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DOPING NO AGILITY

Muitas perguntas e poucas resposta

Em todos os tipos de esporte o doping é uma prática estritamente proibida. Faz com que a prática do esporte seja injusta por favorecer um esportista em detrimento dos demais. É banido de esportes humanos como atletismo, ciclismo, levantamento de peso, natação, etc, e também em esportes que envolvem animais, como corridas de cavalos. Apesar disso, acontece? Com certeza! Sempre haverá pessoas que tentarão tirar proveito de situações em benefício próprio. Peter van Dongen, o veterinário do agility, faz as perguntas que todos nós não ousamos – Acontece? O que é exatamente? Quem usa? Deveria ser proibido? Será testado no futuro?

Por Peter Van Dongen

Mas o que é doping, exatamente? Que tipo de drogas estão envolvidas? Acontece no agility britânico hoje em dia? Há muitos fatores pelos quais é possível aumentar ou influenciar a performance de nossos cães. É inevitável que as pessoas usem (ou abusem?) desse tipo de conhecimento para melhorar o resultado de seus cães. Abaixo enumero várias formas nas quais podemos mudar a performance ou comportamento dos cães, às vezes com minha opinião pessoal sobre se deveria ser usado ou não.

 

  1. Estimulantes

Há vários grupos de drogas ou remédios que podem alterar a performance de um cão. Os estimulantes incluem anfetaminas, cafeína e outras drogas que as pessoas usam como “diversão”. O uso delas pode fazer com que um cão mais calmo fique mais ativo, dá uma “chacoalhada” em cães mais preguiçosos e os deixa mais ávidos por trabalho, mas também pode fazer com que fiquem cansados mais cedo e alguns podem ficar deprimidos mais tarde. Logo, não são recomendáveis!

  1. Sedativos

”Por que sedativos?”, pergunta você.  Bom, há muitos cães hiperativos por aí, cães com muito drive, etc. Eles podem se beneficiar de algo que os acalme um pouco ou faça com que eles respondam um pouco melhor aos comandos. No entanto, podem fazer com que um cão fique mais instável, dificulta o julgamento de distâncias e timing, baixa a pressão sangüínea e diminui os batimentos cardíacos. O efeito de algumas dessas drogas é variável, em certos cães as drogas podem ter um efeito bem diferente que em outros. Algumas drogas desse grupo podem causar alterações no fígado, especialmente a longo prazo. Esse grupo contém drogas como a acepromazine (ACP*), diazepam (Valium*), midazolam (Hypnovel*), phenobarbitone (Epiphen*). Novamente, não recomendável.

  1. Anabolizantes

É provavelmente o grupo de drogas mais utilizado pelos esportistas humanos onde força muscular é importante.Não vejo motivos para usar anabolizantes no agility uma vez que na minha opinião massa muscular não é tão importante assim. Clinicamente são usados às vezes após acidentes e em casos de desgaste muscular, por exemplo, devido a doenças neurológicas. Obviamente, esse tipo de paciente não deveria estar competindo antes de mais nada! Algumas drogas desse grupo são nandrolone (Nandrolin*) e ethylestrenol (Nandoral*).

  1. Analgésicos

Provavelmente são as drogas mais usadas nos esportes caninos e podem ser divididas em diversos grupos.

- NSAIDs (No-steroid anti inflammatory drugs): O maior grupo é este, de drogas não esteroidais e anti inflamatórios, incluindo remédios conhecidos como carprofen (Zenecarp*/Rimadyl*), meloxicam (Metacam*), ketoprofen (Ketofen*), flunixin meglumine (Finadyne*), paracetamol, ibuprofen (Nurofen*), phenylbutazone (‘bute’, Companazone*, Phenycare*) e ácido acetil salicílico (Aspirina*). São utilizadas freqüentemente no tratamento de lesões leves de tecido, lesões ortopédicas, artrites e outros motivos de dor – a maioria deles crônicas.

- Analgésicos à base de ópio: Como morfina, methadone, pethidine, buprenorfine (Vetergesic*), butorphanol(Torbugesic*) e outros. Esses analgésicos são normalmente usados por períodos curtos, especialmente durante e após cirurgias ou em casos em que remédios do grupo NSAIDs não resolvem.

