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Mesa Redonda: Cães Surdos |
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O que um Maltês de sete anos, um Dogue Alemão de New England, um Border Collie double merle e um Sheltie de nove meses têm em comum? Todos eles fazem agility e todos são surdos! O Agilitynet convidou quatro condutores de diferentes países para conversar sobre seus cães surdos. Eles discutem as experiências que tiveram com seus cães, os problemas e como resolveram. Antes conheçam os cães
Por que você escolheu um cão surdo? Sue: Eu
não escolhi Rambo, ele me escolheu. Ele foi entregue ao serviço
de resgate e me comprometi a cuidar dele enquanto não encontrasse
um lar. Meu coração se apegou a ele, assim como Maggie,
minha outra cadela. Desde o começo ela parecia entender que ele
não escutava. Eu nunca a treinei, mas quando saimos para passear,
eu digo "vá buscar Rambo" e Maggie vai buscá-lo. Beth:
Nico, meu Dogue Alemão de quatro anos, treina Agility desde quatro
meses e meio (o Dogue Alemão não cresce, o túnel
é que encolhe). Participamos ativamente de programas em escolas
trabalhando consciência sobre deficiência, demonstrações
de Agility em casas de repouso e visitas a faculdades de Psicologia, discutindo
comportamentos de condicionamento operante e modelagem. Judy: Tivemos
uma ninhada em janeiro e um dos filhotes era um double merle. Eu sabia
que ele teria uma deficiência, que acabou sendo auditiva. Sabendo
que ele teria uma deficiência, nós optamos por ficar com
ele e o chamamos de Merle por motivos óbvios. Lindsay: Minha filha Claire tem 12 anos. Compramos Chess há cerca de um ano (nascido em 23 de abril de 1998), com seis semanas. A filhote estava destinada a ser Campeã de Agility, mas nós logo começamos a ter dúvidas a seu respeito. Como você descobriu que seu cão era surdo? Sue:
A pessoa que o abandonou não mencionou a surdez, mas achava que
ele não ouvia muito bem. No dia em que eu o recebi, cheguei em
casa e ele estava dormindo no sofá. Ele nem se mexeu e achei que
estivesse doente ou pior. Quando o toquei, ele acordou e percebi que não
podia escutar. Judy:
Fizemos diferentes testes de barulho e ele não respondeu a nenhum.
Quando Merle está dormindo e o chamamos ou fazemos algum barulho
que não inclua vibração, ele não responde. Lindsay: No começo pensamos que ela fosse apenas desobediente. Um de nossos treinadores fez um estudo sobre cães surdos e pedimos para ver. Fizemos alguns testes básicos, mas não acreditava efetivamente que Chess fosse surda, até irmos para o Animal Health Trust, em Newmarket, para testar sua audição. Eu não sabia direito como contaria a novidade para Claire, mas ela aceitou numa boa e apenas disse que isso fazia Chess ainda mais especial. Qual é a causa
da surdez? Sue:
Não sei, mas nosso veterinário acredita que ele seja surdo
de nascença, provavelmente genética. Ela acha que se fosse
seqüela de doença, ele não seria surdo dos dois lados. Judy: A surdez de Merle é relacionada com a cor. O gene merle dilui cores; se um sheltie tricolor (preto, branco e tan) tem o gene merle, o preto é diluído para cinza e tem um padrão manchado. Então o cão terá as cores cinza, preto, branco e tan. Esse gene é dominante. Merle recebeu dois desses genes dominantes, o que dá diluição dupla. Logo, o que teria sido cinza foi diluído para o branco. Essa dupla diluição causa também deficiências, que poderia ser, por exemplo, cegueira. Achamos que tivemos sorte por essa deficiência ser a surdez. Que problemas você
teve por viver com um cão surdo? Sue: É fácil pensar em problemas, mas não consigo lembrar de um. Sou especialmente cuidadosa em nunca deixá-lo sem guia quando não estamos em casa, a não ser que eu tenha certeza de que ele está muito seguro. Ele é muito doce, mas por algum motivo parece ser, entre meus cães, o que mais corre o risco de ser atacado por cães agressivos. Por isso fico sempre de olho nele nas provas.
