Home
O Agility
Entrevistas
Internacionais
The Journal
Treinamento
Raças
Saúde
Videos
Nós, Agiliteiros
Direito dos Animais
Galeria de Eventos
Crônicas e Contos
Indicações
Links
Jogos
Chat
Quem somos
Fale Conosco
 
Parceiros
 
Compare produtos, lojas e preços
Digite produto ou marca
 
 
.
.
www.flickr.com
This is a Flickr badge showing public photos from MIBSASHA tagged with sasha. Make your own badge here.

Pessoas não dão importância à dor da perda de um pet

Segundo psicólogo americano, assunto é mais significante do que parece 

Por Adriana Mori

A perda trágica de um pet, como a que sofreu a família Clinton, deveria ser vista com mais seriedade. Segundo o psicólogo americano Larry Lachman, a morte de Buddy traz efeitos semelhantes à perda de um ente querido. Há 16 anos, o Dr. Lachman vem dando apoio psicológico a grupos de pessoas que perderam seus bichos de estimação.

O Dr. Lachman diz que a morte de um animal de estimação é uma perda verdadeira e a dor deve ser respeitada. “As pessoas sofrem proporcionalmente ao que amaram o animal. Perdas muito grandes podem demorar de seis meses a quatro anos para serem superadas”, diz Lachman. Para ele, a sociedade em que vivemos lida com o medo da morte negando-a, o que piora o sofrimento causado pela perda.

Para quem está sofrendo com a partida de um pet, o psicólogo dá algumas dicas. “Perder, sofrer, curar, entender, tudo faz com que aprendamos e cresçamos como pessoas”, diz Lachman.

-          Extravase seus sentimentos

-          Proteja-se em um casulo emocional

-          Descanse bastante, perder alguém importante cansa bastante

-          Respeite a importância de sua perda

-          Seja paciente com o processo de aceitação de sua perda

-          Não pare de se alimentar

-          Coloque as coisas em perspectiva e leve seu sofrimento a sério

-          Procure pessoas que compreendam sua situação ou que estejam vivendo a mesma situação para conforto

 

Conheça as fases do luto

Segundo Jennifer Marshall, conselheira expert em lidar com a perda de pets, a dor pela morte de um animal de estimação pode ter diferentes estágios.

A perda começa no momento em que o pet morre e vem acompanhada pelo sentimento de impotência que pode durar de horas a semanas. É um período descrito normalmente como “irreal” (vivido, por exemplo, por quem opta por eutanizar seu animal). Pessoas nessa fase podem ter idéias confusas, indiferença, pensar em suicídio, sentir-se impotente, euforia ou histeria,  sentir-se fora de seu corpo, ficar subitamente falante demais e negar a perda.

Quando a saudade do bicho que se foi aperta muito, passamos para a fase de procura. Nesse estágio, o dono se ocupa com pensamentos do animal morto, sonha com ele e chega a ver ou ouvir o bicho chamando. Sentimentos comumente descritos são tristeza, medo, raiva, irritabilidade, culpa e carência. Às vezes a raiva não é direcionada à perda, mas sim a alguém da família, o veterinário, a si mesmo ou a Deus. A pessoa pode de repente ter uma crise de choro e fisicamente, pode ficar doente, sentir dor e ter alterações bruscas de peso, cansaço e mudança no apetite.

Na fase de desorganização, acontece a volta e a adaptação à vida sem o pet, o que pode causar um pouco de confusão, já que a pessoa necessita avaliar e aprender novas formas de organizar a vida (por exemplo, como preencher aquele espaço vazio sem que alguém venha cumprimentar pelo “progresso”).

As pessoas que sofrem se esquecem que a dor é um processo e por meio dele, aprende a lutar contra ela. O pet que se foi não será esquecido, mas o dono aprende a viver com essa perda e reorganiza sua vida. A intensidade da dor diminui e as pessoas descobrem que elas ainda podem comer e dormir, até ter novos pets. A tristeza e as lágrimas podem acontecer, bem como as alegrias de ter de novo um pet em casa.

Apoio garantido

Nos Estados Unidos, existem grupos especializados em dar apoio psicológico a pessoas que perderam seus pets. A American Pet Loss and Bereavement (www.aplb.org), entidade sem fins lucrativos que reúne conselheiros especializados em lidar com a dor da perda de animais de estimação. “Trata-se de um serviço muito importante, pois se a conexão entre o proprietário e o pet era forte, o sofrimento causado pela morte do animal é muito intensa e se não tratada, o trauma pode trazer sérias conseqüências. No caso de deficientes, essa perda é ainda mais crítica”, diz Cheryl Nahas, conselheira responsável por cães de serviço da APLB.

© Agiliteiros.com- 2001-2008 . Todos os direitos reservados