- Corticoesteróides: Algumas pessoas ainda os usam para aliviar a dor. Não apresentam nenhuma vantagem sobre os analgésicos não-esteroidais e causam efeitos colaterais mais sérios. Esse grupo inclui prednisolon (Prednicare*), methylprednisolon (Medrone*) e preparações combinadas como prednoleucotropin (PLT*).

Um desses remédios pode ser prescrito pelo veterinário para cães que se machucam. No entanto, muitos veterinários não estão a par do fato desses cães praticarem agility! E mais, muitos veterinários não entendem o agility e suas implicações para o cão. Ninguém sabe de fato por quanto tempo o cão deve ficar de repouso após uma lesão para que possa continuar praticando o agility de forma segura após o acidente. Isso tem de ser decidido separadamente em cada caso, por seu dono com ajuda do veterinário.

A maioria de cães que usam analgésicos são os que têm problemas crônicos como artrite, normalmente devido a fatores como displasia coxo-femural, displasia de cotovelo, problemas anteriores de articulação, doença lombo-sacral, problemas de desenvolvimento ortopédico, etc. Esses cães, pode se argumentar, não deveriam estar praticando agility em primeiro lugar. Claro que há o argumento de que os cães, mesmo com problemas ortopédicos leves, devem ser sempre mantidos esbeltos e em forma e o exercício seria uma opção, mas estamos falando de cães que participam de competições, com todos o stress e esforços nas articulações e ossos inevitavelmente envolvidos. Eu acho que é um assunto muito rico que necessita de mais discussão.

  1. Outros grupos de tratamentos

Hoje em dia muitas pessoas usam suplementos alimentares como os agentes condroprotetivos (por exemplo, combinações de sulfato de condroitina e glucosamine), óleo de evening primrose, extrato green-lipped de mexilhão e alguns outros. Esses não são drogas e não se incluem na mesma categoria que as demais. Acho que o uso desses tratamentos deve ser totalmente permitido.

O segundo grupo é a medicina homeopática. Como não há efeitos negativos nesse tipo de tratamento e não considero remédios de verdade, eu acho que não há problemas em seu uso.

O próximo grupo é a medicina herbal. Novamente parece ser totalmente sem riscos, mas cuidado, natural não significa seguro!

Além disso, há cães que receberam prescrição para tratamento para certas condições clínicas, nas quais o cão sofreria, deterioraria ou mesmo morreria se o tratamento fosse interrompido. Essas condições incluem hipotiroidismo, diabetes mellitus, epilepsia, Mal de Addison, Mal de Cushing entre outras. Em alguns casos, as drogas usadas no tratamento dessas doenças podem influenciar a condição, estado físico ou comportamento dos cães que as usam e devem ser avaliados individualmente para ver se a participação em competições de agility é aconsalhável, aceitável ou proibitiva.

Finalmente, hoje em dia há alguns remédios no mercado que auxiliam em casos de mudança de comportamento, por exemplo, em casos de ansiedade de separação e alguns tipos de nervosismo ou agressividade. Entre eles, clomipramine (Clomicalm*) e selegiline hydrochloride (Selgian*). O uso desses medicamentos pode fazer com que um cão seja controlado com mais facilidade.

Doping na Grã Bretanha hoje

Eu sei que é fato que há muitos cães que competem na Grã Bretanha atualmente que são medicados com alguns dos remédios mencionados acima. No fim do dia, fica a critério do condutor ver como está tratando seu cão mas em alguns casos competições de agility serão prejudiciais à saúde e bem-estar do cão. Isso, certamente, deve ser seriamente desencorajado.

  • No entanto, quem deveria fiscalizar isso?

  • Devemos ter controle anti-doping?

  • Como faremos isso?

  • Teste de sangue aleatórios?

  • Testar apenas os vencedores?

  • Teste de urina?

  • Quem vai pagar por isso?

  • Como vamos punir quem for pego?

  • Queremos isso de verdade?

Há muitas perguntas a serem respondidas se formos levar esse assunto adiante. Seria bom discutir esse assunto com a comunidade agiliteira.

Análise de Casos

Após escrever o artigo origonal, Peter contatou seus conhecidos, perguntando por casos em que as pessoas optaram por praticar agility com cães que tomam remédios e o motivo. Abaixo há alguns casos específicos do uso de remédios em cães de agility juntamente com sua opinião pessoal em cada caso. Todos os citados viram o artigo e concordaram em ter seus depoimentos publicados.