Lindsay:
Claire e eu ensinamos a ela muitos sinais e Chess fica olhando para Claire
o tempo todo enquanto nós estamos fora, apenas esperando um comando
para fazer algo. Judy: O único problema real que temos é quando ele está fazendo coisas erradas e não dá para corrigí-lo verbalmente a distância. Preciso de proximidade física com ele, para mostrar que o que está fazendo é errado. O outro problema - e nós temos evitado o máximo - é que se ele se perder, não ouvirá o comando para voltar. Vocês têm
outros cães? Como eles se comportam? Sue:
Eu tenho dois, Maggie, uma mestiça de Bichon e Maltês, e
Chase, um Border Collie. Eles se dão muito bem. Lindsay:
Sim, temos outros três cães. Chess nunca fica na guia quando
saímos para passear. Ela tem os outros cães para seguir
e copiar, mas percebo que ela está preparada para sair fora do
meu campo de visão e da dos outros cães, pois seguirá
sempre o mesmo caminho para voltar e nos encontrar. Judy: Temos outros dez cães entre 12 anos e nove meses. Todos se dão bem entre si e toleram o filhote muito bem. Algumas vezes eles têm de corrigir esse pequeno notável. Como e quando vocês
começaram a praticar agility? Há quanto tempo praticam? Sue:
Eu não ia treiná-lo, mas durante um inverno comecei a treinar
obediência, usando sinais manuais e métodos totalmente motivacionais.
Fiquei espantada no quão rápido aprendeu. Depois de terminar
seu U-CD, decidi tentar o Agility. Novamente ele aprendeu muito rápido
e se deu muito bem. Rambo presta muita atenção. Ele se motiva
muito com comida e tem um ótimo trabalho. Uma vez que ele entende
o que eu quero, ele faz bem rápido. Ele também é
muito esperto e logo no começo dos treinos já estava se
saindo muito bem. A melhor parte é que ele adora trabalhar comigo
e se diverte muito!!! Lindsay:
Claire e eu já estávamos treinando nossos dois cães.
Então, quando Chess fez seis meses, a levamos para o Agility Club.
Ela tinha boa vontade e queria sempre agradar, embora o progresso tenha
sido lento em algumas áreas, acredito que devido à idade
de Claire e a falta de experiência. Uma vez que ela percebeu que
estava freando o aprendizado da cadela, tratou de trabalhar duro com ela. Beth:
Nico, meu Dogue Alemão de quatro anos, treina Agility desde os
quatro meses e meio (como eu disse, o Dogue Alemão não cresce,
o túnel é que encolhe). Nós treinamos no All Dogs
Gym em Manchester, New Hampshire desde que ele apareceu em minha vida. Judy: O clube de treinamento de cães do qual sou sócia oferece Agility. Eu participei do clube por cerca de sete anos, mas nunca tinha treinando nenhum dos meus cães em Agility. Nesse verão, o clube ofereceu um curso de Agility para filhotes e eu inscrevi o cão surdo e mais dois filhotes. Que problemas em especial
vocês têm no percurso de Agility ou no treinamento com seus
cães? Sue:
Tendo treinado um cão de Agility surdo, posso dizer que é
longe de difícil. Na verdade, com Rambo é muito fácil.
Rambo é limitado apenas fazendo Agility por seu tamanho e habilidade
física, não por não conseguir escutar. Tomo cuidado
para não trocar os lados quando ele não pode me ver - tento
sempre estar onde ele espera que eu esteja. Ele nunca será bom
no Gamblers, que requer controle por distância - não tenho
como chamá-lo. Lindsay:
Treinar Chess não foi realmente um problema - até agora.
