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Graças a seu desempenho
no Campeonato Brasileiro de Agility de 2000/2001, a dupla
Tony e Buck conquistou uma vaga na equipe que disputou o
Campeonato Mundial de Agility de 2001, em Portugal. Nada
mal para quem, a pouco menos de um ano, era conhecido como
Casal 20. "Eram sempre vinte pontos de falta de percurso",
explica. Médico por formação, o agiliteiro
Tony pratica o esporte há dois anos e meio. "Quando
o Buck chegou em casa, comprei uma revista Cães &
Cia que tinha uma reportagem sobre agility. Como eu já
queria educá-lo, vi no agility a possibilidade de
ficar com meu cão e ainda adestrá-lo. Comecei
treinando obediência e depois fomos aprendendo cada
um dos obstáculos. Até que um dia vi uma prova
oficial e pensei: ainda vou ganhar uma prova dessa",
lembra.
Apesar dos treinos, os resultados
não eram muito animadores para o condutor. "Além
dos vinte pontos habituais, só conseguia conduzir
o Buck pela esquerda. Então comecei a procurar livros,
sites na internet e tentar aplicar coisas novas ao meu treinamento.
"Foi aí que realmente comecei a fazer agility.
Em dois meses começamos a zerar percursos e hoje,
eu e Buck já tivemos oportunidade de representar
o Brasil em um Mundial", empolga-se.
Na bagagem para o Mundial,
foram alguns calmantes. "Quando estou calmo, minha
performance em pista é razoável, acho que
é bem calculada, consciente e confiante. Mas se eu
estiver nervoso ou inseguro, chego a "atropelar"
o Buck", justifica. Fã da raça cocker
americano, além de Buck, Tony possui uma fêmea,
Lia, de um ano de idade, que está sendo preparada
para o Mundial de 2003, na França. Por causa do agility,
já foi escolhido também o próximo cão
a entrar na casa dos Piha: um border collie.

Respirar agility é
uma benção para o médico. "O agility
é uma terapia, onde esqueço meus problemas.
É também a coisa mais intensa que vivo hoje.
Quando treino tento me concentrar tanto quanto numa cirurgia",
compara.

Tony e Buck relaxam em
uma apresentação, após a boa participação
no Mundial.
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