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Ajude seu cão em pista
Por Kathy Lofthouse

Para ser bem sucedido no Agility não basta treinar. Existem antes, durantes e depois que podem ajudar a otimizar a sua performance em pista. A premiada condutora, treinadora e escritora americana Kathy Lofthouse dá algumas dicas.


Kathy e Rufus (English Shepherd), campeões da USDAA'91, categoria 30" e multifinalistas do Grand Prix of Agility Dog

Sempre que estiver treinando agility, brincando com seu cão ou antes de uma prova, por favor, tenha certeza de que você e seu cão estejam totalmente aquecidos. Isso é crucial para atingir uma performance de ponta e a prevenção de acidentes.

Uma rotina de aquecimento cuidadosamente planejada pode potencializar o prazer do agility tanto para cão como para o condutor. Permita que o cão alongue gradualmente suas pernas, que relaxe e se estique. Deixe-o responder ao chamado de sua natureza. Gradualmente dê voltas com ele de forma dirigida, aumentando a velocidade e estimulando os sistemas circulatórios humano e canino.

Neste ponto muitos competidores se entregam em uma rotina de alongamento para si mesmos e seus cães. Alguns brincam um pouco, fazem truques e exercícios, que ativam o corpo e a mente de seus companheiros de agility. Depois de alguns minutos, pequenos períodos de corrida compassada podem ser introduzidos. Só então seu cão está pronto para correr atrás de brinquedos, treinar saltos, acelerar as corridas e só então entrar na pista.

Nota de precaução: Seja especialmente cuidadoso quando estiver viajando com seu cão. Muitos cães de agility já se machucaram quando foram solicitados para, abruptamente, correrem em velocidade depois de estarem confinados em um carro por horas de viagem. Mesmo que seu cão ame correr atrás de uma bola, permita que ele dê uma andada por aí, cheire e se alongue por algum tempo antes de jogar o brinquedo.

Motivos comuns para um percurso perfeito sair errado

Uma das faltas mais decepcionantes em um percurso de agility é o cão não seguir os comandos de uma estratégia de condução que o condutor considera brilhante.

Infelizmente, a reação do condutor para isso normalmente é motivo para que o cão aprenda a ser mais lento e cuidadoso em pista, às vezes pelo resto de sua carreira agiliteira. Antes de culpar o cão por esse tipo de transgressão, veja os fatos abaixo e leve em conta que eles possam ter ocorrido e lembre que tudo o que você faz ou fez em pista em alguma oportunidade, afeta diretamente a próxima performance de seu cão:

o O condutor tira os olhos do cão;
o O comando foi dado muito tarde;
o O comando não foi dado com clareza;
o O nível de treinamento do cão não era adequado ao desafio imposto;
o O condutor usou linguagem corporal ambíguo, por exemplo, se inclina para frente quando queria que o cão interrompesse o movimento para frente, mexendo o braço e sem querer indica um obstáculo errado quando o objetivo era ajudar seu cão, olha fixamente um obstáculo para o qual não queria que o cão fosse, etc.
o O condutor se perde no percurso e não tem tempo de dar as orientações apropriadas para o cão;
o O cão recebe muitas recompensas por executar bem um determinado obstáculo e poucas por um outro.

Para evitar esse tipo de situação você deve sempre:

o Manter seus olhos no cão, exceto enquanto estiver fazendo um blind cross muito rápido e eficiente;
o Dar comandos de forma cronometrada, isto é, em uma seqüência de saltos o cão precisa saber para onde ele deve ir em seguinda quando estiver ainda no ar, executando o salto da vez;
o Dar comandos claros, com confiança e vontade;
o Mover-se rapidamente na direção que você deseja que o cão vá;
o Treine melhor seu cão antes de entrar em provas;
o Mantenha-se ereto caso você não queira que o cão aumente sua velocidade;
o Quando possível, mantenha seus braços recolhidos a não ser que saiba bem como usá-los perto de seu corpo. Posicione seus ombros na direção do obstáculo que você quer que seu cão aborde.
o Aprenda bem o percurso e siga-o. Não se importe com onde você pode errar;
o Mantenha equilíbrio no que tange recompensas por execução de obstáculos, isto é, não dê recompensas ou agrade por somente zonas de contato, mas também por saltos, túneis, mesas, etc.;
o Se você for usar o comando "AQUI", tenha sempre certeza que as suas mãos correspondem ao seu comando antes de esperar que o cão o atenda. Um dos erros mais comuns dos condutores é dizer "Aqui!" enquanto seus braços indicam um obstáculo na direção que o cão estava indo.

O mais importante para todos os cães (menos os muito cabeça dura), se ele não seguir o caminho ideal, acompanhe-o e termine a pista quando possível. Dessa forma, preservará sua atitude positiva e feliz em relação ao esporte.

Seu cão agradece!

 

SOBRE A AUTORA:
Kathy Lofthouse nasceu e cresceu na Inglaterra, onde treinou seu primeiro cão, Rex, um pastor alemão. O esporte favorito do cão era saltos de exibição, motivo pelo qual ela construiu um percurso de saltos no quintal. O Agility ainda não tinha sido inventado, mas Kathy já gostava do conceito. Assim, era inevitável que mais cedo ou mais tarde ela se envolvesse com o Agility.

Casada com Duncan, o casal se mudou para a Califórnia em 1981 e sete anos depois, o casal mais um amigo, Phil Nicholson, construíram uma pista de agility de acordo com especificações internacionais. Depois de colocar propaganda em casas de ração e pet shops na esperança de formar um grupo para juntos treinarem seus cães, eles começaram a fazer demonstrações em clínicas de agility, transportando o equipamento na caçamba da pick up de Phil.

Por meio de uma grande indústria de ração, conheceu Kenneth Tatsch e a United States Dog Agility Association (USDAA), que a convidaram para participar de seu primeiro qualifying da regional do sul da Califórnia, para o Pedigree Grand Prix of Dog Agility. Logo em seguida, o trio foi responsável pela formação do primeiro clube de agility do sul da Califórnia, West Valley DogSports e o resto é história. Kathy competiu em provas de agility das quatro grandes entidades americanas, USDAA, NADAC, AKC e UKC. Foi finalista do super competitivo USDAA Grand Prix of Dog Agility com quatro cães diferentes. Ela treinou e conduziu sete cães (um Pastor Alemão, três Pastores Ingleses, dois Border Collies e um Pembroke Welsh Corgi) em quatro categorias diferentes de altura.
Atualmente Kathy vive em Thousand Oaks, California com Duncan, sua filha Clair e cinco cães
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Tradução Adriana Mori
Matéria originalmente publicada por Kathy Lofthouse,com tradução e publicação devidamente autorizadas.
http://www.runjumpweave.com/tips.html
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