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MESA REDONDA

Cães pequenos

Tamanho é documento?

Essa é para os condutores Mini e Midi: os cães pequenos recebem tanta atenção da midia especializada em agility como os cães standard? Com certeza não! Os condutores de cães grandes fazem brincadeiras como “arranje um cachorro de verdade”? Seu maior desejo é encontrar equipamentos de agility adequados às pernas curtas dos baixinhos? O site britânico Agilitynet (www.agilitynet.com) convocou seis condutores de cães Mini e Midi com diferentes níveis de experiência para falar sobre alguns assuntos que envolvem seus pequenos cães.

 

Conheça os participantes da mesa redonda:

PENNY COCKERILL: Penny é uma novata no agility com Maggie, uma Staffordshire Bull Terrier. Ela tem também um Airedale Terrier. Apesar de ter tentado fazer agility com ele, o cão não sentia prazer.

BRIDGET FLETCHER: Bridget é proprietária de uma matilha que inclui dois Border Collies, um Jack Russel Terrier e um SRD. Dois deles estão no agility: a Jack Russel Jesse (Wild 'n' Wirey Jesse) no Midi e o Border Collie Tod (What A Little Tod) no Standard. Os demais, Pepper e Billy, já estão aposentados.

VANESSA HARDIN: Vanessa pratica agility há 14 anos, atualmente com dois Yorkshire Terriers e três Poodles. Ela já competiu em todas as grandes finais e treinou no sudeste e Midlands da Inglaterra.

Mary Ann Nester: Em 1994, Mary Ann deu seu primeiro passo para a defesa do Poodle Power depois de adicionar Brillo Pad, um Poodle Toy preto a sua matilha. Ele a introduziu no agility e a levou para Crufts, Olympia e Campeonato Mundial de Agility.

Peter Van Dongen: Peter descobriu o agility por meio de um amigo quando Basil já tinha cinco anos de idade. Como Basil é um cão Mini, ele só se envolveu com o agility nessa categoria. Seu próximo 'Basil' está a caminho. Ela se chama Sky e é outra Jack Russel Terrier.

Kay Westgate: Kay conduz Oz, um Jack Russel Terrier. Ela diz que tudo que ela precisa é de um cérebro e de um transplante de pernas para que possa conduzir seu cão como ele merece.

 

Por que vocês começaram a fazer agility com um cachorro pequeno?

Peter: Comecei a fazer agility para conhecer pessoas que gostassem de cachorros mas não tivessem nada a ver com veterinária. Como eu já tinha um cão Mini, eu competia nessa categoria, principalmente porque Basil é meu primeiro e ainda único cão de agility.  

Bridget: Eu adotei meu primeiro cão, Jessy, em um abrigo animal. Até então eu não conhecia o agility e ela veio para casa para ser pet. Então assisti uma demonstração de agility e resolvi tentar com Jess. Começamos a competir entre os Standards até o aparecimento da categoria Midi. Nós vencemos uma vez o Midi Dog of the Year, ficamos duas vezes em segundo e uma em terceiro. Agora que está com 11 anos, Jess só faz agility por diversão, mas mesmo assim conseguimos ganhar algumas provas no ano passado.

 

Kay: Eu tinha um cachorro pequeno quando descobri o agility e naturalmente comecei a competir na categoria Mini. Conheci outros condutores de cães pequenos que foram amigos e incentivadores, então as provas de Mini eram as que melhor me cabiam! Nessa época, ainda havia uma segregação entre “eles” (os Standards) e “nós” (Minis) e isso se aplicava aos clubes também.

 

Penny: Eu tenho uma Midi por acidente. Adotei Maggie quando ela tinha 12 semanas e perambulava pelas ruas. Nessa época nem fazia idéia de que raça seria ou de que tamanho ficaria. Ela tem parece ter muita coisa de Staffordshire Bull Terrier mas pode ter também Jack Russel, Boxer, Beagle, Whippet... Ela sempre foi tão brilhante e atlética (saltitando alegremente ou passeando entre as pernas do Airedale Terrier, subindo e descendo as escadas) que resolvemos levá-la para o agility, por diversão e para manter corpo e mente em forma. Ela adora – esse é nosso principal problema, pois fica insuportavelmente excitada com o agility e acaba se desconcentrando quando é colocada na linha de partida. Mas quando ela se acalma (por volta da metade do percurso), ela o termina lindamente!