CASO 1 :

O primeiro é de Amanda Pigg, que faz agility com seu Border Collie Mika. Mika tem epilepsia e toma Epiphen*. Seu veterinário a encorajou a continuar a competir no agility, uma vez que o cão está sendo “controlado”, o que significa que recebe a dosagem correta do medicamento. Isso pode ser checado por exames de sangue regulares. Amanda não percebeu mudanças no comportamento ou na conduta de Mika. Ela é contra dar esse tipo de medicamento para um cão a não ser por razões clínicas, como a epilepsia.

Minha opinião: Concordo totalmente! Não vejo problemas em cães terem uma vida totalmente normal, inclusive praticando agility, desde que sob supervisão regular de um veterinário. O Epiphen certamente não tem sempre o mesmo efeito em todos os cães. Alguns deles ficam um pouco mais moles, mas normalmente o efeito é temporário, enquanto que outros ficam mais ativos. Eu sou muito contra o uso desse tipo de droga por outros motivos que não o tratamento de epilepsia, mas eu acho que ninguém seria estúpido o suficiente para fazer uma coisa dessas.

CASO 2:

Jayne Fuller tem um WSD (working sheep dog, normalmente um border collie sem pedigree), Megan, que tem Mal de Addison, uma doença causada pelo funcionamento incorreto da glândula adrenal. É uma doença rara e em alguns casos, debilitante, que requer tratamento para o resto da vida. Megan toma Florinef*. Ela desacelerou um pouco desde que desenvolveu a doença e sua pelagem ficou um pouco diferente, mas está bem em outros aspectos. O Florinef certamente não alterou a performance de Megan, apenas a mantém viva!

Minha opinião: Tenho de admitir que é um caso difícil. O Mal de Addison é, ou pelo menos pode ser, bem sério. Alguns cães sofrem colapsos em momentos inesperados, mesmo que a doença pareça esta sob controle. Eles são normalmente menos aptos que outros cães para lidar com stress e exercícios muito pesados. Acho que esses cães não são aptos para as competições mas cada caso deve ser levado em consideração individualmente, com o dono e o veterinário conversando a respeito de todas as eventualidades possíveis. Acho que esses cães podem certamente ter uma vida normal e se divertirem, mas agility em nível de competição é questionável em minha opinião.

CASO 3:

Sam, a staffordshire bull terrier de Jo Whalley tem sete anos de idade e sofria de problemas recorrentes devido a dois de seus dedos. Ela freqüentemente sentia dor nesses dedos, que leva a mancar e ficar incapaz de fazer agility durante as crises, sendo que demorava algumas semanas para voltar ao normal. Quando os dedos foram radiografados, descobriu-se que o problema se dava devido a artrite em um dos dedos e um possível câncer ósseo no outro, que infelizmente foi confirmado após o dedo ter sido amputado e enviado para análise. A expectativa de vida após um caso como esse é de seis a doze meses, mas isso já faz mais de dois anos e Sam ainda está viva e competindo no agility em nível avançado. Ela está tomando Nutraceutical Cosequin apenas para o problema no dedo com artrite. O Cosequin ajuda a reparar a cartilagem e reduz os danos de cartilagem nas juntas. O Cosequin não apenas a livrou totalmente da dor como a fez mais feliz e viva no geral, embora isso possa se dar apenas devido à ausência do dedo dolorido por causa do tumor. Jo não teria continuado a praticar agility com Sam se ela tivesse de tomar analgésicos e se isso fizesse mal à cadela a longo prazo. Afinal, Sam é uma pet antes de mais nada!

Minha opinião: Concordo totalmente com as duas últimas alegações. Eu também acho que os nutracêuticos como o Cosequin podem ser usados em cães de agility ativos, uma vez que eles não mascaram nenhuma situação dolorosa mas apenas previnem-nos de acontecer em primeiro lugar e ajudam a consertar eventuais estragos.

CASO 4:

Karen Smith tem um Border Collie com displasia coxo-femural. Ela comprou o cão de um criador. Infelizmente ele tem uma pontuação de displasia de 31, enquanto que a média da raça é de 14. Isso é grave e inevitavelmente leva a artrite severa nas juntas dos quadris. Ela foi aconselhada por um top veterinário cirurgião ortopédico a mantê-lo sempre esbelto e continuar a fazer agility enquanto ele estiver feliz praticando o esporte. Ele continuou competindo até os 12 anos de idade e não tomou nenhum tipo de remédio.

