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Um
memorando foi enviado no mês passado para os 125 funcionários
da Archer Malmo, uma agência de marketing em Memphis.
Com o título Office Dog Etiquette (Etiqueta
Canina no Escritório), diz em um de seus trechos:
Se você trouxer seu
cão ao trabalho, você deve ficar de olho por
onde ele anda durante o dia. Assim, tendo um dia corrido
entre reuniões e ainda ter de cuidar de seu cão
pode não ser muito recomendável. O doce Totó
de um dos funcionários entrou em um dos escritórios
na sexta-feira e pilhou um estoque particular de bombons
(sim, se seu focinho estava lambuzado de chocolate, agora
você sabe o que ele fez).
Incidentes à parte,
os case ainda estão indo aos escritórios em
todo o país. Levar o cão ao trabalho começou
como uma excentricidade das empresas ponto.com outro
agrado que os empregadores poderiam oferecer para convencer
os empregados a ficarem.

Ilustração:
Randall Enos
Acreditava-se que o som das
patas andando pelos pisos de madeira seguiria o padrão
das casual Fridays e massagens nos escritórios, mas
eis que, ao invés disso, o que vem sumindo são
os aumentos de salário, os planos de previdência
e planos de saúde robustos. Os case, aparentemente,
vieram para ficar, de acordo com o volume de e-mails recebidos
de leitores.
Isso seria um alívio
para Riley, meu Wheaten terrier de seis anos, cuja atividade
diária é deitar-se a meu pé e me fitar
adoravelmente enquanto digito (sua atividade noturna é
deitar na beira da cama e fazer praticamente o mesmo trabalho).
Mas enquanto seu trabalho é em um home office, seus
camaradas peludos batem ponto em prédios de escritórios
e não apenas como cães de guarda.
Em alguns desses locais de
trabalho, a presença de um cão faz algum sentido
diretamente. São case de terapia ou os pets dos donos
das creches caninas.
No Phelps Group, uma agência
de publicidade de Santa Monica, Califórnia, com 55
humanos and oito cães, os case foram convidados ha
poucos anos para servirem de inspiração quando
a agência estava fazendo uma campanha para a empresa
de produtos pet Petco (um resultado foi Petco, onde
os pets vão). Na maioria dos lugares, no entanto,
o trabalho não estã tão especificamente
definido. Na Urbanspacedevelopment, uma empresa de design
urbanístico na Filadélfia, é responsabilidade
dos três pugs residents, Leo, Max e Lola, recepcionar
clients e visitants, comparecer a reuniões (Leo em
especial), circular e oferecer às pessoas os intervalos
necessários, além de dormir e brincar,
escreveu Sam Shaaban, presidente da empresa, em um e-mail.
Eles melhoram o humor e se oferecem a clients estressados
para serem acariciados.
De fato, eles fazem seu service
tão bem que quando a empresa redesenhou ó
espaço físico do escritório recentemente,
fizemos questão de incluir no projeto camas
confortáveis, porém muito chiques, disse
Shaaban. Infelizmente, esse movimento a favor dos cães
não é endossado universalmente. DiNoto Ltd.,
uma agência de propaganda, teve de deixar seus escritórios
na Broadway e Bond Street, em Manhattan, no começo
do ano passado por causa de Buddha, um mastife japonês
de 70 quilos. Alguém reclamou da fera
gigante que lhe lançava olhares ameaçadores,
de acordo com Greg DiNoto, diretor-chefe da agência.
Em busca de um novo prédio
com lobby de espera -, DiNoto disse estar chocado
por muitos discriminarem raças gigantes, citando
baba e locatários temerosos. Os poucos que
receberiam Buddha ficavam muito longe de parques onde o
cão faria suas caminhadas regulares, ou o relegariam
ao elevador de serviço, que funcionava apenas das
9 às 17 horas (Buddha frequentemente faz horas extra).
Um dos prédios visitados tinha acabado de renovas
seus elevadores para incluir painéis de tecido nas
paredes, e DiNoto ahcou que não eram páreo
para a baba pendurada que ocasionalmente insiste em escapar
da boca de Buddha.
Outro prédio pareceu
perfeito, mas DiNoto descobriu que o escritório de
cima mantinha um husky siberiano em suas instalações
e Buddha não gosta de huskies. No final,
a agência se mudou para o primeiro andar de um prédio
no SoHo, perto de um parque canino e com uma entrada exclusiva.
Sinto-me tentada a tachar essa busca de obsessive, mas tenho
de admitir que eu, também, teria reorganizado meu
trabalho por causa de Riley (por exemplo, por um tempo,
aderi à digitação com apenas uma mão
porque o filhote mimado reclamava quando eu parava de fazer
carinho com a outra).
Daí é só
um pulo para o papel que Jenifer Lew deu a seu terrier,
Charlotte, em sua loja de velas decorativas, Jen Lew Designs,
em Mattituck, NY, em Long Island. O cão é
listado, em todas as correspondências, como supervisor
de atendimento ao cliente e é Charlotte quem recebe
e-mails quando há problemas. Isso me poupa
de muitas dores de cabeça, especialmente com clientes
difícies, diz Jenifer.
Então eu declare Riley
como a musa do conteúdo de minhas colunas. Esta em
particular, por exemplo. Ou na do próximo mês,
sobre sonecas durante o expediente. Ou ainda da necessidade
de uma caminhada no meio do expediente, especialmente quando
está chovendo e porquê isso é muito
mais importante que o trabalho em si.
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