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Duas das partes mais
importantes de nossas entradas em pista de Agility deveriam
ser aquecer e esfriar. Muitos instrutores se preocupam em
ensinar uma rotina de aquecimento, mas praticamente todos
se esquecem de como lidar com o cão após o
exercício.
O cão será
exigido em corridas e saltos. Como um atleta humano, ele
deve ser alongado, correr um pouco e fazer alguns saltos
antes de entrar em pista. Se der tempo, faça-o saltar
uma ou duas vezes em alturas inferiores e então mude
o salto para a altura normal que deverá ser saltado.
Isso permite que os músculos se esquentem. Certifique-se
de que o cão também teve chance de urinar
e defecar.
Há várias
brincadeiras que podem ajudar seu cão a alongar e
aquecer os músculos. Eu recomendo o livro Agility
Tricks, de Donna Duford. Waving (o cão fica "trançando"
entre as pernas do condutor), cumprimentar e girar são
exemplos de atividades que ajudam a manter seu cão
flexível e o deixa confortável antes de entrar
em pista.
Sugiro também
uma leve corrida, tanto para o condutor como para o cão
- sem exageros nem perder o fôlego, mas daquelas que
fazem os músculos funcionarem e o sangue correr!
O aquecimento estimula a oxigenação e o aumento
do nível de nutrientes nos músculos, assim
como alongar tendões e ligamentos e relaxar as juntas
que estiverem muito tensas. Você pode usar esse tempo
para atrair a atenção do cão para você
e fazê-lo observar seu corpo - possivelmente fazendo
algumas viradas, giros, etc.
Dobrar e esticar, movimentos
nos quais o cão está posicionado para frente
mas se vira para ambos os lados, por exemplo, para pegar
um petisco perto da garupa, são ótimos para
os músculos do pescoço e do resto do corpo.
Uma boa esfregada por todo o corpo pode ajudar também
a relaxar músculos e juntas rígidas.
Ao sair da pista, muitos
condutores afagam, agradam seus cães, saciam sua
sede com água gelada e os enfiam na caixa. ERRADO!
Uma pequena caminhada
de cinco minutos pode ajudar os músculos a eliminarem
os restos produzidos pelo esforço e minimizar as
chances de stress muscular. Eu adoto para meus cães
os mesmos cuidados que tenho com meus cavalos: caminhamos
um pouco, eles bebem um pouco, andam, bebem e assim por
diante, até que não estejam mais com sede.
Durante essa caminhada,
você pode ver se o cão está com alguma
dor ou mancando. Sentir o cão com cuidado pode revelar
áreas de dor. Lembre que seu cão de Agility
é um verdadeiro atleta e trate-o como tal.
Deb M. Eldredge é
veterinária formada pela Cornell University e desde
a época da faculdade está envolvida em prática
de pequenos animais, além de treinar e competir com
seus próprios cães em praticamente todos os
esportes caninos e desde então escrevendo sobre esse
assunto. Deb atualmente reside em New York, onde participa
de provas de Agility da USDAA, NADAC, AKC, UKC e CPE, tendo
obtido títulos para Pastores Belgas Tervueren, um
Labrador, um Kuvasz e um Pembroke Welsh Corgi. Agora que
seus filhos também estão praticando Agility,
seus gastos com inscrições estão mais
altos que uma rampa!
Fonte:
Revista Agility Action no. 01(janeiro/2004)
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