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No
Brasil, foram tentadas várias formas. Em 1999, foram enviados
apenas dois cães sem critérios de escolha. Em 2000, três
vagas foram decididas no Campeonato Brasileiro e em 2001,
dois participantes saíram do Campeonato Brasileiro, um foi
selecionado pelo técnico e o outro venceu as seletivas.
Esse ano, os cães serão escolhidos em uma seletiva da qual
poderão participar apenas cães com seis excelentes em provas
internacionais e do Campeonato Brasileiro.
Os
outros países decidem segundo fórmulas determinadas antes
do início dos respectivos campeonatos. O Agiliteiros.com
perguntou a representantes de agility de diversos países
como são escolhidos os condutores que farão parte do time
nacional:
ALEMANHA
Na Alemanha, a equipe é definida por meio de cinco provas
seletivas, cada uma delas compostas por duas provas, uma
de agility e outra de jumping. Mas para poder participar,
é necessário que o cão seja grau Agility 3 e que nas provas
nacionais organizadas pela VDH (entidade conófila máxima
do país) consigam pelo menos três resultados totalmente
zerados (independentes da classificação) com pelo menos
dois juízes diferentes da VDH.
BÉLGICA
Durante
o ano, acontecem 15 competições durante o ano e em cada
competição, há dois percursos, um de jumping e um de agility
(os pontos obtidos no percurso de agility valem o dobro
do que os do jumping). Os pontos são atribuídos de acordo
com a colocação obtida e no final, os dez melhores resultados
são contados. As melhores duplas são convocadas para a seleção
nacional.
ESLOVÊNIA
A
seleção do time nacional esloveno é selecionado da seguinte
forma: no começo da estação (normalmente em dezembro ou
janeiro), a comissão nacional de agility define o calendário
anual de agility. Entre
todas as competições, a comissão escolhe seis competições
cujos resultados valem para qualificar as duplas para o
time nacional. Os quatro melhores resultados contam para
a qualificação e os três melhores de cada categoria formarão
os times mini, midi e standard. O capitão da equipe nacional
é escolhido pela Assembléia de Juízes (seus membros são
todos juízes eslovenos de agility) e seu mandato dura quatro
anos. Ele terá um papel e funções importantes, uma delas,
no começo da temporada, ele tem de determinar os critérios
de julgamento para os competidores. Os critérios definidos
são obrigatórios para todos os juízes que julgarem provas
qualificatórias. Quando a equipe for definida – normalmente
em julho – o capitão tem de publicar o plano de treinamento,
onde explica o treinamento individual de cada membro do
time, baseado nos clubes. Normalmente, a Comissão de Agility
da Eslovênia marcam dois dias de treino em setembro, onde
são usados alguns percursos desenhados pelos juízes eslovenos,
além de percursos feitos pelos juízes do Campeonato Mundial.
ESPANHA
Para
a seleção do time participante do Mundial de Agility, a
Espanha organiza cerca de 12 provas consideradas seletivas
(percursos mais difíceis com menor tempo standard de percurso)
durante o ano todo. A temporada começa no começo de setembro
e de acordo com as classificações nessas seletivas é determinado
o time nacional. Os pontos são atribuídos às colocações
em cada prova. O time espanhol está praticamente formado:
Categoria
MINI- Antonio Molina com dois cães, Livinia e Tebas. A terceira
vaga está entre Neus Baró com Gresca (Sheltie), cão branco
em Porto e José Luis Molina com Otto (Poodle Toy), campeão
espanhol em 1999, ambos já fizeram parte da seleção espanhola
e disputarão a vaga na última seletiva antes do mundial.
Categoria
MIDI: Pere Saavedra com Baby Blue (Sheltie); Mariano Bo
e Cocki (Cocker Spaniel) e Mario Rodríguez e Klein (Schnauzer
Mini).
Categoria
STANDARD: A
única vaga garantida pertence a Carlos Mateo e Vicki (Groenendael).
As duas vagas estão sendo disputadas por cinco duplas: Miguel
Angel Humanes e Black (Border Collie); Nicolás Garrido e
Lord (Border Collie); José M. Torres e Tom (Malinois); Justino
Vinuesa e Athos (Border Collie) e Jonathan Guillén e Speed
(Border Collie).
ESTADOS
UNIDOS
Apesar
de não ser filiada à FCI, os Estados Unidos enviam uma equipe
para o Mundial e a entidade responsável pela equipe americana
para o Mundial é o American Kennel Club (AKC), que tem um
programa de agility e seleciona as duplas para seu time.
Os responsáveis pela seleção são o capitão do Time (Sharon
Anderson) e o Técnico (Dan Dege). A seleção é baseada no
World Team Invitational (dois percursos de agility e dois
de jumping, vencida esse ano por Elicia Calhoun com o australian
shepherd Suni), o Campeonato Nacional da AKC (dois percursos
de agility e dois de jumping) , entre outras competições.
