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Agility na Suécia

Um esporte para todos

O agility foi introduzido na Suécia no começo da década de 80 por Marie Hansson. No decorrer do tempo, o esporte se deparou com a necessidade cada vez maior de percursos sem faltas em velocidade máxima. Esse crescimento foi mais evidente e acelerado no final da década de 90.

Por Emelie Johnson e Eva Bertilsson*

Uma coisa que faz o agility na Suécia especial é que ficou por muito tempo sob controle da Swedish Youth Dog Club (Sveriges Hundungdom), que pregava a importância do agility como um esporte para todos. A Suécia ainda tem muitas crianças e jovens treinando e competindo. Uma grande variedade de raças podem ser vistas competindo, uma vez que os cães em pista são pets, animais de estimação, e frequentemente não escolhidos apenas para o agility. O condutor mais novo de um cão campeão de agility tem 12 anos e o cão em questào é um pastor de Shetland.

A Suécia é um país geograficamente longo e o agility existe em toda sua extensão. No entanto, a maior parte das competições acontece no sul do país, fazendo as longas viagens uma constante para os condutores do Norte.

Organização

Atualmente, o agility é controlado por uma entidade chamada Svenska Brukshundsklubben (SBK), traduziando seria algo como Clube Sueco de Cães de Trabalho, uma associação controlada pelo Kennel Clube sueco, responsável não apenas pelo agility, mas também por outras disciplinas como a obediência.

Há também uma assosiação nacional para jovens entre 7 e 25 anos, chamada Sveriges Hundungdom (Clube do Cào da Juventude Sueca). Essa entidade nacional é dividida em clubes locais e uma vez que nem todos os clubes “adultos” oferecem o agility, essas associações acabam aceitando pessoas de todas as idades.

Na Suécia, muitas pessoas acreditam que é importante que todos sejam capazes de competir em igualdade de condições, o que tem levado a controvérsias tanto em obediência quanto no agility. As regras devem favorecer as raças de pastoreio, extremamente rápidas e ágeis? Ou a precisão deveria ser recompensada para que um cão mais lento tivesse chances reais de ganhar? Essa discussão vai longe... Com o esporte começando fora do Clube do Cão da Juventude Sueca e o alto número de jovens condutores, é um assunto a ser tratado com seriedade.

Classes

Nossas regras e sistema de classes foram revisadas há pouco e com isso ficou muito próximo das da FCI e demais países nórdicos. Desde 1o. de janeiro de 2002, os cães são divididos conforme sua altura:

  • Mini (até 34,99 cm)
  • Midi (de 35 a 42,99 cm)
  • Standard (acima de 43 cm)

Há seis classes oficiais:

-         Agility 1, 2 e 3

-         Hopp (igual ao Jumpers) 1, 2 e 3

(1 é o primeiro nível e o mais fácil e 3 o mais avançado)

Todos os obstáculos podem aparecer na classe Agility e no Hopp, a rampa A, a passarela, a gangorra e a mesa são excluídas. O Agility e o Hopp são tratadas como disciplinas diferentes, e o condutor se qualifica para os níveis mais altos do Agility e do Hopp separadamente. Os iniciantes começan na Classe 1 Agility e Classe 1 Hopp, e para se qualificarem para a Classe 2 Agility ou Hopp, o condutor deve conseguir colocações de 1o. a 5o. lugar sem faltas em três provas diferentes. Para se qualificar para a Classe 3 Agility ou Hopp, o condutor deve obter três colocações entre o 1o. e o 3o. lugares sem faltas. Uma conseqüência desse sistema, por exemplo, é que é possível que um cão seja Classe 3 Agility e Classe 1 Hopp.

Nas Classes 3 Agility e Hopp, os cães podem ganhar o que chamamos de certificados. Para ganhar um certificado, a dupla deve se classificar na frente de todos os cães qua inda não possuem o título de campeões e ainda ficar entre os cinco primeiros colocados. Devem fazer uma pista totalmente sem faltas, tanto em termos de tempo como de persucro. Quando a dupla ganha três certificados na Classe 3 Agility mais um mérito em estrutura (para os border collies, mérito em pastoreio), o cão recebe o título de Campeão Sueco de Agility. Três certificadosn na Classe 3 Jumpers e mais o mérito em estrutura ou pastoreio dá direito ao título de Campeão Sueco de Agility Hopp.

Há também uma categoria para disputas por times, com três ou quatro cães, em que os três melhores resultados contam. Até 15 de jmunho de 2001, a classe Times era dividida nos antigos grupos de altura Mini (até 40 cm) e Standard (mais de 40 cm), mas a partir de 2002, a classe Times também segue a divisão de alturas de mini, midi e standard. Todos os cães do time devem pertencer à mesma categoria de altura e os cães não podem mudar de time no meio do campeonato

O Campeonato Sueco

Os Campeonatos Suecos – que chamamos de Nacionais – acontecem anualmente no final de agosto, organizadfos a cada ano por um clube diferente filiado à SBK. Para se classificar para o campeonato, as duplas deveriam obter pontos na Classe 3 Agility. Isso provavelmente deve mudar para que ambas as Classes 3, Agility e Hopp contem.

Os pontos são atribuídos conforme a quantidade de cães que concorrem na classe e a colocação obtida. Em nosso sistema, esses pontos são computados e os 45 melhores standards, 30 melhores midis e 30 melhores minis se qualificam para as Nacionais. Além disso, os 15 melhores colocados de cada categoria de altura estão qualificados.

Nas Nacionais, no primeiro dia acontece uma prova de Agility e outra de Jumping. Os resultados dessas duas pistas são somadoe e cerca de metade dos cães (por exemplo, 20 standards, 15 midis e 15 minis) se classificam para a final, que acontece no segundo dia das Nacionais. Nesse segundo dia, todo mundo volta para o zero e cumprem outra pista de Agility e Jumping. Os resultados (faltas + tempo) desses dois percursos dão o resultado final. Os Times só competem no Jumping, um no primeiro dia e um no segundo, os resultados são somados e o ranking é montado a partir dele.

