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Desculpe,
não há uma receita exata para se fazer um Midi. As pessoas
freqüentemente pegam um filhote de determinada raça esperando
que atinja determinado tamanho para que ele seja Mini ou
possa competir também entre o Standards. Mas esses duas
polegadas mágicas dos Midis, entre 15 e 17, podem enganar
seus donos – mesmo em cães com pedigree. Ainda bem que 99.9%,
se não 100%, dessas pessoas dão os ombros e com um “então
tá” vão se divertir com seus Minis gigantes ou Standard
Miniaturas.
Por Rachel Woods
Claro,
você pode sempre optar por um cão de mais idade, medi-lo
e ter certeza absoluta, mas se você quer criar um cão desde
filhote, você corre o risco de ficar com um Midi na mão
– é um risco. Meu cão Midi foi uma surpresa para mim e certamente
não planejada, sua mãe era uma Jack Russell bem pequena,
e seu pai desconhecido, então assumi para mim mesma que
aquele minúsculo filhote em minha casa que parecia indiscutivelmente
um feijão cozido com pernas, seria harmoniosamente compacto
e fofinho.
Minha
melhor amiga ficou com uma de suas irmãs, Megan, que parecia
ser definitivamente uma cruza entre Jack Russel Terrier
e Staffordshire Bull Terrier, com pernas curtas e compactas
e um corpo pesado que nunca teria mais de 13 polegadas (cerca
de 33 cm). Eddie, no entanto, não seguiu essa instrução.
Ele ficou alto e esbelto, alcançando 16 polegadas (aproximadamente
41 cm).
Nessa
época, eu ainda não estava praticando agility e tentava
esquecer a idéia de treinar pois não sabia que havia a categoria
Mini (e muito menos Midi) e achava que Ed era pequeno demais
para treinar nos saltos dos Standards como os que se vê
em Olympia e Crufts. No entanto, logo percebi que meu filhote
estava se tornando um míssil scud com patas anti-derrapantes
e que, talvez, o agility caísse bem para ele.
Ter
um Midi quase Standard tem suas vantagens...
A
categoria Midi está ficando mais popular embora ainda hajam
poucas provas que incluam essa categoria, por isso é bom
pois podemos participar da prova em uma outra categoria
com a chance de sermos bem sucedidos. Além disso, no treinamento
eu posso encaixá-lo entre os minis ou os standards, dependendo
dos limites de altura.
…
e seus inconvenientes
Com
a categoria Midi há sempre o pensamento latente de que se
eu vencer uma Open Class eu terei de competir com os Standards
e embora eu entre em pista querendo ganhar, eu também não
quero sair do Midi. Com Eddie, isso não me preocupa pois
quero conduzi-lo como Midi de qualquer forma, mesmo que
isso signifique menos oportunidades de entrar em pista.
No
entanto, seria ótimo poder competir com um cão Midi quase
Standard nos Iniciantes, e não nos Novatos. Tenho sorte
por ter experiência entre os Standards mas sinto pelos condutores
que começaram no agility com cães Midi que estão mais para
o Mini. Eles mostram-se competentes e atingem um bom nível
para serem atirados no desconcertante mundo da categoria
Standard. Certamente seria mais fácil para os condutores
não mergulhar de cabeça na competição de Novatos – mas é
isso que eles têm de fazer.
Eu
adoraria ter outro Midi, mas eu também quero um filhote
e, devido a minha paixão por vira-latas, a probabilidade
de adotar um filhote que ficaria do tamanho certo é de,
pelo menos, 50 para 1. Minha querida Megan teve uma linda
ninhada há algum tempo com um mestiço de Dachshund com Papillion.
Como todos os filhotes, com alguns dias de vida todos eles,
se pareciam com salsichas e de tamanho parecido com o de
Eddie e Megan quando tinham a mesma idade. Com um ano de
idade, quase todos tinham menos de 13 polegadas na cernelha.
Só um deles, o único macho, era mais alto e chegou fácil
a 16 polegadas. Infelizmente suas pernas não pararam de
crescer e agora ele tem 18,5 polegadas (47 cm) e é o cão
mais doce e esquisito que eu já vi.
Então,
se vier um segundo cão, não se surpreenda em me ver com
um filhote de pais de raça desconhecida em uma cestinha
e mais tarde me alcançando os ombros, aí eu vou perceber
que tenho de competir com um standard pernalta. Se alguém
tiver alguma dica de como identificar um SRD Midi ainda
filhote, eu estou super interessada.
Sobre a autora...
Rachel Woods começou no agility há cerca de quatro
anos e compete há três com Eddie. Eles conseguiram fechar
um round zerado pela primeira vez esse ano – ele não é dos
mais fáceis. Ela começou a treinar um labrador entusiasmado
mas teve de parar por causa de luxação na patela. O cão
vive atualmente com sua sogra. Alan, seu marido, adora Eddie
mas não gosta muito de agility apesar dos esforços de Rachel
em envolvê-lo. O casal está planejando se mudar para a França
em um ano para poder ter muito mais cães, um canil e ensinar
agility. Ela se inspira em Lois Harris que foi sua treinadora
por toda sua carreira agiliteira. Ainda nova em termos de
agility, Rachel se esforça para aprender o máximo que pode
antes de assumir o modo de vida francês. Ela começou a escrever
para a revisra Eye em maio de 2002, onde escreve
uma coluna mensal inspirada em suas experiências de treinamento.
Pelo menos mudar para o outro lado do Canal da Mancha vai
proporcionar assunto para mais colunas.
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