Nós estamos tentando fazer com que ela trabalhe longe de Claire
ao invés de observá-la a cada segundo. Entrei em contato
com Helen Brown a esse respeito, e ela nos deu conselhos muito úteis
no que nós estamos fazendo agora, envolvendo brinquedos e tentando
jogar o brinquedo rápido o bastante para chegar ao outro lado do
segundo salto, antes que Chess chegue lá e volte. Isso certamente
aguça os reflexos. Beth: Nós trabalhamos para desenvolver uma série de sinais manuais para comportamentos específicos fora do Agility e Flyball, como comer, latir, sussurrar, bola, encontrar a bola, virar, sentar, deitar, ficar, vir, dar (as patas), voltar, não, bom cão (click visual) e, claro, um sinal para seu nome. Eu uso um método de treinamento positivo, baseado no treinamento clicker de Karen Pryor e Gary Wilkes. Tentei manter os movimentos manuais muito simples e uso linguagem corporal para competir no Agility. Na maioria das vezes, eu aponto o obstáculo para onde eu quero que ele vá, mas ele aprendeu a fazer a maioria dos obstáculos comigo correndo na direção certa e dando pistas usando meu corpo todo. Ele sente uma vibração quando eu bato as mãos, porém eu costumo bater as mãos para mostrar que estou feliz com seu comportamento após o percurso. Nós trabalhamos os mesmos desafios que condutores e cães que ouvem enfrentam, mantendo o cão motivado e se divertindo na pista.
Judy: Nem precisa dizer que o grande problema é que eu não posso dizer os nomes dos obstáculos para ele nem dar comandos verbais como vem ou vai. Eu tenho de confiar totalmente em sinais manuais e se Merle não está prestando atenção em mim, ele fica disperso até que eu consiga chamar novamente a atenção. Estou trabalhando linguagem de sinais e uso também um aparelho que pisca a luz como um clicker, por diversão. Por ser apenas um filhote de nove meses de idade, sua atenção se dispersa rápido, mas está melhorando.
Há vantagens
em conduzir um cão surdo? Sue:
Rambo presta mais atenção em mim do que meus cães
que ouvem. Ele simplesmente segue os sinais de minha mão e corpo.
Às vezes ele decide que sabe onde ir, e vai para lá - e
uma vez que não tenho um chamado, isso pode ser um problema, mas
meus cães que ouvem às vezes fazem o mesmo! Lindsay: Chess nos observa constantemente, sempre checando onde estamos e procurando sinais manuais e corporais. Como uma Border Collie desesperada para agradar, ela aprendeu a reconhecer o mais sutil dos sinais e até senta quando eu DIGO para sentar, mesmo quando o outro BC, que escuta, decide não obedecer - BCs lêem lábios?! É sério. Vocês competem?
Em que nível? Sue:
Rambo compete no Agility da NADAC e USDAA (a AKC não permite cães
surdos). Ele conquistou títulos de Elite Agility e Jumping. Lindsay:
Espero que na primavera Claire e Chess estejam competindo, embora seja
difïcil de convencer Claire de que ela é capaz. Beth:
Eu compito com Nico há dois anos. Participamos de todos os games
que podemos definir nosso próprio percurso, exceto o Jumping. Nico
competiu em duas edições do National Tournament da USDAA
e também compete em Flyball. Judy: Não, ainda não competi mas pretendo fazê-lo no futuro. Há alguma questão
especial em conduzir um cão surdo no Agility? Sue:
Assim como no treino, eu acredito que obediência básica é
muito importante para todos os cães. Com um cão surdo, a
atenção é especialmente importante. Judy: Aqui nos Estados Unidos não podemos apresentar cães surdos em nenhuma competição, exposição ou prova de pastoreio do American Kennel Club. O único título que podemos obter na AKC é o Canine Good Citizenship e Therapy Dog International. A outra entidade em nosso país, a United Kennel Club, Inc., permite que cães surdos compitam em todos os níveis de Agility e Obediência. O Canadian Kennel Club também permite que cães surdos compitam em todos os níveis de obediência. Não sei se eles têm Agility. Provavelmente têm, mas ainda não verifiquei. Que conselho você
dá para outras pessoas que admitem a possibilidade de ter um cão
surdo? Sue:
A coisa mais importante, eu repito, é atenção. Desde
o comecinho isso deve ser encorajado e treinado. Uma vez que você
tem a atenção, cães surdos não são
mais difíceis de serem treinados do que cães que ouvem.
