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Vitor C. Alcântara Brecht

Evolução com diversão

 

 

O progresso é surpreendente se pensarmos que antes de 2001 Vítor só conhecia o agility de um programa de TV a cabo. Um dos primeiros alunos da Escolinha do Parque do Ibirapuera, ele começou a freqüentar as aulas em fevereiro de 2001 e pouco mais de meio ano depois, ele e sua cadela Lua, uma border collie de 17 meses, já estão no grau II.

"Nossa evolução está sendo muito rápida", espanta-se. E olha que o convite para conhecer a escolinha aconteceu por acaso.

"Em dezembro do ano passado, em um passeio no Ibirapuera com minha mulher, meu filho Ives e a Lua, conheci o Dan, que me disse que em janeiro estaria começando uma escola de agility lá no parque e me convidou a visitá-la. Pois bem, fui em fevereiro e não parei mais", lembra. Para ele, o bom ambiente encontrado entre os praticantes do esporte foi essencial para que continuasse a treinar. "Entre os agiliteiros, sempre fui bem recebido e tratado com respeito, carinho, atenção e amizade. Tanto eu, como meus familiares e meu cão. Em especial pela Turma do Ibirapuera: Hélio, Paulo, Dante, seu Antônio e seu Cristovão", elogia. Atualmente, se nos dias de treino tiver tempo livre, Vitor bate cartão no Ibira. "Minha freqüência anda meio irregular, pois sou músico e na minha profissão não tenho horário fixo", diz.

Coisa de amigo

Apesar de empolgado com o agility, Vitor não pretende aumentar a família. "Moramos em apartamento e ficaria difícil ter outro cão. Além disso, eu e Lua ainda temos muito que treinar e aprender. Agora que estamos no grau II é que estou realmente entendendo um pouco mais e descobrindo o quanto é difícil melhorar o nosso desempenho nesta fase", observa.

Na verdade, mais o desempenho dele que o de Lua, admite. "Minha performance em pista é irregular, pois tenho muitas dúvidas e inseguranças quanto a condução, mas ainda bem que tenho um cão muito inteligente, obediente e que gosta muito de mim. Ela tem muita paciência comigo!", diverte-se.

Momento de relax

A história de Vítor e Lua guarda em si o princípio básico do agility: diversão e ligação com o cão. "Pratico agility para me divertir com o meu cão. É agradável conseguir bons resultados, mas para isso preciso de mais experiência e a Lua precisa aumentar sua velocidade. O importante é não perder o espírito de brincadeira", pondera.


Para Vítor, o agility é o botão de "desliga" do stress. "É meu momento de me desligar de minha profissão, que me consome muita concentração e estudo. Não quero ter mais obrigações, quero evoluir me divertindo, como faço na música," diz.


Ives ensina ao pai, como conduzir a Lua.

 

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