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Diretor
de Arte, atualmente Marcelo treina na ABRAFA. Começou a
treinar agility em outubro de 2001, com o border collie
Nick.
Eu estava procurando um cãozinho para
trazer para casa, conta Marcelo. Verinha, minha namorada
já tinha uma poodle que eu havia lhe dado de presente, mas
eu queria um companheiro para passar grande parte do tempo
comigo. Estava naquele processo de escolha da raça, qual
se adaptaria melhor comigo, quando tive o meu primeiro contato
com o esporte, através de competições transmitidas por TV
a Cabo (Animal Planet). Diria que foi um caso de amor a
primeira vista. Na época fiquei fascinado pelo esporte e
muito espantado com a quantidade de vira-latas
(Border Collies) que praticavam Agility !!! Logo comecei
a pesquisar mais sobre o assunto, principalmente na internet
e, a cada informação que eu adquiria, mais eu me empolgava
com tudo aquilo !!! Comecei a pesquisar sobre o Border Collie
e não demorou uma semana para o Nick, meu Border Collie
tricolor, vir morar comigo, continua Marcelo.

Desde
o dia em que o Nick foi para sua casa, sua vida mudou totalmente.
Os dois se apegaram tanto um ao outro, que praticamente
tudo o que o Marcelo e a Verinha faziam, tinha que
incluir os cães. Todos os passeios
que eu e a Verinha programávamos, incluíam o Nick e
a Laika (Poodle da Verinha). Desta forma meu envolvimento
com o agility se deu de maneira muito rápida. Após 30 ou
40 dias da chegada do Nick, começamos a treinar na ABRAFA,
uma escola que havíamos conhecido pela internet. Ele sempre
foi muito inteligente e quando eu não sabia o que fazer,
parecia que ele compreendia por nós dois. Em pouco tempo
o Nick já fazia todos os obstáculos com muita velocidade
e o que é mais importante, com muita alegria. Parece que
a paixão pelo agility não é só minha. Ele se excita de tal
forma fazendo agility, que ao terminar um percurso pula
em mim puxando minha roupa, rasgando o que tiver pela frente,
tanto que entre os praticantes de agility ele é conhecido
pelas camisetas rasgadas !!!! Bom, entre uma camiseta e
outra, fomos evoluindo, participamos de várias provas iniciantes,
na maioria das vezes obtendo bons resultados. Há pouco tempo
começamos a competir no Grau I e estou satisfeito com o
desempenho dele, pois sei que quando eu melhorar minha condução,
poderemos chegar muito, mas muito mais longe !!-
conta-nos empolgado Marcelo.

O Marcelo
se identificou tanto com o Nick, que resolveu adquirir outro
Border Collie, a Mancha. Atualmente pratica Agility com
o Nick e está preparando a Mancha, também uma Border,
mas ela ainda está em ínicio de treinamento. Verinha, também
se rendeu aos encantos desta raça e está treinando uma
Border Collie chamada Funny (irmã da Mancha) e em breve
começará o treinamento da Lassie, uma pequena SRD, que vai
dar o que falar. Acredito que
venho tendo uma evolução, mesmo que lentamente. Sei
que atualmente ainda tenho muitos problemas de condução
que pretendo corrigir. Acredito muito nos meus cães, na
minha persistência e na humildade para ouvir sempre a todos
que me aconselham e me apóiam, pois quem acha que tudo sabe
não pode aprender mais nada. Espero ainda este ano
melhorar muito minha performance em pista. Meus objetivos
no agility são os mais altos possiveis. Quero trabalhar
muito para me tornar realmente competitivo e um dia representar
o Brasil no mundial. Imagino que sensação maravilhosa deve
ser representar seu país. Mas acima de tudo, quero o bem
estar dos meus cães. Enquanto eles fizerem agility com alegria,
o que acredito que será sempre, vou procurar sempre desafios
para alcançar. O agility é algo maravilhoso que aconteceu
em minha vida. ele não só tornou mais intenso meu relacionamento
com meus cães, como me proporcionou conhecer pessoas maravilhosas
pelas quais tenho grande amizade e consideração. Passo grande
parte do meu dia falando, lendo, praticando e respirando
Agility. Acho que a melhor explicação é que tenho um grande
caso de amor com todos meus cães e com o agility!!!
- conclui Marcelo.


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