Acredite ou não, dos meus três cães Rambo é
o mais fácil de ser treinado! Lindsay:
Para resumir, eu acho que se fosse possível escolher, eu não
teria pego o filhote surdo, mas Chess é realmente um cão
especial, com uma personalidade maravilhosa e nós não poderíamos
mais ficar sem ela. Treiná-la é um desafio, mas em nenhum
ponto percebemos que seria mais difícil do que com outros Border
Collies. Nós também estamos começando a pensar que
ela pode ser boa em obediência, uma vez que seu poder de concentração
e desejo de agradar são simplesmente infinitos. Beth :
Minha filosofia é muito simples. Transformar em mais DIVERSÃO
do que qualquer outra atividade que seu cão tenha de escolher.
Judy : É quase uma honra poder contar a todos sobre trabalhar com um cão surdo. É um desafio, mas um desafio encantador. Uma vez que você consegue confiança e atenção de seu cão, é maravilhoso e uma experiência que eu agradeço por estar experimentando. P.S.: Acredito que a dona de Nico disse uma vez, que ele conhece mais de 100 sinais manuais. Os únicos erros que eu já presenciei em seus percursos, é que às vezes ele se dirige ao juiz esperando por um sinal manual. Para saber mais: "Training The Deaf Dog" (Treinando
o Cão Surdo), vídeo da APTD (1998) Chris possui três cães surdos. Ela trabalhava em um abrigo e quando entrou na sala de eutanásia, viu um filhote de Dálmata, de quatro meses, com sua perna raspada, pronto para receber a injeção letal. Ele seria sacrificado, pois seus donos não conseguiam treiná-lo para se comportar em casa e não perceberam que ele era surdo. Adivinha o que aconteceu? Chris, sendo a pessoa que é, levou esse filhote para casa e não disse a seu marido que era surdo, por dois dias. Ela tem outros cães que ouvem e o pequenino os observou: eles eram seus ouvidos. Chris também aprendeu a linguagem americana dos sinais, quando começaram a faltar sinais diferentes. Ela escreveu os mitos difundidos sobre cães surdos, principalmente os do Dalmatian Club americanos, que sofreram uma lavagem cerebral dela (suas palavras). Mitos dos Cães
Surdos - Cães surdos
têm propensão a problemas de comportamento; - Cães surdos
têm anormalidades cerebrais, que são a causa dos problemas
de comportamento; - Por serem constantemente
surpreendidos, cães surdos se tornam medrosos e nervosos, levando
a baixa qualidade de vida e possível agressão por medo; - Cães surdos
correm mais risco de serem atropelados por não ouvirem o carro
chegando; - Cães surdos
ficarão agressivos aos três anos de idade; - O comportamento dos
cães surdos é imprevisível; - Cães surdos
são difíceis de serem treinados, a não ser que você
queira pensar como um cão ou perder tempo; - Não é
qualquer um que pode treinar ou viver com um cão surdo. Lembre que tudo isso é MITO Precauções de Segurança - Um cabo de pàra-quedas leve amarrado
à coleira do cão; - Ter duas plaquinhas de identidade, a
segunda dizendo algo como "Sou surdo, por favor me segure e ligue
para meus donos o mais rápido possível"; - Chris diz que sinais corporais ligeiramente
inadequados (sinais de calma) podem colocá-los em encrencas pois
dependem sobretudo da visão; - Ensine-os a baixar suas caudas e associe
a um sinal de mão; - Seja o Rei da Linguagem Corporal e utilize-se
de correções ambientais; - Ensine também que uma porta aberta
se torna um comando para esperar, estando você no ambiente ou não,