 

Mary Ann; Quando eu estava pensando em adquirir um novo cão, passei um bom tempo vendo Minis nas provas de agility. Havia alguns fatores que faziam dos Minis uma boa opção. Language Timothy, um Jack Russell, foi o cachorro mais rápido – independentemente do tamanho – que já vi em pista. Seu condutor, Keith Rump, fez com que Timmy rendesse 100% e caso o cão perdesse uma zona de contato ou abordasse o obstáculo errado, ele dava os ombros e partia para a próxima. Keith e Timmy não se intimidavam com multidões e eu nunca os vi se intimidarem por causa da pressão ou perderem a calma. Todos têm de ter um modelo a seguir.

 

Vanessa: A beleza dos Minis está em não ter de seguir a formula do border collie, uma vez que os melhores são de muitas raças ou “únicos”. Os cães pequenos têm várias vantagens para mim:

-         O cocô é pequeno e não fica nojento para recolher;

-         Dá para colocar vários deles mesmo em carros pequenos;

-         É mais barato de mantê-los e rodam mais quilômetros por quilo de ração;

-         Têm uma grande variedade, tanto em raças como personalidade, mas creio que seu valor comercial junto aos espectadores ainda não tenha sido utilizado.

 

Mary Ann: Eu gosto dos competidores de Mini. Seus cães são terríveis e os condutores ainda os amam! O primeiro condutor de Mini com o qual falei foi Angela Carter e ela é a culpada por eu ter me tornada uma poodlemaníaca. Ela é uma excelente contadora de histórias e mímica e vive me fazendo rir. Suas histórias de Poodles são extraordinárias. Se você quer sair do normal, tempere sua vida com um Poodle. Quando alguém reclamava de seus pequenos latidores, ela rebatia na hora: “O que você esperava em um evento canino? Cães latem. Nós não andamos com gatos”. Ela me faz rir e eu estou adorando que agora ela conduz um cão Midi e eu posso ficar perto dela na pré pista. Outra razão é que eles se acomodam em espaços pequenos, sempre cabe mais um no carro sem problemas. Eu posso me sentar e me cobrir de Poodles, mas se fossem Pastores Alemães, morreria sufocada. E sendo menores, eles são mais discretos. Escondê-los na hora de entrar no hotel é fácil.

 

Além do tamanho, qual a diferença entre os Mini e Midi e os Standard?

 

Mary Ann: Ser dona de um Mini me provou que grandes cães vêm em pequenas embalagens, principalmente se for um Poodle.

 

Penny: Eu acho que os cães pequenos têm algumas características especiais. A maioria de cães com pedigree parecem competir nas categorias Standard ou Mini – com excessão de Spaniels e outras poucas raças -, então a categoria Midi têm mais cães mestiços, e isso pode ser bem divertido!

 

Kay: Os cães em si não acham que haja diferença entre sles, mas as pessoas parecem fazer as distinções.

 

Vanessa: Eu me sinto na defensiva em relação a cães pequenos, pois estou comemorando meu 14o. ano de competições e desde sempre é essa mesma discussão. Eu já conduzi um border collie no lugar de outro condutor e tenho uma vaga idéia a respeito de ambos os tamanhos. Mas é diferente conduzir um Mini – eles são diferentes e oferecem desafios diferentes em relação aos cães Standard nos obstáculos simplesmente devido ao tamanho.

