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Chegar
ao topo do esporte não é fácil. Precisa mais do que um bom
cão e um bom condutor para fazer com que o percurso fique
fácil. O que os dez finalistas da categoria mini do Olympia
Dog Show têm que o resto não tem? O que faz de um competidor
um vencedor? Para descobrir, Mary Ann Nester foi à final
Pedigree Smackos Mini Agility Stakes, realizada no Olympia
International Show Jumping Championships e falou com condutores,
juiz e patrocinadores. A final do Olympia é uma das mais
esperadas do agility e os que se saíram bem não o fizeram
apenas porque gostam de ganhar, mas também porque eles adoram
enfrentar a pressão.
Todos no agility reconhecem que ser um finalista
no Olympia significa que você chegou lá. Seja honesto: até
onde você iria para por suas mãos nesse distintivo de excelência?
Competir na final significa que os condutores de mini viajaram
a Inglaterra de cabo a rabo para submeterem seus cães em
provas qualificatórias. Se eles se classificam, depois lutam
por um lugar entre os dez mais nas semi-finais em Birmingham.
A pressão por uma performance vencedora aumenta a cada estágio
do processo de qualifying e a capacidade do condutor de
lidar com o stress será testada cada vez que a dupla se
colocar na linha de partida.
Nas finais do Olympia, eles terão apenas uma chance
de fazer certo. Não são apenas amigos e família assistindo,
mas o mundo. Esse pensamento por si só faz com que as pessoas
tremam como gelatina.
Os olhos do mundo
Não ouse dizer a nenhum dos finalistas que ele está lá para entreter as multidões.
Eles estão lá pelo prêmio máximo e têm de apresentar as
melhores performances e os tempos mais rápidos a cada ano.
Isso faz com que os ingressos sejam vendidos e as cadeiras
estejam sempre cheias. Verifique a programação do evento
e você verá que há mais e mais páginas dedicadas ao agility.
A
cobertura da mídia cresce. A
Pedigree European Agility Cup atrai competidores e visitantes
de muitos países. Quem não ficaria nervoso com toda essa
atenção?
Hora
do show
E o que acontece quando há pressão? Pânico! Todos ficam nervosas – mesmo os
competidores de ponta. O que distingue um competidor de
sucesso do resto é sua habilidade de reconhecer um ataque
de pânico e controlá-la. O excesso de nervosismo pode realmente
comprometer a performance no dia D. A maioria dos condutores
de mini com os quais falei no Olympia confessou que começam
a ficar nervosos no momento que abrem os olhos na manhã
da final. Alguns
têm ataques de nervos assim que se posicionam na linha de
partida. Não há nacionalidade para o stress e a ansiedade.
Lars Bang, que esteve no Olympia representando a Dinamarca
na European Cup, brincou que ele começou a ficar nervoso
no momento que postou sua inscrição. Ele conduzia um poodle
miniatura e se o cão fosse como alguns poodles que tive
no passado, eu não me surpreenderia se ele tremesse um pouco.
Se você quer vencer, precisa aprender a dominar seus nervos.
O quanto importante é vencer?
Muitos dos finalistas confessaram que eles são
viciados na possibilidade de uma boa vitória. Esse fluxo
de adrenalina é um bom sentimento e não há nada como um
pouco de sucesso para fazer com que você sonhe com muito
mais. Por que outro motivo você estaria treinando no frio
e na chuva se você poderia estar enrolado em um cobertor
na frente da TV, com um chocolate quente na mão? Mary Ray
competiu no Olympia vinte vezes e demonstrou confiança em
seus cães. O treinamento e a habilidade podem ser um fator
determinante na fórmula do sucesso. Ela atingiu o topo e
se manteve lá. Mas ser um vencedor pode também trazer pressão
adicional. Se você começa a antecipar seu nome sendo chamado
ao pódio, como se sente quando isso não acontece? Além disso,
competidores veteranos que já tiveram sucesso e passam por
um tempo de ausência de competições podem ficar com a condução
blasé.
Transformando o negativo
em positivo
Vencedores têm de ser bons perdedores. Haveria
apenas um vencedor e eu perguntei aos mini finalistas como
eles lidariam com o desapontamento. Eles tiveram sua chance
de triunfar, mas… Sharon Brewster perdeu Crufts quando seu
cão não sentou na mesa. O poodle de Jayne Bray defecou na
pista de Crufts antes da última cerca, perfeita até então.
Keith Leslie teve de repensar
seu treinamento quando seu cão quebrou a perna. Muitos
xingam – mas não alto o suficiente para o juiz ouvir. Mas
todos assumem a culpa, nenhum culpa o cachorro. Eles reconhecem
que pensar o que aconteceu de errado, por que e como evitar
que aconteça no futuro é muito mais produtivo. Os melhores
condutores sabem que a falha os mantém em contato com o
mundo real e os fazem aprender mais a respeito de seus cães.
O
vencedor
Lisa
Bailey ficou mais em contato com o mundo real que a maioria.
Ela
teve uma boa dose de decepção. A maioria de suas eliminações
aconteceram no último salto. Parecia que a pista seria zerada
e a torcida já estava de pé para aplaudir. Eles soltaram
um grande suspiro e rapidamente se sentaram quando Lisa
passou o salto antes de seu cão que continua com Lisa e
não vê o salto final. Em um dos fracassos, ouvi Lisa dizer
que não se dá bem em finais. Em outro momento menos dramático,
ela disse que riu para não chorar de nervoso... Lisa está
sempre rindo, mas ela riu mais do que o normal na noite
de sexta e veja o que lhe aconteceu: topo do pódio.
Obrigada
e parabéns
Obrigada aos mini-finalistas que dedicaram um pouco de seu tempo para conversar
comigo em Olympia. Vocês foram geniais. A resposta certa à pergunta “quantos dentes têm um
cão” é 42. Eu sei que muitos passaram o dia contando depois que fiz essa pergunta. Apenas
Nicola Williams sabia a pergunta, mas ela é enfermeira veterinária.
Bom, essa pergunta lhes deu algo a mais do que pensar do
que roer as unhas ou fumar enquanto esperavam o percurso
ser montado para o reconhecimento.
Mas não são apenas os condutores que têm de controlar os nervos. Dave Ray
parece estar em todos os lugares, mas deu um jeito de estar
sempre por perto para conversar comigo. Ele é, definitivamente,
um homem que sabe como trabalhar sob pressão e eu raramente
vi alguém parecer tão calmo em face do perigo – dez condutores
de mini em alta voltagem. Obrigada a Dave por manter a Pedigree
no agility. Kathrin Tasker estava maravilhosa e ficava calma
tanto competindo com seus cães como no meio da arena julgando
zonas de contato. Liz
e Allan Pollock da Premier continuavam calmos sabendo que
bons preparativos garantem sucesso. Eles
trouxeram equipamentos suficientes para montar muitos percursos
e diversas guirlanda. Você sabe que é Natal quando há uma
guirlanda na rampa.
Parabéns a todos por terem feito do dia um sucesso.
Obrigada pelo acesso aos bastidores e pela conversa. Vocês
são todos campeões.
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