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Agility ao redor do mundo
COMO SÃO SELECIONADAS AS EQUIPES NACIONAIS?
setembro/2002

No Brasil, foram tentadas várias formas. Em 1999, foram enviados apenas dois cães sem critérios de escolha. Em 2000, três vagas foram decididas no Campeonato Brasileiro e em 2001, dois participantes saíram do Campeonato Brasileiro, um foi selecionado pelo técnico e o outro venceu as seletivas. Esse ano, os cães serão escolhidos em uma seletiva da qual poderão participar apenas cães com seis excelentes em provas internacionais e do Campeonato Brasileiro.

Os outros países decidem segundo fórmulas determinadas antes do início dos respectivos campeonatos. O Agiliteiros.com perguntou a representantes de agility de diversos países como são escolhidos os condutores que farão parte do time nacional:

ALEMANHA

Na Alemanha, a equipe é definida por meio de cinco provas seletivas, cada uma delas compostas por duas provas, uma de agility e outra de jumping. Mas para poder participar, é necessário que o cão seja grau Agility 3 e que nas provas nacionais organizadas pela VDH (entidade conófila máxima do país) consigam pelo menos três resultados totalmente zerados (independentes da classificação) com pelo menos dois juízes diferentes da VDH.

BÉLGICA

Durante o ano, acontecem 15 competições durante o ano e em cada competição, há dois percursos, um de jumping e um de agility (os pontos obtidos no percurso de agility valem o dobro do que os do jumping). Os pontos são atribuídos de acordo com a colocação obtida e no final, os dez melhores resultados são contados. As melhores duplas são convocadas para a seleção nacional.

ESLOVÊNIA

A seleção do time nacional esloveno é selecionado da seguinte forma: no começo da estação (normalmente em dezembro ou janeiro), a comissão nacional de agility define o calendário anual de agility. Entre todas as competições, a comissão escolhe seis competições cujos resultados valem para qualificar as duplas para o time nacional. Os quatro melhores resultados contam para a qualificação e os três melhores de cada categoria formarão os times mini, midi e standard. O capitão da equipe nacional é escolhido pela Assembléia de Juízes (seus membros são todos juízes eslovenos de agility) e seu mandato dura quatro anos. Ele terá um papel e funções importantes, uma delas, no começo da temporada, ele tem de determinar os critérios de julgamento para os competidores. Os critérios definidos são obrigatórios para todos os juízes que julgarem provas qualificatórias. Quando a equipe for definida – normalmente em julho – o capitão tem de publicar o plano de treinamento, onde explica o treinamento individual de cada membro do time, baseado nos clubes. Normalmente, a Comissão de Agility da Eslovênia marcam dois dias de treino em setembro, onde são usados alguns percursos desenhados pelos juízes eslovenos, além de percursos feitos pelos juízes do Campeonato Mundial.

ESPANHA

Para a seleção do time participante do Mundial de Agility, a Espanha organiza cerca de 12 provas consideradas seletivas (percursos mais difíceis com menor tempo standard de percurso) durante o ano todo. A temporada começa no começo de setembro e de acordo com as classificações nessas seletivas é determinado o time nacional. Os pontos são atribuídos às colocações em cada prova. O time espanhol está praticamente formado:

Categoria MINI- Antonio Molina com dois cães, Livinia e Tebas. A terceira vaga está entre Neus Baró com Gresca (Sheltie), cão branco em Porto e José Luis Molina com Otto (Poodle Toy), campeão espanhol em 1999, ambos já fizeram parte da seleção espanhola e disputarão a vaga na última seletiva antes do mundial.

Categoria MIDI: Pere Saavedra com Baby Blue (Sheltie); Mariano Bo e Cocki (Cocker Spaniel) e Mario Rodríguez e Klein (Schnauzer Mini).

Categoria STANDARD:  A única vaga garantida pertence a Carlos Mateo e Vicki (Groenendael). As duas vagas estão sendo disputadas por cinco duplas: Miguel Angel Humanes e Black (Border Collie); Nicolás Garrido e Lord (Border Collie); José M. Torres e Tom (Malinois); Justino Vinuesa e Athos (Border Collie) e Jonathan Guillén e Speed (Border Collie).

ESTADOS UNIDOS

Apesar de não ser filiada à FCI, os Estados Unidos enviam uma equipe para o Mundial e a entidade responsável pela equipe americana para o Mundial é o American Kennel Club (AKC), que tem um programa de agility e seleciona as duplas para seu time. Os responsáveis pela seleção são o capitão do Time (Sharon Anderson) e o Técnico (Dan Dege). A seleção é baseada no World Team Invitational (dois percursos de agility e dois de jumping, vencida esse ano por Elicia Calhoun com o australian shepherd Suni), o Campeonato Nacional da AKC (dois percursos de agility e dois de jumping) , entre outras competições.