 

Peter: Após ter visto agility por alguns anos, inclusive com cães grandes, eu acho que os Mini e Midis são definitivamente mais interessantes que os Standard pelas seguintes razões:

-         Maior diversidade de raças, incluindo os mestiços, com vencedores sempre diferentes. Nas grandes finais, nunca se sabe quem vai ganhar;

-         Menor diferença entre a altura do cão e a altura dos saltos, o que faz com que o esforço seja menor;

-         É um desafio maior fazer agility bem entre as raças Mini e Midi, uma vez que os border collies (temos que admitir que a maioria dos cães Standard são border collies, pelo menos no nível mais competitivo) são e têm sido por séculos, criados para trabalhar para o homem. Eu acho que eles tendem mais a querer trabalhar para você, enquanto cães como os terriers foram criados para pensar por si mesmos e trabalhar independentemente dos humanos. Portanto, é um desafio maior fazer com que um terrier faça o que você quer do que um Border Collie.

 

Cães Minis e Midis são atendidos adequadamente nos clubes e escolas onde treinam?

 

Mary Ann: Minis e Midis são pequenos. Segure um petisco muito longe da cabeça deles e eles vão sumir. Você tem de se inclinar ou seu cão não fará nem idéia de onde você está. Seu principal instrumento de treinamento é seu pé. Poucas das raças de pequeno porte são de pastoreio. Eles não têm o costume de trabalhar. Eles precisam dar oito passos para acompanhar dois dos seus. Resumindo, se você optar por um Mini ou Midi, não poderá treiná-lo como se fosse um Border Collie. Você pode fazer com que ele trabalhe como um, mas isso é outro assunto. Boa sorte!

 

Vanessa: Para mim, a desvantagem mais imediata que vivi foi a falta de boa orientação para treinamento. É difícil encontrar clubes que recebam bem os Minis e os levem a sério a ponto de oferecer treinamento de qualidade como o destinado a seus primos maiores.

 

Kay: Eu concordo. Ainda é difícil encontrar clubes que acomodem bem os Minis. Os clubes até deixam que você assista às aulas mas normalmente você acaba no fim da fila, esperando sua vez. Eu entendo que os saltos têm de ser subidos e descidos, mas ser sempre a última é frustrante! Quando eu freqüentava o Axstane Agility Club, as aulas para os Minis eram feitas em separado e isso era ótimo. Infelizmente era longe demais e acabei saindo de lá. O clube no qual estou alterna essa ordem de entrada, eu não tenho do que reclamar, mas nem todos têm a mesma sorte.

 

Penny: Como condutora iniciante de Midi, o treinamento não é um grande problema para mim. Em um dos clubes a que pertenço, os saltos à esquerda ficam na altura mini e os à direita, na standard – adequa-se às duas categorias, mas nenhum deles é o ideal para Maggie, minha cadela Midi. Em Watford, os saltos são ajustados de acordo com a altura do cão mas não há diferença de alturas para Minis e Midis.

 

Há alguma desvantagem em ser um condutor de cão Mini ou Midi?

Vanessa: Em minha humilde opinião, Minis e Midis estão definitivamente em segundo plano e sempre em desvantagem em relação aos Standards em competições, aulas e treinos.

 

Penny: No momento não há tantas classes Midi, pelo menos quando nós competimos as classes são bem pequenas. A desvantagem é que o percurso pode ser de qualquer nível e cães de todas as idades e experiência competem juntos. Ainda não sou experiente o bastante para saber se o percurso é adequado para condutores e cães inexperientes, então realmente não sei como estou me saindo – obviamente se vamos para o pódio temos uma boa noção. No entanto, até agora só fui eliminada – na verdade, me classifico em uma pista para cada três desclassificações. Pensei em entrar com Maggie no Standard no nível elementar, mas apesar dela conseguir pular a altura certa e subir na mesa, não tenho certeza se é bom para ela. Não posso deixar de pensar se pode ser prejudicial no futuro ou levar a lesões. Eu certamente gostaria de ouvir a experiência de outro condutor que tenha optado por isso.

 

Kay: Quando comecei no agility há 13 anos,  éramos conhecidos como a “Brigada Grisalha” por causa do alto número de condutores mais velhos e brincadeiras como “adote um cão de verdade” nos davam nos nervos. Naquela época tamanho era documento!

 

Mary Ann: Lembrei de uma coisa engraçada, meu primeiro Mini, Brillo Pad, pequeno e preto, pode desaparecer facilmente. Uma vez ele sumiu e fiquei uma hora com o coração na mão procurando na vizinhança enquanto ele dormia sobre uma pilha de roupas na lavanderia.

