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Muitos
motivos podem provocar o aumento do peso de seu cão, mas
a conclusão é uma só: excesso de peso compromete a qualidade
de vida e deve ser encarado como um problema
Atenção
para alimentação, exercícios e equilíbrio hormonal: em um
desses três fatores pode estar a motivo do excesso de peso
do seu pet. Se encontrar as costelas do seu cão se tornou
uma missão impossível, você não tem mais um cachorro robusto:
ele está gordo. "Gordo? Imagine... Ele não come muito,
se exercita, isso é coisa da raça". Não se iluda com
esse tipo de desculpa. Por mais que ele aparente estar saudável,
há uma série de problemas ligados à obesidade.
Gordo
ou robusto?
O animal
é considerado gordo quando está 10% acima de seu peso ideal.
Já o obeso aponta excesso de 20% em relação a seu peso ideal.
Isso é muito ruim, pois a obesidade atrapalha a vida do
cão: a movimentação fica dificultada e a fisiologia, prejudicada.
Além disso, há outros sinais que demonstram que há algo
errado na silhueta do pet:
- redução de atividade
- cansa facilmente
- perde rapidamente o fôlego
- caminha com mais dificuldade
- apresenta acúmulo de gordura nas costas, ao redor do pescoço
e nos ombros
A obesidade
está ligada a problemas como ataques cardíacos, câncer,
problemas nos pulmões, fígado, ovários, diabetes, gases
intestinais, problemas na glândula anal, além de terem muito
mais chances de morrerem em cirurgias, de terem hipertensão,
desenvolverem problemas na coluna, nas articulações e ainda
de pele, como eczemas. E muitas vezes a culpa é do dono.
Muitos
casos de obesidade são resultado de uma equação que envolve
um cão guloso, vida sedentária, excesso de alimentação e
um dono que apela para os petiscos para conseguir as coisas
do cão. Se o consumo calórico for maior que o gasto, acontece
um desequilíbrio energético, em que o corpo pende para o
lado que a balança pender. Se ele come muito e gasta pouco,
parece lógico que o cão engorde.
Existem
também os casos em que a obesidade tem origem fisiológica,
quando o excesso de peso está ligado a desequilíbrio hormonal.
Nesse caso, apenas o veterinário poderá prescrever um tratamento
para reequilibriar o organismo. Há vários hormônios cujo
desequilíbrio pode levar ao aumento de peso. O hipotireoidismo,
por exemplo, pode causar desequilíbrio ovariano do tipo
2, por excesso de produção do estrogênio, o hormônio que
regula a produção de gordura. Além disso, há o hipoadrenocorticismo,
causado por insuficiência da glândula supra-renal, que também
pode provocar o aumento de peso do pet.
Cuidados
específicos
- Algumas
raças e situações específicas exigem atenção redobrada
quando se fala de obesidade:
- O COCKER SPANIEL
INGLÊS e o LABRADOR costumam ser gulosos e muitas pessoas
os têm em apartamento, onde fica difícil para o cão
se exercitar e queimar calorias.
- O BEAGLE e o BULL
TERRIER também são gulosos e precisam de atividade,
senão além de obesos, tendem à destrutividade.
- Os de CORPO ALONGADO,
como o dachshund
e o basset hound,
devem evitar sempre excesso de peso, pois têm a coluna
mais frágil.
- Excesso de peso faz
com que os de raças GRANDES E PESADAS, como o rottweiler,
o são bernardo
e o mastiff
inglês, se movimentem e se exercitem menos. Muito
consumo e pouco gasto podem resultar em problemas nas
articulações, o que aumenta a chance do animal sofrer
traumatismos.
- Cães DISPLÁSICOS
em geral devem evitar a todo custo o peso em excesso,
pois a sobrecarga na articulação pode agravar o problema.
- É mais fácil para
os IDOSOS se tornarem obesos, pois com o avanço da idade,
diminui a atividade, aumenta o desequilíbrio energético
(consumo calórico se torna muito menor que o gasto)
e os desequilíbrios hormonais.
Regime
nele!
Se
o cão está com excesso de peso, o primeiro passo é levá-lo
ao veterinário para que ele seja avaliado. O veterinário
é o único profissional apto para prescrever uma dieta associada
a atividade física. Para evitar problemas, a melhor medida
é o bom senso.
- Quanto mais cedo
for detectada a obesidade, mais fácil será tratar o
animal
- Na hora dos exercícios,
não sobrecarregue o cão. O aumento da atividade deve
ser lento e gradual
- Caminhar com seu
cão não tem contra-indicações. Saia para passear sempre
que possível e não esqueça da coleira e da guia. Se
possível, evite vias muito movimentadas, pois o passeio
pode se tornar uma tortura para o pet.
- Brincar de correr
e de pegar objetos atirados pode ser também uma boa
dica. Aqui vale também o bom senso: não submeta seu
cão a sobrecarga de exercícios.
- Não deixe a comida
à disposição o dia todo. Divida em refeições menores
durante o dia
- Deixe a ração disponível
por cerca de quinze minutos a cada refeição. Se ele
não comer, retire.
- Siga as instruções
das embalagens da ração. Se perceber que o cão está
engordando, consulte o veterinário antes de diminuir
a quantidade de ração
- Não ofereça alimentação
fora da dieta do animal. Eventualmente, você pode oferecer
petiscos, mas sem exageros.
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