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Atleta e boa mãe?

A reprodução de uma cadela esportista

Não é fácil combinar esporte e reprodução, saber quando parar a cadela, quando retomar as competições, como proceder da melhor forma para potencializar suas qualidades como matriz. Os conselhos a seguir refletem os casos gerais, pode ser que certas cadelas precisem de mais atenção ou de atitudes ligeiramente diferentes.

Por Sandrine Pawlowiez, DVM

No primeiro momento, desde que temos uma cadela que pratique um esporte ou qualquer tipo de trabalho, devemos definir desde o começo se a reprodução fará parte de sua carreira ou não. Se a resposta for definitivamente não, a retirada dos ovários é muito aconselhada por questões práticas (além da proibição da prática de certas atividades durante o cio) e por questões médicas (diminuição da freqüência de desenvolvimento de tumores mamários e piometra, entre outros).

Para as cadelas que serão submetidas à reprodução, é necessário acompanhar cuidadosamente os períodos de cio a fim de determinar sua regularidade, a época e tempos de eventual indisponibilidade.

Para uma primeira cruza, é aconselhável esperar até o terceiro cio e no máximo entre cinco e sete anos, dependendo da raça.

Quando parar a cadela?

Para as cadelas com ciclos reprodutivos bem definidos e de alto nível competitivo, pode ser necessário limitar as atividades físicas a treinos de obediência, busca de objetos e longas caminhadas durante um mês antes da semana anterior ao início do cio. Para as cadelas de médio nível, a diminuição dos exercícios pode ser reduzida de um mês para uma semana a 15 dias.

Para as cadelas com ciclos irregulares, é necessário encontrar a origem da irregularidade do cio antes de colocá-la na reprodução. As cadelas de altíssimo nível podem apresentar problemas de ciclo reprodutivo devido à prática intensa de uma atividade esportiva, sendo que o uso de certas substâncias pode provocar grandes alterações no ciclo. Para essas cadelas, excepcionalmente, o encerramento das atividades deverá acontecer assim que for constatado o cio: vulva edemaciada, leve corrimento e corte aos machos.

O acompanhamento

Para prever os dias da cobertura o mais precisamente possível, um acompanhamento regular será necessário. No começo do cio, uma raspagem vaginal e um exame de sangue para verificar o nível de progesterona asseguram em qual parte do ciclo a cadela está. Normalmente, a ovulação ocorre quando a taxa de progesterona está entre 4 e 7 ng/ml. As coberturas ou inseminações devem ser praticadas 48 horas depois (quando a progesterona estiver entre 10 e 12 ng/ml), com a raspagem vaginal contendo mais de 70% de index eosinfólico (células queratinisadas) e dobradas em 48 horas (20 a 25 ng/ml).

A parada total da atividade esportiva – saltos e ataques – deve ser forçada para não impedir o aninhamento dos futuros fetos.

O diagnóstico de prenhes será feito no 25o. dia de gestação por ecografia. Se a cadela estiver vazia, ela poderá retomar progressivamente os treinos. Caso contrário, se ela estiver prenhe, a parada deve ser definitiva. É desaconselhável levar essas cadelas para o campo de treinamento, pois o stress provocado pode colocar a gestação em risco. Além disso, foi demonstrado que um stress materno durante a gestação pode ter conseqüências no comportamento dos filhotes devido à descarga de adrenalina. No 45o. dia, uma radiografia abdominal permite saber quantos filhotes estão no útero da mãe. Em seguida, resta apenas esperar o nascimento dos filhotes.

A partir do parto, a cadela deve ficar em repouso total com seus filhotes por volta de 28 dias para a amamentação e a socialização dos bebês.

Quando retomar a competição?

Aos 28 dias o desmame já é possível e a mãe poderá ser levada ao campo e o  treinamento retomado por alguns minutos, progressivamente. Antes de retomar as atividades, as tetas da mãe devem ter voltado ao lugar. Também se pode recorrer á homeopatia para acelerar o processo de involução uterina.

Outros controles

·        para as fêmeas

Certas cadelas são consideradas lentas ou rápidas de acordo com o aumento acelerado ou devagar da taxa de progesterona. Por exemplo, para uma taxa de 4,5 ng/ml no 8o. dia, será refeita uma amostragem no 10o. dia, se a taxa estiver entre 10 e 12 ng/ml, a cobertura poderá ser feita, se for inferior, é necessário esperar.

Se apenas uma única cobertura ou inseminação não forem possíveis, qualquer uma das duas deverá ser feita quando a taxa estiver a 17 mg/ml. Isso requer um acompanhamento sanguíneo mais frequente.

Atenção! Para certas raças, uma insuficiência lútea (corpo amarelo) pode causar uma diminuição da taxa de progesterona e consequentemente uma resorption dos fetos e será necessário um tratamento específico para garantir os filhotes.

Durante a amamentação, é desaconselhável levar a cadela ao campo de treinamento pois os canais das mamas estão abertos e os germes do solo podem entrar na cadela via tetas e provocar uma infecção. Dependendo da infecção, a vida dos filhotes pode estar em risco.

 ·        para os machos

É importante se assegurar que o macho está igualmente apto à reprodução no momento da cruza, até mesmo se ele já se reproduziu: uma infecção urinária, prostática ou um outro tipo de infecção podem ser a causa de uma infertilidade momentânea. Um espermograma uma semana antes da data prevista para a cruza poderá assegurar a boa profiquidade do padreador escolhido.

Seja um cão ou cadela atletas, o condutor deve se portar de forma dominante. Durante a cruza, o acoplamento pode não acontecer devido à simples presença do dono. Da mesma forma, entre as cadelas que vivem em grupo, apenas a cadela dominante ovula e se torna apta à reprodução.

A entrada na reprodução de uma cadela atleta deve ser prevista com antecedência principalmente se sua carreira for continuar após o nascimento dos filhotes. O custo do acompanhamento da cadela pode ser um pouco alto, mas os resultados são mais seguros. Assim sua parada temporária das competições e treinos não terá sido em vão.

Revista Chiens Sans Laisse, edição 156 / Fev-Mar 2002

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