 

Qual a sua opinião sobre eventos patrocinados para Minis e Midis?

 

Vanessa: Muitas vezes não há muitas classes além do Open e com isso, fica muito difícil de ascender do Iniciante para o Avançado a não ser que você tenha um verdadeiro Papa-Léguas.

 

Peter: Em uma competição normalmente há duas classes para os Minis e às vezes até menos para os Midis, enquanto que para os Standards há sempre muito mais. Mas isso nunca me impediu de ir a uma competição em particular, mesmo que Basil seja o único cão em pista. Mas com o atual número de competidores em uma única prova não vejo como e por que isso não deva mudar, a não ser que haja apenas duas classes para os cães standard também.

 

Kay: Seria legal se tivesse mais de duas classes para os Minis também e percebo que algumas provas já estejam oferecendo classes extra para esse ano. Alguns clubes têm uma prova Mini primeiro e põe a outra no final do dia - um pouco de bom senso nesse caso seria interessante. Agora temos a feliz situação dos shows exclusivos para Minis e Midis embora não tenha muitos na minha região. Eukanuba e Pedigree patrocinam os eventos maiores e os pequenos nunca tiveram sequer uma aparição na TV durante as transmissões de Crufts. Seria ótimo se a Pedigree permitisse times Mini de competir nas provas por equipe em Crufts! Bom, não se pode ter tudo, né?

 

Mary Ann: Eu acho que a tendência em se fazer provas só para Minis e Midis é ótima. No fim de semana passsado, competi no Wye Valley Mini/Midi show. Havia uma quantidade grande de classes para cães pequenos, inclusive times, duplas e iniciantes. Nunca vi tantas duplas Mini e Midi em apenas um dia!

 

Peter: Minis não podem reclamar no que diz respeito a competições patrocinadas, como Crufts e Olympia. Midis, por outro lado, são os primos pobres e acho que os grandes patrocinadores deveriam também olhar por essa categoria.

 

Mary Ann: Concordo que enquanto os Minis têm certos privilégios, os Midis ainda têm de lutar por espaço nas provas. Há várias competições que espremem apenas uma classe de Midis no programa quando o mínimo para atrair mais competidores seria pelo menos duas.

 

Penny: Ignorava completamente as regras do agility quando comecei a treinar com Maggie e optei por começar pelo mais fácil e evoluir progressivamente para níveis mais difíveis. Sem dúvidas, podemos fazer isso na Winter League na qual meu clube (Watford) compete. No entanto, agora que comecei a entrar em provas Open, percebi que posso competir entre os Midis, talvez em uma classe só, ou entre os Standards nas provas que não haja classes para Midis.

 

Peter: Acho que há provas suficientes para os Minis, mas os Midis não estão tão bem atendidos. Inevitavelmente isso mudará conforme as inscrições aumentam.

 

Penny: Acredito que minha cadela Maggie tem muito potencial e eu adoraria ter outro objetivo que não ser eliminada, mas não há concursos anuais ou competições que levem os Midis a Crufts ou Olympia.

 

Mary Ann: Mais uma vez, Midis estão atrás dos Minis, que têm grandes finais patrocinadas pela Eukanuba, Pedigree, Burgess e Agility Club. Nada de Crufts ou Olympia para Midis. Não é de se espantar que os condutores rezem para que seus pequenos cães não ultrapassem as 15 polegadas. Os Midis têm um longo caminho pela frente. O Supa Dog Week e o Dogs in Need são as únicas competições maiores que apostaram neles e têm finais para Midi. A experiência de competir em uma rodada qualificatória ou uma final é diferente de competir em uma classe durante uma competição. Os condutores de Midis ainda têm de testar suas técnicas de condução sob esse tipo de pressão. Acho que eles já estão prontos para o desafio.

 

Penny: Porque competimos entre os iniciantes (Starters), as competições ainda nos deixam com os nervos à flor da pele, particularmente quando estamos entre os Standards e dependendo do tipo de percurso que poderemos encarar. Então nos divertimos mais nas demonstrações, mas enquanto a vantagem das demonstrações é que você já sabe o que está fazendo, o ruim é que elas não envolvem grandes desafios.

