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Dante Fabrício Felizardo Camacho
Hobby, ofício e paixão

Quem vê a dupla em pista logo percebe que é show. Eles são inconfundíveis: o condutor com dreadlocks e a pequena scottish terrier nunca passam despercebidos

A paixão do adestrador Dante Fabrício Felizardo Camacho pelo agility é recente, mas promete ser duradoura. Ele já conhecia o agility de programas de televisão, mas a oportunidade de praticá-lo regularmente apareceu há cerca de um ano atrás. “Foi logo após participar do curso de Stuart e Patty Mah”, lembra.

Dante usou de sua criatividade nos primeiros treinos. “Comecei a praticar sozinho com uns saltos de PVC que fiz e um túnel de crianças”, conta. Além disso, acompanhava as provas e no final, tentava fazer com que Iaiá, seu único cão na época, transpusesse os obstáculos de contato. “Antes da Escolinha do Parque do Ibirapuera, quase nunca treinava em obstáculos oficiais”, diz. Atualmente, Dante divide seus treinos entre o Ibirapuera, o CTAA e praças e parques de São Paulo, onde treina seus cães e também ensina seus alunos.

Iaia, primeira mas não a única

A scottish terrier é bastante versátil: cadela de companhia, de pet terapia e hoje agiliteira de mão – ou para – cheia. “Quando comecei, ela era o meu único cachorro e atualmente é meu melhor cão. Ela evoluiu muito neste período e me ajudou a entender um pouco mais de agility”, conta. Em sua opinião, os últimos seis meses foram bastante proveitosos para ambos como dupla. Por conta desse progresso, Dante tenta passar as lições aprendidas com Iaiá para o treinamento de seus outros cães, a border collie Mixirica e o pastor de Shetland Cuíca, ambos com um ano de idade.

“Minha condução está se definindo mas ainda estou em processo de aprendizado e tento sempre coisas diferentes a fim de encontrar a melhor condução para cada cão”, diz Dante. O que dificulta um pouco seu trabalho é a concentração. “Estou trabalhando nisso e acho que estou melhorando”, analisa.

 

Agility para o futuro

As ambições de Dante em relação ao agility não são pequenas. “Pretendo fazer do agility minha atividade principal, treinando cães e condutores, ter um lugar próprio para treinar e conseguir resultados expressivos dentro do agility nacional com o máximo de cães diferentes possível”, enumera. Enquanto isso não acontece, Dante vai tocando outros projetos. “Ainda vou encontrar um SRD com potencial para desafiar as raças que competem na categoria standard”, promete. Objetivos bastante coerentes – e possíveis - para alguém que resume o agility no tripé lazer-trabalho-paixão. “O agility representa ao mesmo tempo um hobby, uma profissão e acima de tudo, uma paixão, algo que me traz muita alegria e realização”, diz.

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