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Há diferenças na condução/treinamento?
Independentemente do tamanho, todos os cães têm quatro patas e uma cauda. Condutores precisam estabelecer uma relação de trabalho com seus cães. Os obstáculos de agility e os percursos são os mesmos, ou muito parecidos. Nós usamos os mesmos comandos, etc, etc. Então, existe
uma diferença em conduzir/treinar um cão pequeno em comparação
com um cão grande?
Lynne Stephens, que atualmente compete com um cão mini (Quiz) e com um standard(Chess), considera a questão. Questionada sobre o que eu sinto a respeito das diferenças em conduzir um cão pequeno (Mini/Midi) e um grande (Maxi/Standard), eu começo comparando os meus dois cães. Viva a diferença Primeiro parece existir uma
série de diferenças entre os dois. A mais óbvia é
a velocidade relativa de Quiz, um Cavalier King Charles Spaniel, e de
Chess, um Border Collie. Há também o fato de que Quiz parece
muito mais feliz quando eu corro ao seu lado, enquanto Chess realmente
não tem tempo para perder esperando por mim. Quando faço um percurso
com Quiz, também gasto mais tempo olhando para o chão, (porém,
se isso deveria acontecer, é discutível) dificultando quando
eu preciso me reorientar para a parte seguinte do percurso e fazendo com
que seja muito mais fácil eu cair. Isso aconteceu numa ocasião! Com Quiz eu geralmente sou capaz de me posicionar melhor, fazer manobras e pivôs, que são totalmente impossíveis com Chess. Mas, isso também significa que eu corro muito mais com Quiz, enquanto deixo que Chess faça por sua conta grande parte do percurso. Parece que eu preciso me ajustar com Quiz, o que contraria o mito de que quando começamos a ficar mais velhos (mais maduros?) e menos ágeis, devemos investir em um cão pequeno! Mas... De qualquer forma, à
medida que o tempo passa, eu me pergunto se essas diferenças na
condução dos dois cães na verdade não representa
algumas diferenças no treino inicial e nas minhas primeiras expectativas
com ambos. Eu tenho treinado várias
raças, em diferentes disciplinas e o que eu observo pode facilmente
ser aplicado nas diferenças entre Chess (meu border rápido)
e Scratch (o estável border do meu marido) ou Blitz (meu muito
amado, mas agora falecido pastor belga). Eu não preciso pensar
muito para ver que alguns dos melhores minis são conduzidos da
mesma forma que alguns dos standards mais rápidos. Então, eu começo a analisar as diferenças que tenho notado entre os meus dois cães atuais, que eu percebo, são meramente diferenças entre os dois cães e não diferenças fundamentais entre um cão pequeno e um cão grande. Talvez algumas dessas diferenças sejam somente o efeito das técnicas de treinamento inicialmente usadas com eles e das expectativas diferentes em relação aos seus resultados. Mas eles de novo... Pediram que eu escrevesse um artigo sobre as diferenças entre treinar e conduzir cães pequenos e grandes. Então, certamente devem existir algumas! Mais uma vez eu retorno à questão inicial.
Quando treinamos, é
verdade que Chess tem uma capacidade de concentração mais
ampla e capta novas idéias mais rapidamente que Quis. Ensinar um
novo conceito para Quiz exige um grande número de pequenas e divertidas
sessões de treinamento, principalmente se eu estou tentando mudar
um mau hábito já aprendido! Mas isso pode realmente ser atribuído ao tamanho? Tenho certeza que todos nós pensamos nos cães grandes - que podem ser border collies ou não - que necessitam de treinos curtos e freqüentes, que podem ser diários. Conclusões Finalmente, com o risco de
me tornar extremamente impopular, eu cheguei às seguintes conclusões: 1. Fundamentalmente não
existem diferenças reais entre treinar e conduzir cães de
diversos tamanhos; mas existem técnicas de treinamento e condução
que se adaptam a cães diferentes de qualquer raça. 2. Existem também algumas raças ou indivíduos de uma raça mais adaptados ao nosso interesse em particular. A questão inicial é: "O que nós estamos fazendo e quão realistas são nossas expectativas em relação ao cão?" Mas isso é assunto para se pensar outro dia. Então, qual o problema? Entretanto, eu sinto que há
neste país algumas diferenças, fundamentais e enraizadas,
no modo como tratamos e treinamos nossos cães pequenos para competições
de alto nível. Por exemplo: se um cão
grande começa a desenvolver um medo irracional de uma situação
particular ou de um obstáculo, o mais provável é
que os condutores permaneçam positivos e tranqüilos e tentem
lidar com essa dificuldade em particular. Mas, quantos condutores você
vê abraçando e tento persuadir os cães menores, quando
alguma atitude mais positiva e otimista de reforço teriam melhor
resultado para resolver e não se confundir ao problema.
