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Entre
7 e 8 anos, os cães e gatos ficam mais vulneráveis
aos problemas de artrites e artroses na coluna e em outras
articulações, gerando incapacidades de graus
variados. Artrite é a inflamação de
uma articulação, cuja crise tende a desaparecer
com o uso de medicação. Já a artrose
é uma articulação afetada cronicamente,
uma artrite que permanece e sempre piora. Trata-se de uma
doença progressiva. A medicação melhora
os sintomas, desinflamando e tirando a dor mas não
cura.
As artrites e artroses podem
aparecer em qualquer articulação: nas coxofemurais
(entre as coxas e a bacia), nos cotovelos e joelhos e até
nos pulsos. As mais sérias, porém, são
as artrites da coluna. Por causa da posição
horizontal do animal, as artroses se manifestam pela formação
de bicos-de-papagaio nas bordas das articulações
entre as vértebras, provocando dor intensa. Algumas
raças são mais predispostas, como o basset,
o famoso salsichinha, que tem o corpo comprido e as pernas
curtas. O tratamento é feito à base de anti-inflamatórios.
Eles devem ser ministrados somente pelo veterinário,
pois costumam agredir o organismo do animal. Hoje em dia
já existem medicamentos que tentam promover a recuperação
da cartilagem das articulações. Mas não
funcionam bem nos problemas de coluna.
Na coluna, o grau máximo
das artroses chamadas de espondilite é
quando ocorre a fusão das vértebras pela ossificação
das articulações, causando rigidez na coluna.
O problema é mais freqüente e grave nos gatos,
que têm uma atividade atlética maior que a
dos cães. Os remédios quase não surtem
efeito nos casos de espondilite e muitas vezes o animal
tem de ser sacrificado, porque não tem condições
de se movimentar e o sofrimento é intolerável.
Não existe um meio
eficaz de se previnir a artrose nos animais. Alguns cuidados,
porém, contribuem para que o problema não
venha se manifestar em seu grau extremo. Deve-se cuidar
para que o pet não engorde demais. O peso excessivo
acentua a carga sobre as articulações. Também
é preciso respeitar o ritmo de cada animal, não
forçando-o a fazer exercícios além
de sua capacidade.
O dono deve ficar atento
à locomoção do animal. A qualquer sinal
de dificuldade, o pet deve ser levado ao veterinário,
para fazer um exame minucioso. Quanto mais cedo a artrose
for diagnosticada, mais lenta será a sua evolução
e menor será o sofrimento do bicho.
Pernas compridas funcionam
como um amortecedor natural ao impacto provocado na coluna
pelo andar do animal. Nos cães de pernas muito curtas
em relação ao comprimento do corpo, esse impacto
é bem maior. Por isso, algumas raças são
mais suscetíveis do que outras à artrose.
São elas: basset hound, teckel (dauchshund), beagle,
cocker, pequinês, lhasa apso, shi tzu e yorkshire.
Os pesadões como o mastim napolitano, e até
o pastor alemão também costumam sofrer com
problemas na coluna.
Se o cão ou o gato
andam devagar, têm dificuldade para se levantar, se
deitam com muito cuidado, como que ajeitando
a dor, ou mancam, eles podem estar sofrendo uma crise de
artrite.
Casos de compressão
dos nervos emergentes da coluna podem levar à paralisia
nas patas traseiras, fazendo com que o animal quase não
consiga se levantar.
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Osvaldo Pasqualin é médico veterinário
e atende em São Paulo na Av. Conselheiro Rodrigues
Alves, 635, tel.: (0xx11) 571-2072
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