FRANÇA
O
responsável pela escolha dos membros da equipe francesa
é o técnico da equipe. As duplas são observadas nas principais
competições nacionais e finais regionais e a partir disso,
seleciona os melhores para um estágio de cinco dias, onde
são submetidos a testes de condução, velocidade, preparo
físico e mental (como por exemplo, resistência a pressão
e concentração). De posse das informações de todos
os pré-selecionados, o técnico e seus assistentes escolhem
os membros da equipe.
HUNGRIA
Na Hungria, o sistema ainda
está se definindo. Atualmente, se define em quatro rounds,
cada um composto por um percurso de agility e um de jumping,
sendo que os 15 primeiros colocados em cada prova pontuam
(1o. lugar: 25 pontos; 2o.: 20 points, 3o.: 17; 4o.: 14;
5o.: 12; 6o.: 10 até o 15o. que ganha um ponto). Os três
primeiros de cada categoria serão os membros da equipe nacional.
NORUEGA
O time nacional é escolhido
por meio dos resultados das duplas de acordo com seus resultados
na temporada corrente, embora sejam levadas em conta os
resultados de temporadas anteriores. As duplas interessadas
em participar do time enviam o relatório de resultados e
enviam para o Comitê Nacional de Agility, que seleciona
os membros entre os candidatos.
RÚSSIA
Os aspirantes a uma vaga
no time russo para o Campeonato Mundial de Agility participam
do Campeonato Nacional da Ríussia, que acontece em meados
de junho. Após esse evento nacional, o time é escolhido
pelo técnico.
SUÍÇA
As seletivas suíças já terminaram
e o time para o Mundial já está definido. Foram cinco provas,
com um percurso de agility e outro de jumping. Todos os
pontos de todos os percursos são contados e atribuídos de
acordo com a colocação obtida pela dupla.
O time suíço já está definido:
Time MINI – Cornelia
Schmid e Dream (Sheltie); Sepp Cadalbert e Bandit (Papillon)
e Sandra Ulmer e Kir Royal (Poodle).
Time MIDI – Alice Werner
e Pitt (Shletie), Claire Ehrsam e Jack (Beagle) e Cornelia
Schmid e Aileen (Sheltie).
Time STANDARD – Marco
Mouwen e Maid (Border Collie); Peter Engeli e Eira (Border
Collie); Jürg Haller e French (Border Collie); Tony Hürbin
e Lynn (Border Collie); Daniel Heckerdorn e Dachka (Groenendael)
e Marietta Zaugg e Nick (Tervueren).
INGLATERRA
Na
Grã Bretanha, é o The Kennel Club o responsável por todos
os eventos caninos, portanto responsável pela seleção do
time. A entidade, que não é filiada à FCI, implantou para
esse ano um novo sistema que já foi adotado pelos membros
do Kennel Club Agility Council. O evento de qualificação
será no dia 28 de julho de 2002 em uma arena indoor em Rugby.
Como
condição de participação, todos os cães devem ser Senior
ou Advanced, ter microchip, estar com a vacinação em dia
e prontos para viajarem segundo o esquema do passaporte
pet do país.
A
disputa será em quatro rounds, dois de agility e dois de
jumping. Haverá uma ordem de entrada para os três primeiros
rounds e para o último, que é agility, a entrada será feita
na ordem decrescente segundo as posições obtidas nos rounds
anteriores. Esperam ter três membros para a equipe de cada
categoria, mais um reserva para cada time que disputará
também as provas individuais. O juiz será trazido da Bélgica.
Na
Grã Bretanha, é raro eventos no carpete, a maioria das provas
acontece na grama, então a comissão organizadora pretende
escolher, a despeito do ranking, quais são os cães que estão
em forma e se adaptam melhor à superfície. Com isso, os
ingleses pretendem esse ano ter um desempenho melhor que
o do ano passado, na cidade do Porto.
REPÚBLICA
TCHECA
Na
República Tcheca existem três rounds de competições qualificatórias.
Os competidores que quiserem participar desses três
rounds devem completar 12 percursos em provas oficiais sem
nenhuma falta (tempo ou percurso). Os dois primeiros rounds
classificatórios são percursos de agility normais, com algumas
partes especiais, como seqüências preparadas pelo treinador
da equipe nacional para testar as duplas. Os competidores
são avaliados segundo critérios como número de erros nas
zonas de contato, desempenho no slalom e cumprimento dos
demais obstáculos.
Com
base nisso, o treinador nacional escolhe os melhores competidores
em cada categoria e essas duplas são convidadas para o terceiro
round. No final, levando-se em conta as características
observadas, o treinador escolhe o time.
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