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Nos
seres humanos, o aparecimento de fios de cabelos brancos
é o primeiro sinal de que a idade vem chegando. Com
os cães não é diferente. Os pêlos
brancos podem aparecer quando o cão ultrapassa os
9 anos de idade. A cabeça e o focinho são
as regiões onde o encanecimento, termo que especifica
o processo de embranquecimento dos pêlos,
é mais acentuado. Não há como evitar
esse fenômeno, que é uma alteração
natural e diz respeito exclusivamente à idade avançada.
A perda de brilho e de sedosidade do pêlo também
é comum nos animais velhos. Isso ocorre devido ao
desequilíbrio nutricional discreto (dieta alimentar
não adequada), que se acumulou ao longo dos anos.
Outra ocorrência comum
nos cães velhos é a perda de pêlos ou
falhas na distribuição de pelagem. Isso ocorre
devido à redução de hormônios
(sexuais, da tiróide ou das supra-renais).
A diminuição
de hormônio masculino (testosterona) nos machos ou
de hormônio feminino (estrogênio) nas fêmeas,
por exemplo, pode provocar falhas na pelagem no bicho. A
pelagem fica mais rala, com distribuição simétrica
no corpo, caindo nos dois lados do corpo por igual e, às
vezes, nas axilas. Os animais castrados podem apresentar
esse problema com maior freqüência que outros
por uma razão óbvia: eles não produzem
testosterona ou estrogênio, os hormônios sexuais.
Além desse tipo de
rarefação da pelagem, existe outra ocorrência
também bastante comum nos animais mais velhos. É
o caso de falhas generalizadas na pelagem, ou seja, quando
os pêlos não apresentam distribuição
simétrica pelo corpo, ficando mais ralos em determinadas
regiões. É comum a rarefação
ser acompanhada de alguns tipos de lesões de pele.
O problema também é decorrência da diminuição
de hormônios, mas principalmente da tiróide
e das supra-renais.
E o que fazer para que o
animal não fique pelado? A correção
da queda de pêlos inclui uma dieta adequada e, quando
for o caso, com suplementação de hormônios
ou diminuição da atividade hormonal. Para
quem quer se adiantar e começar a evitar o problema
desde já, o ideal é oferecer uma alimentação
técnica, à base de rações, adequada
ao bicho. Com isso, o pet terá acesso aos nutrientes
necessários (como gordura e ácidos graxos)
e de forma balanceada para que a pele e a pelagem se renovem
regularmente, em condições normais. Além
disso, uma boa alimentação faz com que se
diminua a influência de glândulas que não
funcionam bem e, conseqüentemente, o problema pode
demorar mais a aparecer.
Outra recomendação
importante: sempre que você verificar falhas na pelagem
do animal, leve-o imediatamente para o veterinário.
Só um profissional poderá diagnosticar se
esse problema é decorrência de uma doença
de pele ou apenas sintoma do envelhecimento do animal. Não
custa lembrar que toda doença de pele tem como um
dos sintomas a queda de pêlos.
Cuidar da pelagem do bicho
é fundamental para sua saúde. Pêlos
ralos podem trazer problemas de pele, que, num animal idoso,
está mais suscetível a infecções,
como micoses e sarnas, devido à perda de vigor provocada
pelas alterações hormonais e nutricionais.
Além disso, a pele do animal, ao contrário
da humana, tem menos proteção celular e depende
mais dos pêlos para evitar qualquer tipo de problema.
Ou seja, cuidar dos pêlos do animal não é
só uma questão estética.
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Osvaldo Pasqualin é médico veterinário
e atende em São Paulo na Av. Conselheiro Rodrigues
Alves, 635, tel.: (0xx11) 571-2072
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