 

O que você acha da discussão sobre medições e as (possíveis) mudanças entre os tamanhos Mini/Midi/Standard no Agility devido a fatores como qualificação para eventos como o Mundial da FCI?

 

Vanessa: Precisamos decidir logo se vamos mudar nossas regras atuais para acompanhar o resto do mundo (a opção de poucos) ou manter as coisas como estão, que é a escolha da maioria.

 

Mary Ann: Quando comprei um Mini, eu lembro que os cães estavam sempre sendo medidos nas provas e alguns donos se acostumaram com esse procedimento. Hoje em dia isso é menos comum e eu acho que é por causa do aumento do número de competidores na categoria Mini, em que medir pode tomar tempo demais e ser traumático para um condutor se o resultado da fita métrica for diferente do esperado. É fácil ver cães que parecem grandes demais para serem Minis ou Midis. É difícil medir um cão no olhômetro. Cães roliços e obesos podem parecer mais baixos do que realmente são.

 

Penny: Eu sei que Maggie tem mais de 15 polegadas, mas ela fica tão agitada ao ser medida que fica difícil dizer sua altura exata!

 

Peter: Acho que medir deve ser obrigatório para todos os cães de agility. Por mim, todos os cães devem ser medidos ao completarem 18 meses, por um “oficial”, em sessões oficiais de medição que devem ser realizadas anualmente em diferentes locais pelo país, com a altura documentada em um livro de registros e na carteira de trabalho, junto com a foto do cão e o número do microchip. Para as seletivas para o Mundial desse ano, já medi todos os cães inscritos e coloquei as respectivas alturas na carteira de trabalho.

 

Kay: Concordo com Peter, devia ser compulsório. Medir Minis sempre foi questão de honra. Isso economizaria uma quantidade desagradável de comentários maldosos e olhares desconfiados para alguns condutores. Além de tudo, seria mais justo. Com a proximidade do Campeonato Mundial, eu não me incomodaria de estar envolvida nisso. Se bem que a regra a respeito do pedigree obrigatório para essa competição, pelo menos para mim, faz com que a competição devesse ter seu nome mudado para Campeonato Mundial de pedigrees.

 

Mary Ann: Sim, seria legal se Minis e Midis fossem medidos por oficiais autorizados que emitissem certificados com a altura exata. Facilitaria a vida, como os Pet Passports que liberam os cães de agility e agora eles podem ir a competições no exterior sem a preocupação da quarentena. Muitos outros países trabalham com classificações diferentes de altura. Quantos dos nossos Minis são mesmo Minis para a FCI? Quantos Minis nesse país serão Midis no resto da Europa? E o mais importante, os condutores que tiverem seus cães exatamente nas 15 ou 17 polegadas estarão sempre sob suspeita quando se saírem bem – até quando forem mal. Aposto que eles adorariam ter um certificado para esfregar na cara de quem questionasse a altura do cão.

 

Algo mudou para os Minis e Midis desde que você começou no Agility?

Kay: Ainda bem que as coisas mudaram e dá para encontrar tantas pessoas nas classes Mini quanto nas Standards. A performance de nossos pequenos cães melhorarou muito e cada vez mais condutores de Standards estão optando por conduzir Minis também. Agora quase todas as competições têm classes Mini enquanto que há pouco tempo havia poucas oportunidades.

 

Mary Ann: Mas as coisas estão mudando devagar. Eu estou muito satisfeita em ver diferentes classes aparecendo em algumas programações desse ano. Obrigada, Easter Extravaganza por permitir aos condutores de Midis tentar o Gambler. O padrão das classes Midi está melhorando e ficando mais competitivo a cada mês. Sharon Lear com Marshall e Angie Edwards com Ricky têm dominado as classes Midi devido a sua velocidade e controle. Mas prestem atenção em Partidge Jr. com Spike. É uma dupla nova que no fim da temperada terá uma prateleira lotada de troféus. E não pisquem ou vocês perderão Marc Wingate Wynne e Jigs, que são os “Keith Rump e Timmy” dos Midis e acho que terão um grande futuro. Eles com certeza chamarão a atenção durante a seleção para o time Midi do Campeonato Mundial de Dortmund. Se tudo der certo, os patrocinadores também ficarão impressionados com eles.