Minha opinião: Eu nunca aconselharia um proprietário a fazer agility com esse cachorro! Acho que o agility impõe muito stress nas articulações, combinado com a condição pré-existente de displasia coxo-femural, pode levar a um grau acelerado da progressão da artrite. Eu acho que não é justo com o cão, em geral. Isto posto, lendo o exposto acima, você diria “bem, e qual o problema?”. Obviamente o cão não foi muito prejudicado com isso, senão ele teria de tomar remédios em alguma hora? Eu não concordo com isso em todas as ocasiões pois vejo, praticamente todos os dias, cães que parecem estar felizes e seus donos que juram que o animal não sentem dor mas após examinar o animal, percebo que eles sentem dor em alguma extensão. Esses cães vivem uma vida aceitável e ainda vão fazer agility ou outro tipo de exercício alegremente mas isso não significa que eles não sintam dor ou não tenham artrite. Pessoalmente eu não aconselharia cães com displasia coxo-femural ou artrite comprovadas a treinar agility para competições. Eu acho que há muitas outras formas de se exercitar ou se divertir com seu cão.

CASO 5:

Breda Dallimore tem um cão chamado Lester, epilético como Mika do CASO 1, que é medicado com Epiphen juntamente com Potassium Bromide. Trata-se de uma medicação usada em alguns casos de epilepsia, especialmente quando só o Epiphen não é o suficiente, ou para diminuir a dosagem do remédio. Sem as drogas Lester não teria uma boa vida, mas com elas, ele se dá bem no agility, mas certamente é um pouco mais lento do que o normal e claramente não tem nenhuma vantagem nas competições. Breda foi aconselhada pelo veterinário a continuar o agility com seu cão e ela o faz mais por diversão que pelos pódios.

Minha opinião: A mesma que a do CASO 1

CASO 6:

A tem o cão B que toma Cosequin e Metacam por causa da artrite em – pelo menos – uma de suas articulações coxo-femurais. O Cosequin está explicado acima, o Metacam é um remédio antiinflamatório não esteroidal (NSAID) ou analgésico. O veterinário aconselhou a trabalhar com o cão normalmente ou senão sua qualidade de vida ficaria pobre. A disse que o cão seria aposentado caso não conseguisse trabalhar sem sentir dor.

Minha opinião: Em geral eu acho que os cães não deveriam continuar a praticar agility competitivo se tomam remédios como o Metacam! Se o cão precisa de um remédio para eliminar a dor, então ele não é apto a praticar agility. O mesmo se aplica a cães que ficam duros ou mancam depois do treino ou da prova. Não acho que cães, independente da raça, possam ser felizes apenas quando eles estão fazendo agility. Há outras formas de exercício e diversão que se pode fazer com o cão para mantê-lo em forma e saudável, e para evitar tédio. O agility competitivo impõe muito stress nas articulações, o que potencializa artrites e encurta a vida ativa e livre de dores do cão.

CASO 7:

O cão D pertence a C e sofre de sopro no coração e por esse motivo toma Fortekor. Trata-se de um inibidor ACE, um tipo de remédio comumente usado para ajudar o coração diminuindo a carga do coração e os possíveis efeitos colaterais desse problema, como água nos pulmões. D é feliz fazendo agility embora esteja mais lento do que costumava ser e parece sofrer no calor intenso. C diz que D não aproveitaria tanto sua vida se o agility fosse tirado, mas ele aposentaria o cão assim que sintomas mais graves da doença se manifestassem.

Minha opinião: Acho que um cão com problema de coração não deveria estar fazendo agility voltado para competições! Mesmo que D pareça estar feliz fazendo agility como antes, isso certamente levará a uma lenta mas certa deterioração do problema e pode causar stress excessivo ao coração, levando a possível falha aguda no coração. Muitos cães de certas raças sofrem de sopros de coração, que parecem não apresentar sintomas óbvios da doença, mas se queremos dar mais chances para o cão de ter uma vida longa e feliz, ele não deveria estar praticando agility.

 

Por que algumas pessoas continuam a praticar o esporte com cães que tomam remédios?