FRANÇA

O responsável pela escolha dos membros da equipe francesa é o técnico da equipe. As duplas são observadas nas principais competições nacionais e finais regionais e a partir disso, seleciona os melhores para um estágio de cinco dias, onde são submetidos a testes de condução, velocidade, preparo físico e mental (como por exemplo, resistência a pressão e concentração). De posse das informações de todos os pré-selecionados, o técnico e seus assistentes escolhem os membros da equipe.

HUNGRIA

Na Hungria, o sistema ainda está se definindo. Atualmente, se define em quatro rounds, cada um composto por um percurso de agility e um de jumping, sendo que os 15 primeiros colocados em cada prova pontuam (1o. lugar: 25 pontos; 2o.: 20 points, 3o.: 17; 4o.: 14; 5o.: 12; 6o.: 10 até o 15o. que ganha um ponto). Os três primeiros de cada categoria serão os membros da equipe nacional.

NORUEGA

O time nacional é escolhido por meio dos resultados das duplas de acordo com seus resultados na temporada corrente, embora sejam levadas em conta os resultados de temporadas anteriores. As duplas interessadas em participar do time enviam o relatório de resultados e enviam para o Comitê Nacional de Agility, que seleciona os membros entre os candidatos.

RÚSSIA

Os aspirantes a uma vaga no time russo para o Campeonato Mundial de Agility participam do Campeonato Nacional da Ríussia, que acontece em meados de junho. Após esse evento nacional, o time é escolhido pelo técnico.

SUÍÇA

As seletivas suíças já terminaram e o time para o Mundial já está definido. Foram cinco provas, com um percurso de agility e outro de jumping. Todos os pontos de todos os percursos são contados e atribuídos de acordo com a colocação obtida pela dupla.

O time suíço já está definido:

Time MINI – Cornelia Schmid e Dream (Sheltie); Sepp Cadalbert e Bandit (Papillon) e Sandra Ulmer e Kir Royal (Poodle).

Time MIDI – Alice Werner e Pitt (Shletie), Claire Ehrsam e Jack (Beagle) e Cornelia Schmid e Aileen (Sheltie).

Time STANDARD – Marco Mouwen e Maid (Border Collie); Peter Engeli e Eira (Border Collie); Jürg Haller e French (Border Collie); Tony Hürbin e Lynn (Border Collie); Daniel Heckerdorn e Dachka (Groenendael) e Marietta Zaugg e Nick (Tervueren).  

 

INGLATERRA

Na Grã Bretanha, é o The Kennel Club o responsável por todos os eventos caninos, portanto responsável pela seleção do time. A entidade, que não é filiada à FCI, implantou para esse ano um novo sistema que já foi adotado pelos membros do Kennel Club Agility Council. O evento de qualificação será no dia 28 de julho de 2002 em uma arena indoor em Rugby. 

Como condição de participação, todos os cães devem ser Senior ou Advanced, ter microchip, estar com a vacinação em dia e prontos para viajarem segundo o esquema do passaporte pet do país.

A disputa será em quatro rounds, dois de agility e dois de jumping. Haverá uma ordem de entrada para os três primeiros rounds e para o último, que é agility, a entrada será feita na ordem decrescente segundo as posições obtidas nos rounds anteriores. Esperam ter três membros para a equipe de cada categoria, mais um reserva para cada time que disputará também as provas individuais. O juiz será trazido da Bélgica.

Na Grã Bretanha, é raro eventos no carpete, a maioria das provas acontece na grama, então a comissão organizadora pretende escolher, a despeito do ranking, quais são os cães que estão em forma e se adaptam melhor à superfície. Com isso, os ingleses pretendem esse ano ter um desempenho melhor que o do ano passado, na cidade do Porto. 

 

REPÚBLICA TCHECA

Na República Tcheca existem três rounds de competições qualificatórias. Os  competidores que quiserem participar desses três rounds devem completar 12 percursos em provas oficiais sem nenhuma falta (tempo ou percurso). Os dois primeiros rounds classificatórios são percursos de agility normais, com algumas partes especiais, como seqüências preparadas pelo treinador da  equipe nacional para testar as duplas. Os competidores são avaliados segundo critérios como número de erros nas zonas de contato, desempenho no slalom e cumprimento dos demais obstáculos.

Com base nisso, o treinador nacional escolhe os melhores competidores em cada categoria e essas duplas são convidadas para o terceiro round. No final, levando-se em conta as características observadas, o treinador escolhe o time.

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