 

Peter: Nos últimos Mundiais de Agility o nível da competição Mini foi muito alto, tanto que os condutores Standards, que não costumam dar tanto valor aos pequenos, foram ofuscados pelos melhores Minis. Isso só vem a acrescentar para a categoria Mini e espero que esse ano o Campeonato seja tão emocionante para as três categorias.

 

Os cães e condutores Minis e Midis têm cobertura justa por parte da imprensa?

 

Peter: Acho que no fundo, sim. Há bastante para se ler a respeito de cães pequenos em geral. Mais uma vez, os Midis estão um pouco atrás nesse sentido, mas tenho certeza de que isso também mudará. O que precisamos é uma pessoa com carisma que apareça e chame atenção para essa categoria.

 

Vanessa: Não concordo. Honestamente eu acho que há diferenças de atitudes de acordo com o tamanho do cão conduzido.

 

Bridget: Como condutora de Midi, acho que um dos grandes problemas, pelo menos para mim, é não ter provas qualificatórias para os grandes eventos, Crufts e Olympia.

 

Kay: Acho que quando pensamos no número de Minis participando do agility dá para entender o porquê de tanta atenção. Sim, seria bom ter mais cobertura da imprensa mas ser levado a sério é bem mais importante. Ao contrário do que se pensa, não estamos mendigando atenção, só queremos espaço no esporte que amamos.

 

Se pudesse, teria outro Mini ou Midi?

Peter: Sim, claro. Na verdade, eu já tenho. Ela será meu novo Basil e seu nome é Sky. Prestem atenção nela!

 

Vanessa: Para mim, o mais importante é conviver e aproveitar a companhia de meus cães. Eu acabei amando meus Minis que se encaixam perfeitamente em minha rotina e me proporcionam um ambiente excelente nos treinos e competições. No final das contas, 30 segundos na pista uma vez por semana é um fator de tempo muito pequeno se comparado com a diversão e a lealdade que eles me oferecem pelo resto da semana. Se os condutores de Mini levassem o esporte mais a sério, talvez as coisas estivessem diferentes. Isso levaria o público a se interessar mais. Afinal, o que chama mais atenção, uma seqüência uniforme de border collies ou uma raça diferente depois da outra em pista?

 

Mary Ann: Eu conduziria um cachorro grande novamente? Acho que não. Eles ocupam muito espaço e são muito previsíveis.

 

Kay: Sim, com certeza. Se eu tivesse espaço, teria um standard também. Antes de tudo eles são meus pets. Quero ter cães para fazerem parte de minha vida.

 

Penny: Tenho pensado em adotar outro cão Midi. Talvez seja estranho ter dois cães pequenos pois sempre tive um grande e um pequeno em casa. Cães grandes parecem ser mais tranqüilos – é só ver meu Airdale Terrier e a Maggie Maluca.

 

Bridget: Embora tenha adorado conduzir Jess, experimentando o frio na barriga causado pelas provas qualificatórias e tudo mais, acho que não teria outro Midi para competição. Imagino quantos outros condutores de Midi pensam o mesmo. O problema é que no momento é um pouco como a galinha e o ovo. Não há cães de boa qualidade o suficiente que justifiquem provas qualificatórias e essas provas não são organizadas por falta de bons cães.

 

Mary Ann: O atrativo das classes Mini e Midi é que poodles e shelties são os grandes favoritos, mas você vai ver também uma grande diversidade de terriers e spaniels. Já vi até pug. Nas classes Mini e Midi a varidade dá o tom. Graças a Deus, estamos bem longe de QRMP (Qualquer Raça Menos Poodle).  

Tradução: Adriana Mori

Agradecimentos: Ellen Rocco

Matéria originalmente publicada no site www.agilitynet.com, com tradução e publicação devidamente autorizadas.

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