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Cerca de 70%
das faculdades de medicina abandonaram o uso de animais vivos como ferramentas
de ensino, optando por alternativas como simuladores de computador e vídeo,
dizem os especialistas.
Cães em particular foram uma ferramenta popular para estudantes
de medicina dos primeiro e segundo anos. Mas cães vivos, procos,
ratos, coelhos hoje são usados em apenas 18% dos cursos de fisiologia,
5% dos de farmacologia e 18% dos de cirurgia.
O uso vem caindo desde 1985, de 63%, 50% e 38% respectivamente, diz Lawrence
A. Hansen, professor de neurociência e patologia da University of
California - San Diego.
Hansen e seus colega Gerry Boss, professor de medicine, acompanharam as
pesquisas realizadas em 1985 e 1994 em faculdades de medicina para determinar
o quanto as tendências continuavam decrescendo. Eles pesquisaram
125 faculdades de medicina nos Estados Unidos e publicaram os resultados
na edição de novembro do jornal Academic Medicine.
Principais objetivos do uso de animais vivos em faculdades de medicina:
Farmacologia: Instrutiores usam cães vivos e anestesiados
para demonstrar os efeitos de várias drogras em sistemas orgânicos.
Fisiologia: Estudantes abrem cães anestesiados para verem
os órgãos de mamíferos vivos.
Cirurgia: Estudantes treinam corte e costura para treinar.
Os animais são mortos ao fim de todos os procedimentos.
Faculdades de medicina citam custos de manutenção de laboratórios
de animais vivos e o aumento de preocupações éticas
sobre matar animais para propósitos estritamente acadêmicos
como motivos pelo declínio no uso. Muita da pressão vem
de estudantes que fazem objeções quanto a sacrificar animais
quando há alternativas disponíveis, diz Hansen.
Outros estudos documentaram que estudantes que optaram por alternativas
se saem tão bem nas provas quanto os que praticam em seres vivos.
Hansem diz que apesar dessa tendência, o assunto é contencioso
em escolas onde os cães continuam a ser usados, incluindo a University
of California, em San Diego. "Alguns estudantes estão muito
aborrecidos com isso, quando eles podem optar, eles ouviram dos instrutores
que "é bom pois não queremos uma penca de menininas
chorando"", diz Hansen.
A maioria das escolas que mantêm laboratórios de cães
permitem aos estudantes que optem, mas intimidação de professores
e outros estudantes que praticam em animais vivos não é
incomum, embora os que optam por participar dos laboratórios usando
animais vivos também sofrem pressão e podem se sentir cruéis
por isso. "Alguns estudantes reclamaram que eles se sentiam iintimidados
por estudantes lhes dizem para não fazer isso", diz Lawrence
Brunton, professor de farmacologia e medicina na UCSD, responsável
pelo laboratório de cães para os estudantes.
Ele diz que não viu diferenças de notas entre estudantes
que usam o laboratório e os que não usa, mas conta que no
ano passado, dos 80% dos estudantes eleitos para participar de operações,
as melhores notas eram dos que tiveram experiências vivas. A lei
federal Animal Welfare Act, que regula os laboratórios animais,
requer que os laboratórios "reduzam, substituam e refinam"
o uso de animais quando possível, diz Hansen. Para Brunton, a faculdade
reduziu significantemente o númerod de animais usados pela faculdade
de medicina.
Link:
http://www.usatoday.com/news/science/2002-11-20-lab-animals_x.htm
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