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Nutricionista,
treinando atualmente na EPOCA, começou a praticar agility
em 1999. Possue três cães: Glória (Beagle), Laura (SRD)
e Cléo (Terrier Brasileiro), com 4 anos e 6 meses, 3 anos
e 2 meses e 40 dias, respectivamente.

Como
nos conta, conheceu o agility através de uma reportagem
da Vejinha, em novembro de 1998. Achou ótima uma fotografia
da Luma (da Rosa), saltando um pneu. Apesar de imaginar
como seria linda a Glória fazendo aquilo, imediatamente
pensou que ela jamais seria capaz. Durante alguns meses
esqueceu o assunto, até o dia em que levou a Glória ao veterinário
e ele diagnosticou que ela, além de ter uns quilinhos a
mais, estava com uma infestação de fungos.
Além
do tratamento com medicamentos, ela precisaria tomar muito
sol. “Nessa altura ela já havia destruído dois sofás,
um conjunto de cadeiras e inúmeros sapatos, pois ficava
sozinha dentro de casa o dia inteiro” - conta Teresa.
Resolveu
então procurar a revista, que já estava soterrada por outros
guardados e, dentre as escolas citadas na reportagem (eram
cerca de três), entrou em contato com aquela que era mais
próxima da sua casa.
“Apesar da proposta da escola ser a de treinar a Glória
em obediência e a seguir em Agility, a minha expectativa
era somente fazer com que ela fizesse um pouco de exercício
e tomasse sol. O treino de obediência foi muito demorado,
pois após três meses ela ainda era meio relutante em obedecer
aos comandos e, assim, resolvi que seria interessante deixar
aquela atividade um tanto maçante de lado e iniciá-la no
agility. No início o treinamento era bastante rigoroso e,
apesar de aprender rápido, ela ficava muito mau humorada
com o uso do enforcador e por ficar presa na guia. Assim,
ela sabia aproveitar muito bem todas as oportunidades e
fugir. Saia correndo pela pista ou de dava umas paradinhas
no meio do percurso, para dar umas farejadas. E, numa manifestação
de desagrado máximo, ela passou a andar pela pista, enquanto
que nas escapadas continuava a correr feito louca !”
– relata Teresa.
Nessa
ocasião a Glória já havia participado de algumas competições,
mas sempre com um desempenho medíocre.
“Esse foi um momento muito importante para nós, pois
ao mesmo tempo em que eu revia os motivos pelos quais tinha
iniciado no Agility - exercício e diversão para a Glória
- me sentia muito frustrada por não conseguir bons resultados
nas provas. Isso levou-me a substituir o antigo método por
outro mais livre, com ênfase no uso de reforços positivos
e concedendo maior liberdade ao cão. A mudança no desempenho
foi muito rápida e fiquei muito surpresa quando, logo na
primeira prova da qual participamos, após adotar o novo
método, em abril de 2001 a Glória conseguiu obter
um “excelente”. Quatro meses depois, apesar dela ainda apresentar
um desempenho irregular, com resultados que mesclavam desclassificações
e "excelentes" com a mesma freqüência, conseguimos
chegar ao Grau II, o que me deixou muito orgulhosa, pois
apesar de estar ciente de que temos ainda muito o que melhorar,
hoje eu me sinto recompensada por todo o tempo e esforço
que dediquei. E além disso, é muito bom ver a minha cadela
tão feliz e saudável. Hoje, apesar dela estar aprendendo
que a pista é para ser levada a sério, ela sabe que os treinos
são um momento de receber atenção e agrados, e não broncas”
- continua Teresa.
Atualmente,
além de continuar a praticar agility com a Glória, Teresa
está tentando corrigir os desvios de comportamento da Laura,
uma SRD abandonada pelos donos, que resgatou do CCZ – Centro
de Controle de Zoonoses. “Apesar da Laura apresentar
um bom desempenho nos treinos, com grande agilidade e velocidade,
ela ainda é muito desconfiada e assustada, sentindo-se muito
estressada nas situações de competição, o que a impede completar
os percursos corretamente” - pondera.
Depois
que conseguiu melhorar a disposição da Glória para os treinos,
o seu próximo objetivo foi o de melhorar suas técnicas de
condução e, hoje, as duas formam uma dupla em evolução:
já corrigiram muitos erros, aprenderam coisas novas, mas
sabem que ainda têm muito que evoluir.
Perguntamos
a ela, quais os seus objetivos dentro do agility?
“Eu
divido meus objetivos em metas. A primeira, que era chegar
com a Glória no Grau II, o que consegui recentemente. A
segunda é fazer a Glória perder um pouco mais de peso e
aumentar sua velocidade, ao mesmo tempo em que melhoro minhas
técnicas de condução, para conseguirmos chegar ao Grau III,
além de nos mantermos nas primeiras colocações do ranking.
Paralelamente, a minha terceira meta é voltar a competir
com a Laura e chegar com ela também no Grau II”.

Para
ampliar seu plantel de cães agiliteiros, acabou de adquirir
a Cléo (glória, do grego), uma terrier brasileira,
com a qual já começou uma educação básica para iniciá-la,
logo que possível, no agility. “Para uma pessoa que
foi durante toda sua vida totalmente avessa aos esportes
e desenvolveu atividades físicas só na infância, o agility
me fez descobrir e aprender coisas inéditas até então: o
prazer da atividade física em si; a lidar de uma forma sadia
com o espírito de competição, com vencedores e derrotados;
encarar os desafios com persistência, não desanimando frente
aos fracassos e, pelo contrário, aprender com eles; ser
humilde nas vitórias, reconhecendo que elas representam
somente mais uma etapa transposta”.

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