há
um sistema que anuncia o número, nome do condutor,
cão e escola do próximo competidor a entrar.
São anunciados dois ou três cães seguintes,
para que agilizem seu encaminhamento à pré-pista
e que estejam prontos para competir quando forem anunciados.
O mundo todo faz piadas dos
italianos sobre sua capacidade (ou falta dela) na organização
de eventos, mas não tenho qualquer tipo de reclamação
nesse sentido nas provas de Agility. Os juizes são
competentes e tudo funciona como um relógio. Eles
usam métodos modernos, como cronometragem eletrônica
e controle de entradas computadorizado. Os alto-falantes
anunciam a ordem de entrada. Os diferentes tipos de superfície,
desde o carpete até os pisos de borracha usados na
grande maioria das provas indoor, são de qualidade
excepcional devido a pesados investimentos. Eu estou muito
impressionada! Muito bem, Itália! Continuem com o
bom trabalho!
Sobre a autora
Nicky Rowley chegou em Nápole, Itália,
em 1986 quando seu pai estava servindo na Marinha Real,
sediada na base da OTAN. Ela nasceu e foi criada em meio
a cães, e começou as atividades caninas em
Obediência, mas na Itália sua paixão
por cavalos e competições de saltos se sobrepuseram
sobre outros interesses competitivos.
Em 1996, Bruno, seu marido, a presenteou em seu aniversário
com Enya, uma Border Collie. Por muitos anos ela quis um
exemplar da raça. O vírus do Agility tomou
conta conforme Bruno dirigia 200 km todo fim de semana para
treinar e mais milhares de quilômetros para competir.
Então, ela comprou outra Border Collie, Rhea, para
seu marido treinar e competir. A escola onde eles iam treinar
fechou e,então, Nicky e Bruno alugaram seu próprio
campo e compraram alguns saltos para treinar. Então,
muitos amigos se interessaram e queriam começar a
treinar Agility, então uma florescente escola nasceu
e Nicky abandonou seu emprego, que lhe tomava o dia todo,
para dedicar mais tempo a sua escola. Nicola
Rowley e Bruno Coluccio podem ser contatados em:
Agility Club Campania
1ª Traversa Cuma 223
80070 Baia Napoli
Tel: 0339-1364162
Tel/Fax: 081-8549123
site: http://web.tiscalinet.it/accampania
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