‘Prefiro ter um cão feliz por pouco tempo que um cão infeliz por muito tempo’
Eu posso até simpatizar com esse motivo, pelo menos até certo ponto. No entanto, como você pode afirmar com certeza que o cão está feliz? Eu sei que muitas pessoas acham que seus cães não poderiam viver sem o agility. Não acho que isso seja verdade. Um amigo meu tem um Border Collie que é absolutamente louco por agility. Ele desenvolveu um problema na traseira que o colocou de molho por um bom tempo. O dono decidiu parar com o agility, para tentar mantê-lo mais saudável e feliz por mais tempo. Foi difícil no começo, mas hoje o cão tem uma vida perfeitamente normal, provavelmente muito melhor que a maioria dos cães de estimação, com longas caminhadas e sessões curtas de brincadeiras. OK, ele não faz mais agility mas continua sendo um cão muito feliz!

‘Meu cão não sente dor se ele toma remédio, então está tudo bem’
No entanto, como você sabe que o agility, em longo prazo, não vai trazer prejuízos? Eu acho que agility é esforço demais para a maioria desses cães. É justo causar mais danos que o necessário e ter de lidar com isso quando acontecer, no futuro, ao invés de minimizar o dano de imediato?

 

‘Mas alguns atletas praticam esportes com injeções analgésicas ou quando eles têm outros problemas de saúde’
Sim, sem dúvidas! Mas novamente, eles tomam as decisões por si mesmos. Eles fazem uma decisão consciente antes de se envolverem, sabendo de todas as possíveis conseqüências. Somos capazes de raciocinar e tomar decisões de acordo. Os cães não. Eles são dependentes das decisões tomadas por seus donos e nós devemos isso a eles, tomar a melhor decisão para eles e não para nós.

 

Finalmente…

As opiniões nos casos acima, apresentados dentro do mundo agiliteiro, são puramente pessoais. Elas são baseadas em combinações do conhecimento em ciência veterinária com entendimento a respeito do esporte agility. Claro que você não é obrigado a concordar com elas. No final, todos são diferentes e têm o direito de ter opiniões próprias. Todo dono de cão tem responsabilidade perante seu animal no sentido de cuidar dele da melhor forma possível e isso pode envolver remédios ou não. Nós precisamos levar em conta que cada em caso, o que quer que façamos, deve ser tendo em vista o melhor para a saúde, bem estar e felicidade do cão. Temos que pesar pros e contras em cada caso, de preferência juntamente com o veterinário. Afinal, é esse profissional quem poderá dar pelo menos conselhos a respeito da provável evolução que seu cão poderá apresentar. Mas cuidado, pois nem todos os veterinários vão entender de forma completa os aspectos de competir no agility.

 

Sobre o autor

Peter van Dongen é medico veterinário formado pela Utrecht Veterinary School, na Holanda, em março de 1990. Ele trabalhou com animais de diversos portes em Louth, Lincolnshire, Grã Bretanha, por três anos, antes de se mudar para Borough Green, Kent, também na Grã Bretanha. Nessa época, ele se limitou à clínica de pequenos animais. Desde dezembro de 1996 ele atende em Allington, nr. Maidstone, Kent (Grã Bretanha).

Em maio de 1995 Peter se iniciou no agility (após anos apenas pensando na possibilidade) com sua cadela mestiça de Jack Russell, Basil, então com cinco anos de idade. Desde então eles se qualificaram para muitas finais, inclusive Crufts e Olympia. Basil, o primeiro e único cão de agility de Peter, pertence à categoria avançada, a maior da Grã Bretanha e firme e forte aos 12 anos de idade. Basil venceu a competição de Crufts 2001 na categoria Mini.

Peter foi aprovado no exame de instrutores do British Agility Club em outubro de 1999 e desde então fez o workshop de juízes no mesmo clube. Desde 1998 Peter escreveu muitos artigos veterinários para Agility Voice, Agility Eye, site Agilitynet, revista da Clean Run e várias outras publicações. Em 2001, publicou seu próprio livro de cuidados veterinários, Vets & Pets. Peter e sua esposa Carry vivem em Borough Green com seus dois cães e dois gatos.

 

Tradução: Adriana Mori

Agradecimentos: Ellen Rocco e Peter Van Dongen

Matéria originalmente publicada no site www.agilitynet.com, com tradução e publicação devidamente autorizadas

http://www.agilitynet.com/magazine/health/dopinginagility_petervandongen.shtml.

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