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Participar
de um campeonato mundial parece ser o sonho de todo agiliteiro
e com a Olívia não é diferente. Mas seu envolvimento com
o esporte vai muito além do orgulho de um dia poder representar
o país. “Um
dos meus objetivos é ajudar o agility a crescer, divulgando
para aquelas pessoas que têm cães, incentivando-as a se
iniciarem no esporte, mostrando que qualquer pessoa pode
fazer”,
conta. Vontade de fazer diferença é uma das características
de Olívia. Seu contato com o esporte começou em março de
1999, quando sua mãe, Teresa, começou a praticar o esporte
com a beagle Glória. “A
Glória chegou em casa como meu presente de aniversário,
mas virou propriedade de minha mãe por usucapião, pois eu
morava em Campinas por conta da faculdade e vinha para São
Paulo só aos finais de semana, quando acompanhava os treinos
das duas, da arquibancada”, lembra.
Mesmo
acompanhando o agility só de fim de semana, Olívia se sentiu
contagiada pelo novo esporte. “Começou
a crescer em mim uma vontade incontrolável de treinar um
cão também. A arquibancada parecia insuportável, eu queria
mesmo era entrar na pista”,
lembra.
Foi,
então, que mãe e filha resolveram adotar um outro cão: ao
mesmo tempo em que ele faria companhia a Glória, seria o
companheiro de pistas de Olívia durante os fins de semana.
Assim, elas foram ao Centro de Controle de Zoonoses de São
Paulo, onde encontraram Laura, uma SRD que seria sacrificada
no dia seguinte.
Segundo
Olívia foi Laura que as escolheu de dentro das baias do
CCZ. “Por
termos abandonado todos os nossos critérios iniciais para
adquirir o novo cão – queríamos que fosse filhote, de pequeno
porte para que fosse inicialmente menor que a Glória - tivemos
tantos problemas”,
conta Olívia.
Um
deles foi que a dominante Laura chegou na casa de Glória
já adulta e até hoje elas brigam. “Além
disso, por ser ansiosa e medrosa, Laura não conseguia se
acalmar o suficiente para que curtisse fazer agility, se
preocupando com o percurso e não com sua condutora”,
lembra Olívia. Para ela, Laura sempre
foi uma promessa por sua velocidade e tipo físico, mas o
nervosismo fazia com que a dupla não conseguisse bons resultados.
“O mais frustrante é ela treinar bem – já que está em ambiente
conhecido e tranqüilo - e ter um comportamento alucinado
durante as provas”,
lamenta Olívia. No entanto, nos momentos de calma, Olívia
pôde aprender muito com Laura.
Empolgada
com o agility, em 2000 Olívia adquiriu um novo cão, novamente
com vistas para o agility. É o border collie Edgard, com
quem promete ter performance melhor e mais consistente do
que com Laura. “O
Ed foi adquirido para praticar agility, embora na época
não tivesse nenhum conhecimento sobre a escolha do
filhote, o início correto do treinamento, etc”,
lamenta. “Ainda
bem que deu tempo de consertar os erros iniciais. No entanto,
não deixa de ser um desejo adquirir um outro border para
ser bem treinado desde o início, embora, no momento, seja
um plano bem distante”,
conta.
Mas
os resultados que Olívia vem obtendo com o treinamento de
Edgard já são animadores. “Posso
sentir pelos treinos que ele é bem menos instável e me permite
planejar melhor a condução, fazer um reconhecimento de percurso
mais efetivo e no futuro, espero, obter melhores resultados”,
analisa. Com Edgard, Olívia tem a possibilidade de aplicar
o que aprendeu treinando sua SRD e assistindo a provas de
condutores mais experientes, o que não era possível na condução
de Laura, com seu comportamento imprevisível.
A
condutora vê no trabalho sério que vem realizando diversas
possibilidades. Assim como ter um cão competitivo – “regular,
rápido, conduzido à distância” – e se aprimorar como condutora,
ela tem outra meta: mostrar que as mulheres podem fazer
uma pista tão bem quanto os homens aqui no Brasil.
“Por
enquanto é mais um desejo, uma aspiração, embora não encare
isso como algo impossível. Para mim, tudo o que se consegue
ou não dentro do agility é resultado direto de seu trabalho”,
diz.

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