Se um cachorro grande não consegue escalar a rampa, eu suspeito (e espero) que a maioria dos condutores vai primeiro verificar as condições de seus cães. Isto também seria verdade para alguns condutores de cães pequenos que eu conheço. Porém, eu, com tristeza, ouço muitas críticas a alguns obstáculos em particular nas pistas de cães pequenos. Ouvi numa recente competição: "tantos cachorros não estão fazendo a rampa, deve haver algo de errado com ela!" Numa observação mais cuidadosa, percebia que a maioria dos cães com dificuldades eram um tanto mimados. Não desrespeitar
é importante para qualquer condutor Porém... Eu penso que nós precisamos olhar cuidadosamente para nossas próprias razões para ter e competir com nossos cães pequenos. Se nós realmente os queremos para aconchegar e mimar - e não existe nada contra isso - é justo esperar que eles, de repente, se tornem atletas de elite nos fins de semana? Porém, se nós pretendermos competir com eles, eu me aventuro a dizer que nós precisamos assegurar que eles permaneçam aptos o suficiente para participar do esporte que eles (ou nós?) amam tanto. Atitude é tudo Não é só a atitude dos condutores que deve mudar, se nós começarmos a enxergar o verdadeiro potencial e, conseqüentemente, dar algum crédito aos nossos pequenos parceiros caninos.
Clubes e instrutores também
têm que fazer o seu papel, levando a sério os cães
pequenos e médios e oferecendo os mesmos níveis de ajuda
e técnicas, para aqueles que escolhem possuir e treinar raças
menores. Eu percebo que isto pode exigir um pouco mais e pode custar a
ingenuidade e a paciência de alguns. Porém, qualquer um que
teve a sorte de assistir recentemente os representantes dos cães
pequenos em casa ou no estrangeiro, saberá que nós não
estamos explorando todas as habilidades que temos, para fazer o melhor
que nosso talento permitiria nas categorias dos cães menores. Não são todos os cães, de qualquer raça ou tamanho, que têm o potencial para ser campeão mundial. Porém, eles precisam ser treinados e trabalhados com uma atitude positiva. Isto depende do condutor e do cachorro em questão e no tipo de habilidades que são buscadas no treinamento dessas duplas. Isso não tem, na minha opinião, qualquer coisa que ver com o tamanho do cachorro. Sobre
o autor
Lynne Stephens tem treinado
cachorros em diversas especialidades nos últimos 25 anos. Nos últimos
dez anos ela treinou dois CKCS (Cavalier King Charles Spaniel) para o
nível Avançado e outro para o nível Senior (com mais
um vencendo e indo para o Avançado), além de vencer recentemente
no Sênior, com seu border collie. Ela se qualificou para a maioria
das finais dos principais campeonatos, inclusive para o Olympia, o Crufts
e para o Agility Voice Mini Pairs Knock Out. Este ano ela se qualificou
novamente para Crufts com o seu cão mini Quiz, e no Míni-Maxi
pairs com seu border collie Chess. O marido Pete é seu parceiro
com o mini. Lynne também treina Pete com seu CKCS, Nicson e ambos
representaram a Grã Bretanha no Campeonato Mundial de Agility deste
ano (2.003). 2004©Agilitynet.com |
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