O interesse da mídia no agility (e outros esportes caninos) é muito restrito aqui, temos inveja de quem assiste as Nacionais de seu país pela TV!! Se tivemos sorte, conseguimos uma notinha em alguma revista.

Raças

A ênfase do agility como “um esporte canino para todos” pode ser visto na grande varidedad de raças treinando e competindo. Pets de todas as raças possíveis podem ser encontrados nas aulas. No nível competitivo mais elevados, a raça mais popular entre os standards é, como em muitos países, o Border Collie. Temos também muitos Pastores Belgas, alguns Australian Kelpies, cães SRD (que podem competir em nosso campeonato nacional mas não podem participar do time nacional) e alguns poucos Golden Retrievers velozes. Por exemplo, Bengt-Göran Landin e seu Golden Rockdove’s Timekeeper of Big Ben, vencedores da Copa Nórdica de 1999 e 2000.

Entre os Minis e Midis, uma das raças dominantes é o Pastor de Sheltand. Há também muitos Border Terriers, Papillons e Poodles de diferentes alturas competindo com sucesso. Nas competições, há tantos cães competindo nas classes Mini somados a Midis quando há de standards. Isso é algo que só observamos na Suécia.

Oportunidades de treinamento

Devido a nosso clima, a maioria das competições devem ser realizadas entre abril e outubro. Nos últimos dois anos, no entanto, mais e mais competições vêm sendo organizadas no inverno. O problema é encontrar bons locais para provas indoor. Poucos centros esportivos permitem cães mas por causa de problemas de alergia, a maioria das competições indoor são realizadas em arenas cobertas para cavalos. Algumas competições são realizadas em grande exposições caninas em recintos fechados, mas parece que a SBK ainda não percebeu o potencial do agility para atrair espectadores, por isso eles não querem dividir o espaço conosco.

Treinar no outono e no inverno também é um problema. Alguns clubes, não todos, alugam pistas cobertas para montaria por algumas horas por semana, mas as possibilidades de treinar durante essa época do ano são limitadas. Treinamento indoor em carpete é muito difícil.

Em que pé estamos?

O Agility na Suécia é bem avançado, está em evidência há alguns anos e nós não temos medo das influências de outros países. Vamos observar nossa performance quando competimos, por exemplo, no Campeonato Mundial: o atual campeão mundial na categoria standard é o Border Collie Saltsjöborgs Lotus, de propriedade e conduzido por Jenny Damm. O time mini sueco conquistou a medalha de bronze em Porto, então foi um campeonato bem sucedido para nosso país. Apesar disso, nós vamops continuar trabalhando em busca de uma condução que nos permita trabalhar com nossos cães cada vez mais buscando pistas limpas em velocidades cada vez maiores.

Aqui na Suécia há um consenso de que competições constantes e tratamento junto ao cão podem e devem andar lado a lado. Treinamento positivo e atmosfera amigável têm sido características marcantes no agility sueco e esperamos que o continue sendo daqui para frente.

 

* Tanto Emelie Jonhson como Eva Bertilsson são verdadeiras entusiastas do agility, que passam a maior parte de seu tempo livre treinando, analisando, competindo e ensinando agility. Ambas têm substancial experiência também em outros esportes caninos, mas todos sabem: agility vicia. As autoras dão seminários de treinamento com clicker, clicker para agilitye  treinamento para agility competitivo.

Emelie Johnson Vegh, que em seu tempo “não cão”, está estudanto para se tornar professora do segundo grau, compete no agility há dez anos. Ela começou com Vermas Lilla Nilla, uma SRD, hoje com com doze anos de idade, que competiu as Nacionais em diversas oportunidades e teria obtido o título de Campeã Sueca de Agility caso não fosse uma SRD. Nilla também teve uma carreira de sucesso em obediência, com todos od requisitos para um título de Campeã de Obediência.

Em 1994, Emelie comprou seu primeiro border terrier, Arracs Flox, que vem competindo com sucesso tanto no agility (dois certificados, muitas vezes nas Nacionais) como em obediência, além de trabalhar como cão de caça. Tanto Nilla como Flox conquistaram medalhas nas competições de Times do Campeontado Sueco. Ambos conpetiram e venceram Campeonatos Junior da Suécia, tanto em agility como em obediência. Em 1998, um segundo Border Terrier, Abullabergas Abies Excelsa – ou My. My está com quatro anos e deu o primeiro passo tumo a um título de Campeão de Agility ao ganhar seu primeiro certificado. Dificilmente ela não se qualificará para as Nacionais desse ano.

Eva Bertilsson, estudante de psicologia, compete no agility há oito anos. Na época, ela tinha dois cães, um Nova Scotia Duck Tolling Retriever chamado  Sickan e uma phalène, Macrodahls Beatrice, Misty. Sickan conquistou um título de Campeão de Obediência e competiu no agility em nível intermediário, enquanto que Misty conquistou títulos de Campeã em obedi6encia, agility e estrutura. Misty foi um dos cães mini de agility mais vitoriosos da Suécia dos últimos anos, com um primeiro (1998) e um segundo (2001) lugares nas Nacionais, participação em dois campeonatos mundiais e três Copas Nórdicas. Nesse meio tempo, Misty teve duas ninhadas e seu filho Soya, hoje com três anos e meio, foi o único que ficou com ela. Soya está a caminho dos títulos sueco e norueguês de Campeão de Agility, com certificados em ambos os países, e tem também grandes chances de se qualificar para as Nacionais desse ano.

 

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