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Se
seu melhor amigo já não tem um cheiro muito
agradável na infância e juventude, quando ele
atingir uma idade mais avançada esse problema tende
a piorar. "Esse mau cheiro pode se dar por uma
série de fatores", explica a doutora
Márcia Canavarro, da Clínica Pet Fantasy,
do Rio de Janeiro (RJ). Segundo a veterinária, os
principais fatores que podem provocar o mau cheiro nos cães
são alergia, hipertireoidismo, tártaro nos
dentes, excesso de produção de secreção
da glândula adanal e problemas crônicos como
diabetes, dermatites e otite, que tendem a ser mais freqüentes
em cães mais idosos. "Em todos esses casos,
há soluções paliativas, mas a melhor
forma de tratar é prevenir", alerta
a veterinária.
Uma das causas mais
comuns para o mau cheiro é o hipertireoidismo (disfunção
da glândula tireóide), que pode levar à
produção excessiva de gordura, provocando,
entre outros problemas, seborréia. "Esse
problema é comum em cockers", diz a
doutora Márcia. Esta raça também é
vítima de outro causador de mau cheiro. "A
produção elevada de gordura pode se refletir
na produção de cerume, que se não for
removida pode provocar uma otite no animal",
diz o doutor Luís Renato Flaquer Rocha, da Clínica
Veterinária Lar Dogs, de São Paulo (SP). "As
orelhas caídas abafam o ouvido, estimulando a produção
de mais cerume", acrescenta a doutora Márcia.
Para evitar, basta limpar o ouvido do cão. "A
presença de pus, cera escura ou demonstrações
de dor por parte do animal indicam que algo vai mal",
alerta a médica veterinária.
Pelagem
100%
O número de
banhos não deve ser reduzido, mas um cão na
terceira idade requer cuidados especiais. "O
pêlo fica mais quebradiço e cai mais. Durante
o banho, há produtos de higiene para ajudar a melhorar
a pelagem, como xampus e sabonetes específicos, que
também podem ajudar no combate à seborréia",
diz o doutor Luis Renato.
A doutora Márcia
recomenda também que se esprema o mínimo possível
a glândula adanal. "Com a idade, o esfíncter
fica mais frouxo, fazendo com que cada vez que seja esvaziada,
a glândula produza mais secreções ainda.
Essa secreção faz com que o cão exale
um odor desagradável. Há casos em que o cão
toma banho e três dias depois está cheirando
mal".
Ministrar ração
especial para cães idosos pode ajudar na manutenção
de pêlo e pelagem. Além de suprir satisfatoriamente
as necessidades diferenciadas da terceira idade, as receitas
fornecem ao cão elementos antioxidantes, que agem
contra os radicais livres, dando maior vigor às células.
Outros cuidados especiais
dizem respeito à manipulação. "Por
causa da maior fragilidade da coluna, cães com idade
avançada devem ser manuseados com mais cuidado. Após
o banho, é melhor evitar deixá-los molhados
por muito tempo e, como a pele fica muito sensível,
é bom ficar de olho na temperatura do secador",
enumera o doutor Luís Renato.
Além disso,
é recomendável suplementação
alimentar para animais na terceira idade. "Só
que, como qualquer outro produto, esses suplementos devem
ser dados sob orientação de um veterinário",
alerta a doutora Márcia. Além de controlar
a produção de gordura, podem evitar descamação
de pele e alterações da flora dermatológica,
melhorando a textura da pele. Além disso, podem ser
fontes importantes de ácidos graxos, linoleico, zinco
e vitaminas A, C, D e E, responsáveis pela beleza
da pelagem.
Hálito
refrescante
Além da limpeza
corporal, a higiene bucal também pode ajudar a garantir
uma terceira idade mais saudável. "Com
a idade, aumenta o desgaste dos dentes e conseqüentemente,
o depósito de tártaro", alerta
o doutor Luis Renato. Esse tártaro pode ser responsável
por gengivites e até males mais sérios, como
problemas cardíacos e renais decorrentes de bactérias
do tártaro que podem cair na corrente circulatória.
"Para evitar isso, é bom escovar os dentes
do cachorro pelo menos três vezes por semana",
recomenda a doutora Márcia. Para que o cão
aceite a pasta e a escova - sempre especiais para animais
-, a dica da doutora Márcia é habituar o animal
desde os dois meses de idade. "Os dentes de leite
caem, mas o costume continua", diz. Depois,
é só ir de seis em seis meses ao dentista
para remover o tártaro.
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Osvaldo Pasqualin é médico veterinário
e atende em São Paulo na Av. Conselheiro Rodrigues
Alves, 635, tel.: (0xx11) 571-2072
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