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O
objetivo primeiro era treinar a pastora de Shetland para
exposições de beleza. “Foi para isso que procurei a ABRAFA
em maio de 2000”, diz a comerciante Sinara Salustiano.
Mas como ela mesma percebeu, o agility era muito mais divertido,
tanto para donos como para cães.
Logo
após as primeiras aulas de obediência, a dupla começou a
treinar os obstáculos. O progresso da cadela não passou
despercebido. “Com poucas aulas a Lory já fazia todos
os obstáculos e com apenas dois meses de treinos, aos sete
meses de idade, participamos da primeira prova”, lembra
orgulhosa. Nos primeiros matches que participaram, dois
primeiros lugares. A primeira prova oficial foi em abril
de 2001 e apenas três meses depois, as duas carimbaram o
passaporte para o grau II.
O
envolvimento de Sinara com o agility não é de espantar.
“Assisti à primeira competição e já me emocionei, o que
despertou o desejo de estar em pista”, confessa a comerciante.
Para atingir seus objetivos no esporte, Sinara sabe que
vai ter que suar a camisa. Uma de suas metas é competir
em um Campeonato Mundial. “Falta experiência para nós.
Além disso, ainda não consegui imprimir a velocidade desejada
em minha cadela”, admite. Talvez o sonho se concretize
com outro cão que não Lory. “Pretendo ainda ter um border
collie e muitos outros shelties”, conta. Enquanto isso,
treinos e mais treinos na EPOCA.
A
paixão de Sinara pelo agility contagiou até mesmo seu marido,
que de espectador se transformou em competidor. “Vamos
continuar competindo e divulgando nosso esporte favorito.
É muito mais do que lazer, é uma higiene mental. É poder
curtir um pouco mais o prazer de estar com minhas cachorras”,
descreve Sinara.
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