eles só podem ir em frente com um sinal de mão; - Ela gosta que eles corram livremente em uma área segura e cercada, no começo presos por uma linha leve (aquele cabo de pàra-quedas), por segurança, até que estejam totalmente treinados. Eles usam uma coleira vibratória, que é usada como um sinal de voltar, quando o cão estiver promovido ao status de "sem guia". Ela também usa o chamado de "Joãozinho e Maria" (Hansel and Gretel), de Gary Wilkes, aquele do qual as pessoas debocham, sem conseguir ver seu potencial. Prova-bomba O próximo é interessante. Já fiz com Bo, que é sensível a barulho e movimento: os cães passam por um teste, sendo puxados e arrastados de forma que não reconhecem. Puxe uma orelha e dê um petisco. Gentilmente puxe a pele e dê um petisco. Às vezes dê um chute (devagar!) e um petisco em seguida. Agarre sua traseira por trás e dê um petisco. Com isso, ela quer que o cão se vire, esperando por um petisco, ao invés de morder para se defender e ela pergunta à audiência o motivo. "Porque você não sabe o que as pessoas vão fazer", então ela tem condições para contra-atacar. Treinamento
de Atenção Isso é divertido. Eu decepciono algumas pessoas quando faço aquele barulho de "cuspir". Chris sempre pensou que pessoas que ficam "cuspindo" eram uns mal-educados, mas é uma grande forma de fazer com que um cão surdo se concentre no rosto, então ela sorri "cuspindo". Ela também ensina os cães a vasculhar lugares estranhos e dá petiscos para eles a cada 30 segundos, independente do que estiverem fazendo. Isso se torna um hábito e eles vasculham regularmente e dizem: "Onde está meu petisco?". Treinamento
para cães surdos e os que ouvem também Use uma lanterna de Garretty ao invés
de um clicker, flash/petisco, etc. No começo, os cães estão
sempre prestando atenção. O treinamento com clicker parece
ideal da forma que Gary Wilkes faz, uma vez que ele atrai um cão
de primeira. Todos os cães - não apenas os surdos - têm
tanta acuidade visual e por isso ela ensina os sinais manuais antes. Eu tenho o livro Living With a Deaf Dog (Vivendo com um Cão Surdo), de Susan Cope Becker. Chris recomenda para cães normais também. Há tantas informações boas nele e é escrito com muito amor. Chris terminou seu workshop com palavras contundentes: "Cães surdos merecem viver". Fico com um nó na garganta e me sinto uma treinadora mais sábia por ter assistido esse workshop. Talvez o termo não seja bem sábia, mas sim, que reforça o fato de treinar cães surdos para o mundo real e os problemas que o acompanham. Living with a Deaf Dog, de Susan Cope Becker, está disponível no Direct Book Services (http://www.dogwise.com). Eu não gostei da menção do papel do alfa para o cão surdo. Não vi nenhum objetivo nisso uma vez que eles não conseguem ouvir quem está chegando, uma criança poderia colocar sua mão no ombro e o cão poderia morder. A lei na Austrália não obriga que as mordidas de cães sejam reportadas, mas eu sei de muitos incidentes que poderiam ser prevenidos. LINKS The Deaf Dog Webpage: http://www.dogsworldwide.com/deafdogtraining.htm#dogs Instruções para construir
uma coleira vibratória: Onde comprar uma coleira vibratória: Instruções de como construir
uma coleira vibratória barata usando o motor de um carro de controle
remoto: Pager vibratório: Link
em inglês:
http://195.184.239.210/magazine/training/deaf_roundtable.html
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